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Fim de Relacionamento: Como Recomeçar e Curar o Luto

Não Dói Apenas o Fim: É o Luto pelo Futuro. Um Guia para Recomeçar




O Luto pelo Futuro que Não Virá: Recomeço e Flexibilidade


Quando um relacionamento de anos termina, a dor vai muito além de ter que mudar de casa ou desfazer as malas. É como se o seu coração, que tinha aprendido a conjugar o futuro no plural, agora se deparasse com uma página em branco e a confusão de uma nova gramática. Sabe, a gente planeja um "nós seremos felizes" e de repente, a única opção é um "eu serei feliz". E é claro que isso confunde a gente.

Muitas vezes, a primeira reação é querer empurrar essa dor para longe, fingir que está tudo bem. Tentamos nos distrair, nos manter ocupados. Mas a verdade é que lutar contra o que se sente é como tentar segurar uma bola de praia debaixo d'água: a gente se cansa, se exaure, e ela sempre volta para a superfície. A dor existe porque o que se foi importava, e a única forma de passar por ela é permitindo-se sentir.

Como as terapias acessam o inconsciente? Qual caminho é o seu?

 

🛋️ Sexta-feira, no Divã — Episódio 12 b

Você já ouviu que o inconsciente guarda traumas, medos, crenças e dores não resolvidas.

Mas… como chegar até lá?

Será que só falando? Será que só sentindo? Será que dá para mudar o inconsciente?

A resposta é: sim, dá — e existem vários caminhos.

Cada abordagem terapêutica acessa o inconsciente de um jeito. E a melhor forma é aquela que fala a língua da sua alma.


🧠 Mas antes… o que é o inconsciente?

É a parte da mente que armazena tudo o que você não lembra, não quis sentir ou nunca conseguiu elaborar.

Não é só “memória esquecida”. É também emoção congelada, padrão repetido, dor ancestral.

E ele se manifesta em:

  • Repetições afetivas

  • Sintomas físicos e emocionais

  • Sonhos

  • Medos “sem motivo”

  • Autoimagem distorcida


💡 E como as terapias ajudam a acessar e transformar o inconsciente?

A alimentação e o sistema nervoso: o que a ciência revela?

 


🥦 A alimentação e o sistema nervoso: o que a ciência revela?

Post 13 da Série “Segundas de Regulação” com Cida Medeiros

Você já percebeu como certos alimentos parecem acalmar você, enquanto outros causam agitação ou irritabilidade?

Isso não é impressão.
Cada refeição envia informações ao seu sistema nervoso.
E essas informações podem gerar estados de:

✔️ Calma, foco e bem-estar
ou
❌ Ansiedade, apatia e desregulação emocional

Hoje, a ciência mostra que o intestino se comunica com o cérebro através de uma via direta — o nervo vago, justamente o protagonista da Teoria Polivagal.


🧠 O “cérebro do intestino” existe e influencia seu humor

O inconsciente parece buscar o oposto. Mas o oposto de quê?


🛋️ Sexta-feira, no Divã — Episódio 12 a

Freud, no texto Além do Princípio do Prazer, percebeu algo que desafiava sua teoria inicial:

Nem sempre o ser humano busca prazer, bem-estar, equilíbrio.

Na verdade, às vezes buscamos repetidamente o sofrimento.

Mesmo que digamos que queremos o contrário.

Exemplo: alguém que diz "quero ser feliz no amor", mas só se apaixona por quem a rejeita.
Ou quem diz "quero paz", mas vive criando ou entrando em conflitos.

Por quê?


🤯 Porque o inconsciente age em outro nível.

O inconsciente não fala com palavras — ele fala com repetições, sintomas, sonhos, esquecimentos, escolhas.

Enquanto a mente consciente diz:

“Quero seguir em frente”...

O inconsciente pode dizer:

“Você ainda precisa voltar lá atrás, onde ficou ferido.”


🔍 Como entender o inconsciente?

Pense assim:

  • A mente consciente é a ponta do iceberg. É o que você sabe, percebe, decide.

  • O inconsciente é a parte submersa — feita de lembranças esquecidas, traumas, desejos reprimidos, emoções negadas, padrões familiares, medos primitivos.

Ele não é “maligno”, mas primitivo. Age para te proteger — mesmo que isso te machuque.

Ele prefere o conhecido (mesmo doloroso) ao novo (mesmo saudável).


😵‍💫 Mas como ele pode agir contra nós?

Desmistificando a dissociação: o que é e como voltar ao corpo

 


🫥 Desmistificando a dissociação: o que é e como voltar ao corpo

Post 11 da Série “Segundas de Regulação” com Cida Medeiros

Você já se sentiu "desligada", como se estivesse presente, mas não realmente ali?
Ou sentiu como se tivesse se afastado de si, do mundo, do tempo?

Isso pode ser dissociação — uma resposta legítima do seu sistema nervoso a algo percebido como insuportável.

Na Teoria Polivagal, chamamos isso de estado dorsal vagal, uma forma de defesa profunda e primitiva, que busca proteger o corpo desligando a energia quando o perigo é muito intenso.


🧠 O que é o estado dorsal vagal?

É um estado do sistema nervoso que, diante de ameaças percebidas como avassaladoras (físicas, emocionais ou relacionais), desliga a energia para evitar sofrimento maior.
Você pode experimentar esse estado como:

O inconsciente está te sabotando... ou te pedindo ajuda?

 


🛋️ Sexta-feira, no Divã — Episódio 11

Você já viveu algo assim?

✨ Estava tudo indo bem... e, de repente, você estragou tudo.
✨ Quis muito algo... e se afastou quando isso chegou perto.
✨ Prometeu não repetir... mas se pegou fazendo tudo igual.

