O Desejo de Permanência por Krishnamurti

O DESEJO DE PERMANÊNCIA
Krishnamurti

Entre as circunstâncias mutantes da vida existe algo permanente? Existe alguma relação entre nós próprios e a constante mutação ao nosso redor? Se admitíssemos que tudo é mutável, inclusive nós próprios, então jamais existiria a idéia de permanência. Se nos imaginássemos num estado de continuo movimento, então não haveria conflito entre as circunstâncias mutantes da vida e aquilo que agora supomos ser permanente.

Existe em nós uma profunda e radicada esperança ou certeza de que existe algo permanente no meio da contínua mutação e isto cria o conflito. Vemos que a mutação existe ao redor de nós. Vemos tudo decaindo, fenecendo. Vemos cataclismos, guerras, fome, morte, insegurança, desilusão. Tudo que nos cerca está em constante mutação vindo-a-ser e decaindo. Todas as coisas se gastam pelo uso. Nada há e permanente ao redor de nós. Em nossas instituições, em nossas morais, nossas teorias de governo, de economia, de relações sociais – em todas as coisas existe fluxo, existe mudança.

E entretanto, no meio dessa impermanência, sentimos que existe permanência; estando insatisfeitos com essa impermanência, criamos um estado de permanência, gerando, por esse modo, conflito entre o que se supõe ser permanente e o que é mutante, o transitório. Mas se percebêssemos que tudo, inclusive nós mesmos, o “eu” é transitório, e também o são as coisas ambientes da vida, certamente não haveria então esse irônico conflito.

O que é que exige permanência, segurança, que anseia pela continuidade? É nessa exigência que se baseiam todas as nossas relações sociais e morais.

Se vocês realmente acreditassem ou sentissem profundamente, por vocês mesmos, a incessante mutação da vida, então jamais existiria ansiedade pela segurança, pela permanência. Mas porque existe uma profunda ansiedade pela permanência, nós criamos uma parede estanque contra o movimento da vida.

Portanto, o conflito existe entre os valores mutantes da vida e o desejo que está procurando permanência. Se sentíssemos e compreendêssemos profundamente a impermanência de nós próprios e das coisas deste mundo, então haveria o cessar do amargo conflito, das dores e temores. Então não haveria apego, de onde surge a luta social e individual.

O que é pois essa coisa que se atribui permanência e está sempre procurando uma continuidade ulterior? Não podemos investigar isto inteligentemente se não analisarmos e compreendermos a capacidade critica em si mesma.

A nossa capacidade critica brota dos preconceitos, das crenças, das teorias, das esperanças, etc., ou do que denominamos experiência. A experiência baseia-se na tradição, nas memórias acumuladas. A nossa experiência está sempre matizada pelo passado. Se vocês acreditam em Deus, talvez possam ter o que chamam de uma experiência divina. Certamente esta não é uma experiência verdadeira. Tem sido gravado em nossas mentes, através dos séculos, que existe Deus, e de acordo com esse condicionamento nós temos uma experiência. Esta não é uma experiência de primeira mão, verdadeira.

A mente condicionada atuando de um modo condicionado não pode experimentar completamente. Tal mente é incapaz de plenamente experimentar a realidade ou a não-realidade e Deus. Do mesmo modo, a mente que já está preconcebida pelo desejo consciente ou inconsciente do permanente não pode compreender a realidade como plenitude. Toda pesquisa de tal mente preconcebida é apenas um novo fortalecimento desse preconceito.

A busca e a ânsia pela imortalidade são o incitamento das memórias acumuladas da consciência individual, o “eu”, com seus temores e esperanças, amores e ódios. Esse “eu” fraciona-se em várias partes em conflito: o superior e o inferior, o permanente e o transitório, e assim por diante. Esse “eu”em seu desejo de perpetuar-se, procura e utiliza outros modos e meios de se entrincheirar.

Talvez alguns de vocês possam dizer a si mesmos: “Certamente, com o desaparecimento dessas ansiedades, deve haver realidade”. O próprio desejo de saber se existe algo além da consciência em conflito da existência é uma indicação de que a mente está procurando uma segurança, uma certeza, uma recompensa para seus esforços.

Vemos como é criada uma resistência contra outra, e essa resistência, através das memórias acumulativas, através da experiência, é cada vez mais fortalecida, tornando-se cada vez mais consciente de si mesma.

