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O Labirinto das Sombras: Quando a Mentoria se Torna Espelho



O Labirinto das Sombras: Quando a Mentoria se Torna Espelho

Muitas vezes, em nossa busca por conhecimento e crescimento, encontramos figuras que projetam uma luz intensa. Por um tempo, essa luz nos guia. Mas o que acontece quando essa mesma luz começa a revelar sombras que não estávamos prontos para ver? O que fazer quando a admiração se mistura com a dor do abuso ou da indiferença?

Na Terapia de Aceitação e Compromisso, aprendemos que o sofrimento não é um sinal de que algo está errado com você, mas que você se importa profundamente. O desafio não é apagar o que sentimos — a paixão, a gratidão ou a decepção — mas aprender a carregar esses sentimentos enquanto caminhamos na direção do que realmente valorizamos: nossa dignidade e nossa ética.


A Metáfora de Cura: A Lanterna e o Pântano

Imagine que você está atravessando um pântano denso ao anoitecer. Você encontra um guia que carrega uma lanterna potente. Por quilômetros, você segue esse guia, grato pela clareza que a lanterna dele proporciona ao seu caminho.

No entanto, no meio da travessia, o guia decide apagar a lanterna ou usá-la para ofuscar seus olhos, deixando você tropeçar nas raízes e na lama. Você se sente perdido e traído. A tentação é parar e gritar com o guia, ou implorar para que ele acenda a luz novamente.

Mas, ao olhar para baixo, você percebe algo que não tinha visto antes: as suas próprias mãos começaram a brilhar. Todo o tempo em que você caminhou ao lado daquela lanterna, sua pele absorveu a luz. Você não precisa mais que o guia acenda o caminho para você. A luz que você admirava no outro agora faz parte da sua própria estrutura.

O pântano continua lá, a lama ainda é fria, mas agora você é quem define o ritmo dos passos. O guia pode ficar para trás com suas sombras; você agora é a sua própria fonte de clareza.


Conclusão e Alento :

Se você está atravessando um período onde a admiração por alguém se tornou um fardo de confusão e dor, saiba que este é um rito de passagem para a sua própria maestria. O sofrimento não define quem você é, mas sim a sua capacidade de permanecer fiel aos seus valores éticos, mesmo quando o ambiente ao seu redor é gélido.

A verdadeira legitimação de um profissional — ou de qualquer ser humano — não vem de um reconhecimento externo ou da aprovação de um mestre. Ela nasce no momento em que você decide que o seu valor não é negociável. Quando você para de buscar o reflexo de quem você é nos olhos de quem não consegue te enxergar com clareza, você finalmente assume o seu lugar no mundo.

Honre o que aprendeu, aceite a dor da decepção como parte do seu crescimento e siga em frente. A sua voz é única, e a sua trajetória — com todas as suas sombras e luzes — é o que te torna capaz de acolher a alma humana com a dignidade que ela merece.

Cida Medeiros

A Riqueza que Não se Compra: O Valor das Conexões Verdadeiras

 


A Riqueza que Não se Compra: O Valor das Conexões Verdadeiras

Recentemente, em uma conversa despretensiosa com uma amiga querida — daquelas que fluem sem esforço, entre risos, silêncios e verdades simples —, veio uma frase que me fez parar:

“Eu quero crescer, viajar, ter mais conforto e estabilidade na vida. Mas momentos como esse, de presença real com alguém que me entende, são o que eu mais valorizo e não abro mão.”

Não era bajulação. Não era pedestal. Era só reconhecimento mútuo de algo essencial: a riqueza que surge no encontro genuíno.

Quando o Valor Está no Encontro, Não no Acúmulo

Vivemos cercados por uma cultura que mede tudo por números: renda, seguidores, conquistas, status. Mas, na prática clínica, o que mais vejo adoecendo as pessoas não é a falta de bens ou realizações — é a ausência de vínculos que nutrem de verdade.

Prosperidade sem conexão profunda gera um vazio que nenhum luxo preenche. Conquistas sem sentido deixam um cansaço que não explica. No fundo, o que buscamos é pertencer, ser vistos como somos e encontrar sentido na existência cotidiana.

Relações que Regulam o Corpo e a Mente

A neurociência e a psicologia mostram isso de forma clara: nosso sistema nervoso avalia o tempo todo se o ambiente (e as pessoas nele) é seguro ou ameaçador. Isso acontece no corpo, antes mesmo da mente racionalizar.