A primeira reação é pensar:

"Eu sou meu pior inimigo."

Mas, e se eu te dissesse que o que você chama de sabotagem é, na verdade, um pedido do seu inconsciente para ser escutado?


🧠 O que é o inconsciente?

O poder dos microgestos: pequenas ações, grandes transformações

 


🧩 O poder dos microgestos: pequenas ações, grandes transformações

Post 12 da Série “Segundas de Regulação” com Cida Medeiros

Você não precisa fazer grandes mudanças para transformar sua vida.
Na verdade, seu sistema nervoso confia mais no que é constante e pequeno do que no que é intenso e esporádico.

🌿 Pequenos gestos cotidianos — quando feitos com intenção — têm o poder de reconfigurar sua fisiologia, restaurar sua conexão consigo mesma e fortalecer a sensação de segurança.

Na Teoria Polivagal, chamamos isso de convites gentis ao estado ventral vagal:
☀️ o estado da calma, da criatividade, da vitalidade e da presença.


🧠 Seu sistema nervoso se molda pela repetição segura

Episódio Especial — “Por que voltamos para o que nos fere?”




🛋️ Sexta-feira, no Divã — Episódio Especial

Você já se perguntou por que repetimos relações que machucam, decisões que falham, caminhos que já sabemos onde vão dar?

Mesmo quando dizemos “nunca mais”, algo dentro de nós… volta.
Volta para o mesmo padrão, a mesma dor, a mesma ferida.

Freud chamou isso de "compulsão à repetição".


🧠 O que é essa tal compulsão?

Freud, no clássico Além do Princípio do Prazer, observou algo intrigante:
mesmo quando procuramos prazer, bem-estar e harmonia, nosso inconsciente parece buscar o oposto.

A mente parece querer "dominar" o trauma, revivendo-o.
Como se dissesse: “Dessa vez, eu vou conseguir terminar a história do jeito certo.”

Mas quase nunca termina.


🔁 Por que repetimos a dor?

Porque há uma força psíquica mais profunda do que o prazer:
A tentativa de dar sentido ao que ficou sem explicação.

  • Revivemos a rejeição para sermos, dessa vez, aceitos.

  • Procuramos a ausência para, dessa vez, sermos escolhidos.

  • Voltamos ao abandono… querendo ser salvos.

Mas isso nos prende em laços invisíveis de sofrimento.


🌀 A compulsão à repetição se manifesta assim:

Você é seu porto seguro: segurança interna e práticas de sustentação emocional

 


🛟 Você é seu porto seguro: segurança interna e práticas de sustentação emocional

Post 10 da Série “Segundas de Regulação” com Cida Medeiros

Vivemos em um mundo instável:
Crises, mudanças repentinas, excesso de estímulos, desafios emocionais e relações que nos testam o tempo todo.

Mas existe um lugar onde você pode sempre voltar.
🌿 Um espaço de calma, centramento e clareza.
Esse lugar é você.

Sim — você pode aprender a ser seu próprio porto seguro.
E isso não é um conceito bonito apenas. É neurociência aplicada na vida real, com base na Teoria Polivagal.


🧠 Segurança é uma experiência sentida no corpo

Feridas de abandono e o medo de ser deixado(a)



🛋️ Sexta-feira, no Divã — Episódio 10


Você já sentiu um medo quase irracional de ser deixado(a)?
Já tentou segurar uma relação a qualquer custo — mesmo que estivesse te machucando?
Ou ficou ansiosa(o) porque alguém demorou a responder uma mensagem?

Esse medo pode não ter a ver com o presente.
Mas sim com uma ferida emocional antiga: a ferida do abandono.


🧠 O que é a ferida do abandono?

A ferida de abandono é formada, na maioria das vezes, na infância.
Ela surge quando uma criança se sente desamparada, sozinha, ignorada ou emocionalmente rejeitada.

Essa dor fica registrada no corpo, no inconsciente, e pode acompanhar a pessoa pela vida inteira — se não for curada.


🔍 Como isso aparece na vida adulta?

ACT + Teoria Polivagal: mente, corpo e alma na clínica integrativa

 


🌀 ACT + Teoria Polivagal: mente, corpo e alma na clínica integrativa

Post 9 da Série “Segundas de Regulação” com Cida Medeiros

Quando comecei minha trajetória como terapeuta, muitas das práticas que eu aplicava — como respiração consciente, grounding, relaxamento profundo e visualizações — não tinham ainda um nome “científico” reconhecido.

Mas eu via os resultados:

🌿 Pessoas se reconectando com seus corpos.
🫂 Vínculos se restaurando.
🕊️ Emoções se reorganizando.

Hoje, com mais de 30 anos de caminhada, posso nomear, validar e integrar essas práticas com base em estudos sólidos.
Tenho incluído, cada vez mais, os aprendizados da ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso), em profunda sinergia com a Teoria Polivagal.

Essa união tem sido um divisor de águas nos atendimentos.


🌱 O que une a ACT e a Teoria Polivagal?

A Travessia da Ponte Invisível

 



A Travessia da Ponte Invisível

Havia uma jovem chamada Elara que vivia em um vilarejo rodeado por montanhas. Desde pequena, ouviu histórias de que do outro lado da cordilheira existia um vale encantado, onde as pessoas viviam em paz, com abundância e liberdade.

Mas havia um problema: entre o vilarejo e o vale, havia um desfiladeiro profundo. Diziam que só era possível atravessar por uma ponte... invisível. Só quem tivesse fé em si e coragem no coração conseguiria enxergá-la com os pés.

Durante anos, Elara observava a neblina densa cobrindo o abismo. Sonhava com a travessia, mas recuava. Um dia, ao ver o reflexo da própria inquietação nos olhos de sua irmã mais nova, decidiu partir.