Assim, existe a vossa resistência e a do vosso próximo, da sociedade. O ajustamento entre duas ou mais resistências é chamado relações mútuas, sobre que é construída a moralidade.

Onde há amor, não há a consciência das relações mútuas. É só num estado de resistência que pode haver esta consciência, que é apenas um ajustamento entre conflitos em oposição.

O conflito não existe somente entre várias resistências, mas também dentro de si mesmo, dentro da qualidade permanente e impermanente da própria resistência.

Existe algo permanente nessa resistência? Vemos que a resistência pode perpetuar-se por meio da aquisição, da ignorância, por meio da consciente ou inconsciente ansiedade da experiência. Mas certamente essa continuação não é eterna; ela é apenas a perpetuação do conflito.

O que chamamos permanente na resistência é apenas parte da própria resistência, e, portanto, parte do conflito. Assim, em si mesma, não é o eterno, o permanente.

Onde existe falta de plenitude, não-preenchimento, existe a ansiedade de continuação que cria a resistência, e esta resistência dá a si mesma a qualidade de permanência.

Aquilo a que a mente se agarra como sendo permanente é em sua própria essência o transitório. É o produto da ignorância, do medo e da ansiedade.

Se entendemos isto, então vemos que o problema não é de uma resistência em conflito com outra, mas como esta resistência vem a ser e como pode ser dissolvida. Quando defrontamos este problema profundamente, existe um novo despertar, um estado que pode ser chamado amor.

Krishnamurti – Holanda 1937

Ike

Esse material circulou na lista do Kahuna Mundial da qual faço parte e tenho a liberdade de postar dando os devidos creditos a lista dos kahunas que reunem os interessados nos estudo da filosofia huna e minha gratidão a Vivi que postou o artigo segundo sua ótica.
Cida Medeiros

Assunto: IKE - O PRIMEIRO PRINCÍPIO DA HUNA

Pessoal: Gostaria de introduzir - aos poucos - os 7 princípios da
Huna, do ponto de vista do Xamã Aventureiro: aventureiro não no
sentido leviano, mas no sentido daquele que não luta contra nada mas
aprende com tudo - afinal, a própria Huna ensina que, tudo aquilo
contra o qual lutamos e a que resistimos, torna-se mais forte.

Apresento o primeiro princípio - IKE - e estou utilizando textos de
Serge King, devidamente reconhecidos ao final. Achei oportuno e
interessante introduzir uma outra perspectiva. Seria, ainda,
interessante ter seus comentários, como feedback. Abraço a todos e
Aloha. Vivi.

O PRIMEIRO PRINCÍPIO XAMÂNICO
IKE - O MUNDO É AQUILO QUE VOCÊ PENSA QUE ELE SEJA


"A mais ampla categoria de idéias que afetam nossa vida se compõem
de opiniões que, podemos dizer, são o mesmo que crenças. As
opiniões são idéias a respeito de fatos, e afetam apenas algumas
pessoas por algum tempo. Não obstante, são muito poderosas, porque
são as opiniões a respeito da vida que determinam como você se
sente, o que você faz, como se relaciona com as outras pessoas e com
o restante de sua experiência pessoal. As opiniões diferem
acentuadamente dos fatos, uma vez que podem ser mudadas. E, à
medida que as opiniões mudam, o mesmo acontece com a sua vivência
dos fatos.
O que leva muitas pessoas a terem problemas é a sua tendência a
confundir opiniões e fatos. Em outras palavras, elas tratam suas
opiniões como se fossem fatos da vida, em vez de vê-las como idéias
a respeito de fatos. Eis alguns exemplos típicos de opiniões que
algumas pessoas chamam de fatos:

A vida é uma batalha.
O sucesso depende da sorte.
Tudo o que acontece depende do destino.
Sou impotente para lutar contra as forças que me rodeiam.
Sou incompetente e desprezível.
O mundo é um lugar amoroso e estimulante.
Sou capaz de fazer qualquer coisa que me disponha a fazer.
A experiência é previsível (ou imprevisível).

Vamos extrair os fatos das opiniões acima:

A vida é.
O sucesso é.
Tudo o que acontece é.
Eu sou.
O mundo é.
Sou capaz de fazer.
A experiência é.

Estes são os fatos. Qualquer coisa que se lhes acrescente é uma
opinião. Como se pode ver, as opiniões podem ser positivas ou
negativas. O importante, contudo, é que, sejam elas quais forem,
governarão a sua experiência." (**)

Resumindo: sua vida reflete suas opiniões; todos os problemas são
causados por um conflito de idéias; suas únicas limitações são
aquelas com as quais você concorda; mude suas opiniões e escolha
suas experiências.

Vamos recriar nossa estrutura de pensamento. Aproveitemos o que já
é bom, aprimoremos o que pode ser melhorado e eliminemos o que está
ruim.


O Primeiro Princípio: IKE - O Mundo É Aquilo que Você Pensa que Ele
Seja
meio-cheia ou meio-vazia. Dependendo de seus planos, a chuva pode
ser boa para a colheita ou má para o piquenique. Dependendo de sua
atitude, um problema pode ser um obstáculo ou um desafio. Estas são
maneiras claras, óbvias e compreensíveis pelas quais nosso modo de
pensar afeta nossas experiências. De uma maneira mais sutil - porém
muito bem documentada nos campos da psicosomática, psicoimunologia e
psicologia motivacional - sabemos que os pensamentos de temor,
preocupação, raiva e ressentimento podem nos fazer cair doentes e
diminuir nossa eficácia; ao mesmo tempo, pensamentos de confiança,
determinação, amor e perdão podem-nos fazer sentir bem e aumentar
nosso desempenho."

Corolário: Tudo É um Sonho
Para os xamãs, sonhamos nossa vida, trazendo-a à existência. Isto
não significa que a vida seja uma ilusão. Significa que os sonhos
são a realidade e que a realidade é um sonho. Assim, a realidade
que ora experimentamos é fruto daquilo que pensamos e de nossas
opiniões, tanto quanto a realidade que outros experimentam
igualmente é fruto de seus pensamentos e opiniões. E, não nos
esqueçamos, as opiniões que temos a respeito das coisas são crenças
que regem nossa vida. E, de onde vêm essas opiniões? De nossas
lembranças - por preceito ou por exemplo de outros (familiares,
amigos, conhecidos, TV, mídia em geral etc.).
Serge King nos dá o exemplo a respeito de batermos com a mão em uma
parede. Diz ele: "Ao bater na parede, você não estava batendo em um
objeto sólido. Ao invés disso, dois campos de energia se
encontraram e a informação foi transmitida ao seu cérebro, onde foi
interpretada por você, com base na memória, como sendo a experiência
de se bater em uma parede."
Pode-se assim ver que interpretamos o mundo fenomênico - as
mensagens enviadas ao nosso cérebro por quaisquer sentidos - com
base no que alguém definiu, nos nomes e descrição feitos por alguém,
que chegaram até nós e nós os gravamos em nossa memória. Alguém
poderia, segundo o exemplo da parede e da mão, haver definido tal
ação da maneira que ele descreveu; ou seja, não como sendo a parede
um objeto sólido; mas que "quando dois campos de energia vibrando de
maneira semelhante se encontram, um interfere no outro". Mesmo
porque, se nossa mão vibrasse em uma freqüência diferente daquela da
parede, a primeira atravessaria a última! Então, a parede é sólida
ou não? SIM E NÃO. SIM, para aqueles "objetos" cujo campo de
energia vibra de maneira semelhante a ela. E NÃO para aqueles cujo
campo de energia vibra em freqüência diferente. Como definir,
então, as coisas? Simples: percebendo que o que parece ser
realidade exterior está, em verdade, dentro de nossa cabeça. Como
diz o autor: "Ora, isto parece ser um sonho, não?"
Os sonhos, muitas vezes, são tão "reais", que pensamos estar
acordados! E, às vezes, a "realidade" é tão quimérica, que
parecemos estar sonhando! Como diz o autor, só diferençamos os
estados de adormecimento/sonho e de estar acordado/realidade, porque
neste último há mais lembranças com as quais podemos nos
identificar, nos conectar. Porém, do ponto-de-vista da Huna, "as
lembranças são apenas outros sonhos".
Uma nota importante do autor: quando classificamos de alucinação os
sonhos de outras pessoas que possam estar em outros estados de
consciência - místicos, bêbedos, esquizofrênicos, usuários de
drogas, insones, enfermos, idosos, crianças ou xamãs - na verdade
estamos, sem o saber, dizendo "seu sonho não combina com o meu
sonho" (alucinação é uma palavra grega que quer dizer exatamente
isto) - ou, "sua realidade não combina com a minha".
Definimos como sendo a realidade aquelas experiências que foram
tidas por mais alguém. No entanto, se um grande número de pessoas
houver tido uma experiência que nos desagrada ou deixa zangados - ou
ainda porque fomos "deixados de lado" e não participamos dela,temos
a tendência de defini-la como "alucinação de massa". "Para os
xamãs, a experiência a que chamamos de realidade diária é uma
alucinação em massa; ou, colocando de maneira mais polida, um sonho
compartilhado. É como se todos estivéssemos tendo nossos próprios
sonhos individuais sobre a vida, e o compartilhamento dos mesmos
ocorra em momentos ou pontos de concordância ou consenso."
Para os xamãs urbanos , há um propósito nesse ponto-de-vista. "Se a
vida é um sonho, e se podemos acordar por completo dentro dele,
então podemos modificar o sonho, modificando nosso modo de sonhar."
Mais adiante no livro, o autor explorará muitas maneiras de
modificar o sonho da vida "e isto poderá vir a trabalhar grandemente
em seu favor, quer você decida que a vida é um sonho ou não. Porém,
para aqueles que ousam fazer experiências com essa idéia, abrir-se-á
uma aventura rica e repleta de desafios; e oportunidades abrir-se-ão
para você."

Corolário: Todos os Sistemas São Arbitrários
"Por eras incontáveis os seres humanos têm buscado encontrar
o Significado Último e a Verdade Absoluta, algo sólido e eterno em
que se agarrar. Tentaram o Misticismo, Religião, Ciência,
Metafísica, Arte e Filosofia para extrair algum sentido da vida,
para que se sentissem mais seguros dentro de si mesmos; e, não raro,
para que controlassem a vida a fim de se sentirem mais seguros fora
de si mesmos.
Os xamãs inventaram uma solução própria para o problema do
significado, utilizando uma extensão lógica das idéias de que tudo é
um sonho e de que o mundo é o que você pensa que ele seja. Se isto
for aceito como suposições básicas, então obviamente todos os
significados são inventados e a Verdade Absoluta é o que você
decidir que ela seja. O significado da experiência depende de sua
interpretação dessa verdade ou de sua decisão de aceitar a
interpretação de outra pessoa; e a decisão de aceitar uma suposição
básica é igualmente arbitrária. Portanto, todos os sistemas que
descrevem a vida e como ela opera são arbitrariamente elaborados ou
inventados com base em certas decisões de se aceitar certas
interpretações de certas experiências. Assim, o que realmente
importa não é se um sistema em particular é verdadeiro (um conceito
arbitrário); mas sim se ele funciona bem para você. O sistema
conhecido como Huna , com seus sete princípios, é reconhecido como
sendo tão arbitrário e inventado quanto qualquer outro sistema.
Assim, não é ele apresentado como sendo a Verdade, mas como um
conjunto de hipóteses que permitem a você praticar o xamanismo mais
eficazmente. É como que aprender as escalas musicais ou as regras
da perspectiva na pintura, para que você possa praticar essas artes
com maior eficácia. Os princípios de qualquer arte ou ofício são
úteis para a prática destes; porém, não necessariamente são
aplicáveis a um outro tipo diferente de arte ou ofício ou a um outro
aspecto da vida. Eis porque os sete princípios a serem apresentados
aqui não o serão como se dogmas fossem; eis porque eles não têm de
ser defendidos. Se eles funcionarem para você, utilize-os; do
contrário, então use alguma outra coisa. O xamã sábio se sente
livre para modificar sistemas à vontade, segundo a situação que tem
em mãos. Este corolário também permite uma grande gama de
tolerância para com outros sistemas, porque eles não são vistos como
antagônicos ou ameaçadores, mas como meramente pontos-de-vista
diferentes."

Exercício: Explorando o Poder do Pensamento

EXERCÍCIO DE CURA ENERGÉTICA


1. Feche os olhos. Respire profundamente três vezes.
Visualize o sol, grande, brilhante, quente. Sinta seu calor, seu
poder, sua energia, sua luz. Perceba que o sol é vida e possui
qualidades depurativas e curativas extraordinárias.
2. Miniaturize o sol - apenas o tamanho, não as suas
características ou poder. Traga-o para dentro de uma bola de
aproximadamente 30cm. de diâmetro, postada logo acima da cabeça.
3. Vagarosamente, e sem perder a noção de sua força e poder de
cura, traga essa bola de sol para baixo, fazendo-a penetrar no alto
da cabeça, entrando pelo corpo, e fazendo com que ela cure todo ou
seu ser; ou, se assim preferir, concentre-a em uma parte específica
do corpo.
4. Imagine que o local desejado - seu corpo todo ou uma parte
dele - está sendo curado nesse momento.
5. Agradeça e devolva a luz para o sol, até precisar dela
novamente.
6. Respire profundamente três vezes e abra os olhos."

Urbano, não traduzido nem publicado em português).

Pensamento, 1981.

Amar e Ser Amado


É importante notar que se a pessoa não se sente preparada para receber e nem
dar afeto e tão pouco se sente a vontade com o toque amoroso e aproximação física que não esteja condicionada a uma relação amorosa de natureza intima e sexual, pode estar com dificuldades de se expressar mais plenamente em seus relacionamentos próximos e de estabelecer vínculos saudáveis e mais plenos em qualidade afetiva.

Casais, que não conseguem realizar trocas afetivas que possam ir além da intimidade sexual, podem sofrer de uma carência crônica de afeto e criar distorções na intimidade e na relação.

Poderíamos chamar isso de economia de afeto, produzindo miséria afetiva.

Cida Medeiros reflete sobre o Saber dizer Não.

Quer desrespeito maior que você ouvir a todos e quando chega a sua vez de falar as pessoas não te ouvem?

Refletir sobre a postura unilateral, como uma forma de perceber a realidade e decidir sobre a mesma.

Precisamos dizer não para coisas que não nos fazem bem e a pessoas que nos desrespeitaram e nos descriminam.

Devemos falar sim à relações saudáveis, baseadas na honestidade e na verdade.

E sobretudo, desenvolver a capacidade de sermos amigos, primeiramente, cuidando do "Ser" que habita em nossa casa interior e reservando tempo para que o amor possa fluir em nossa vida.

Fazer escolhas saudáveis.

Estar a serviço da coletividade e dos pequenos gestos que podem enriquecer o dia de todas as pessoas com as quais nos encontramos.

"A Grande Obra e o Auto-conhecimento."


A Pedra Filosofal

O Alquimista em busca da Pedra Filosofal. Uma metáfora para os buscadores espirituais que através do auto-conhecimento transformam sua natureza inferior em consciência, ganhando mais saúde, felicidade e longevidade.

Pois, corpo sã, mente sã.

Segue abaixo, o relato sobre a "Grande Obra", Alquimia e a Pedra Filosofal.

Cida Medeiros


Quem já não ouviu falar acerca dos respeitáveis filósofos, médicos, químicos e
intelectuais que passaram boa parte da sua vida diante de seu laboratório alquímico
tentando decifrar o enigma da pedra filosofal, tão comentada nos círculos iniciáticos da Idade Média?

Terapia Kahuna

Essa é uma das práticas em consultório da terapia kahuna a o Ho'oponopono sobre a relação terapêutica.

É importante citar a questão do poder e da Manipulação no processo terapêutico.

"Quando o Terapeuta na relação com seu paciente acredita que o mesmo é doente e o terapeuta se julga melhor, superior, salvador e acima, ele estabelece uma relação desigual e doentia"

A Postura e o olhar do Kahuna ou do Kupua é:

"Você veio até mim para me trazer uma oportunidade de olhar o que está acontecendo comigo"

O Terapeuta Kupua na relação com seu cliente/paciente, coloca-se como facilitador da cura através da sintonia com o Eu Superior.

Ele faz a pergunta ao Eu Superior - Aumakua da seguinte forma:

- "Eu Superior, Espírito Parental totalmente confiável, o que está acontecendo comigo para ter causado esse problema? Como posso resolver esse problema dentro de mim? Reparar isso, desde o início dos tempos?"

E nessa sintonia, aguarda as mensagens e preces que podem ser realizadas, condutas e praticas para realizar Kala e liberar o fluxo de energia de cura do Eu Superior e dissolver os mandatos auto-limitantes que o Eu Básico carrega promovendo assim um a cura conjunta.

Essa é uma das práticas da Cura Kahuna.

por Cida Medeiros

Seres de Andrômeda

Auto-retrato de um ser de Andrômeda

Andrômeda é uma galáxia lumínica cujos seres seriam percebidos por nós como pontos de luz

Andrômeda é uma galáxia próxima à Via Láctea, a 2,9 mil anos-luz de distância da Terra. Na vastidão de mundos habitados dessa parte do Universo, existem seres que já transmutaram toda a matéria densa e seriam percebidos por nós apenas como pontos de luz - como Anfaten, o ser que se apresenta por meio da canalização transcrita a seguir e conta um pouco como é sua galáxia.

Somos apenas emissores de energia, contidos em feixes lumínicos, advindos de Andrômeda. Nos apresentamos aqui, em nome de Metatron, um Ser de Luz dos Universos e dos Céus Superiores.

Para vocês, somos seres sem formas definidas. Estamos alcançando este canal por meio de flashes energéticos, ondas que viajam nos espaços interdimensionais.

Estamos utilizando a expansão de seus duplos etéricos (periespírito) para nos comunicar, mesmo através de feixes de luz. Por ser o nosso contato muito potente, temos necessidade da rede dos perispíritos, porque uma emissão de luz diretamente através do chacra coronário queimaria todos os seus neurônios. Então, precisamos mandar um feixe que se abre e agasalha toda a malha periespiritual, envolvendo-a como uma ameba. Esta rede se expande e por ela penetram milhares de pontos para evitar um único flash, o que iria ser irremediável e mortal.

A função de Andrômeda no processo universal é ser um Portal de Luz. Servimos como um quartzo, passando as informações cristalizadas para trilhões de planetas habitados. Nossa função não é a interferência física, mas, sim, de troca de conhecimentos e aceleramento dos processos.

Nós já transmutamos toda a matéria densa. Nossa civilização seria de difícil compreensão para vocês. A luz é o nosso objetivo principal. Estamos localizados na luz e existem intensidades diversas na luz, também.

Anfaten seria o mais próximo do que vocês poderiam reconhecer como um nome individual para o seu mundo físico. Eu sou como uma pequena estrela, num pequeno foco de luz, no meio de uma galáxia lumínica que é Andrômeda. Não existe em nosso sistema nada similar à sua vida física. Somos como pontos de luz mergulhados na enormidade e esplendor da Luz Divina de Andrômeda.

Não possuimos naves, mas, no conceito empregado por vocês, utilizamos veículos de luz quando necessário. O processo não é em nada similar ao que vocês possuem aqui. Não sou um ser da maneira como vocês percebem, mas se formos por esse caminho, faremos um livro e este não é o objetivo de nossos contatos, voltaremos a falar detalhadamente sobre Andrômeda em outra ocasião.

Há cerca de três mil seres de Andrômeda encarnando na Terra nesta fase de transição planetária. Eles vêm com a missão de auxiliar nossa humanidade a elevar a vibração do planeta e a romper os padrões mentais que nos prendem à Terceira Dimensão.

Fonte: http://www.vialuz.com/linkArticles.do?id=449&typeId=1

Autor: sem
Canal: Heloísa Fagundes
Data: 20/11/2006 - 20:57:42

Krishnamurti - O que e a mente

Interessante, vale a pena ler.
Cida Medeiros


                KRISHNAMURTI  - SAANEN  - IX

O que é a mente?


            Penso que já falamos suficientemente sobre a questão do medo; entretanto, naturalmente poderíamos entrar em mais pormenores, explora-la mais minuciosamente, mas, se já não a compreendemos, continuaríamos com o mesmo problema inicial – o medo. O mero interesse nas particularidades do medo não indica necessariamente, a meu ver, uma mente séria, por mais sérios que nos mostremos acerca dessas particularidades. Muito mais importante é estarmos sérios em relação ao processo total do medo e, também, ao que existe alem do medo; inquirirmos se há possibilidade de nos livrarmos, de nos libertarmos completamente do medo. Tal inquirição poderá parecer um tanto fútil, porque a maioria de nós está ainda às voltas com o medo; entretanto, uma vez que do assunto já tratamos em várias reuniões, aqui, penso que será melhor prosseguirmos, em vez de ficarmos a bater só nesta tecla.