Em relações marcadas por respeito, escuta ativa e validação mútua, entramos em um estado de regulação: o corpo relaxa, a mente clareia, a criatividade flui e a presença se torna repouso. O encontro vira recurso, não gasto.

Já em vínculos instáveis, competitivos ou emocionalmente exaustivos, o custo é alto: gastamos energia só para nos proteger. Não é exagero — é fisiologia. Escolher investir em relações que regulam não é egoísmo ou exclusão; é cuidado essencial com a saúde emocional.

Cuidar do Seu Espaço Interno é um Ato de Autocuidado

Nem sempre controlamos todos os contextos da vida. Mas podemos decidir onde colocamos nossa energia, quanto nos expomos e quais conexões cultivamos com intenção.

O valor de quem você é não depende de aprovação externa — ele se fortalece quando você se permite estar em trocas reais, sem máscaras ou defesas constantes. Ser visto e aceito por quem realmente enxerga é raro e transformador.

Um Convite Simples

Pausa um instante e pergunte a si mesmo:

  • Quais relações hoje me deixam mais regulado, mais vivo?
  • Onde eu consigo ser eu mesmo, sem performance?
  • Estou nutrindo esses vínculos — ou adiando por conta da correria?

Se você percebe que alguns padrões de relacionamento estão drenando sua energia, ou sente falta de reconectar com seu valor interno e reorganizar esses laços, saiba que esse percurso não precisa ser feito sozinho.

Te convido para uma conversa sincera. Entre em contato pelo formulário do blog e agende um momento de escuta dedicada.

Acompanhe o blog para mais reflexões sobre vínculos, regulação emocional e sentido na vida.

E se quiser acompanhar esses pensamentos no dia a dia, estou no Instagram: @cida2016medeiros.


O Poder dos Encontros que Nutrem: Além do Trauma, o Amor Possível




O Poder dos Encontros que Nutrem: Além do Trauma, o Amor Possível


Cuidar da alma humana é, em grande parte, caminhar por vales de sombras. Ao longo da minha jornada como terapeuta integrativa, dediquei décadas a iluminar as camadas do trauma, os emaranhamentos ancestrais e as feridas de rejeição que paralisam a vida. Mas, ontem, uma conversa com uma querida amiga de longa data — um daqueles presentes que o destino nos reserva — me fez olhar para o outro lado da moeda: a urgência de falarmos sobre o amor que dá certo.

Essa amiga e eu compartilhamos raízes profundas na Dinâmica Energética do Psiquismo (DEP) e em grupos de meditação que eram verdadeiros oásis de nutrição afetiva. Relembrar nossa trajetória e os seres especiais que cruzaram nosso caminho, inclusive aqueles que partiram deixando saudades e um legado de integridade, me trouxe uma clareza renovada. O mundo não precisa apenas de cura para a dor; ele urge por espaços de trocas positivas e vínculos saudáveis.

A Neurociência da Conexão e o Vago Ventral

Muitas vezes, ficamos tão identificados com nossas defesas que esquecemos que nosso sistema nervoso foi desenhado para a conexão. Através da Teoria Polivagal, compreendemos que quando estamos em um estado de segurança interna — ativando o chamado vago ventral — nossa bioquímica cerebral se transforma. O medo dá lugar à curiosidade, e a paralisia à presença.

Um relacionamento consciente não é a ausência de conflitos, mas a presença de dois seres que conseguem se autorregular e oferecer um porto seguro um ao outro. É o que a Psicologia Positiva e a Teoria do Apego nos ensinam: a qualidade dos nossos vínculos é o maior preditor de uma vida com sentido.

Do Casulo à Individuação: O Amor como Caminho

Em meu consultório, vejo pessoas que chegam fragmentadas por abusos e invalidações. O processo de individuação, como proposto pela visão simbólica e junguiana, exige que soltemos as lealdades invisíveis que nos mantêm presos ao sofrimento. Mas para onde vamos depois de soltar?

A resposta está na construção do amor possível. Sinto um orgulho profundo ao acompanhar casos de pessoas que, após mergulharem em suas dores, desenvolveram a flexibilidade psicológica (um pilar da ACT) para construir casamentos sólidos e famílias que florescem. Elas aprenderam a arte da desfusão: não são mais suas feridas, mas os autores de suas novas histórias.

Criando Espaços de Nutrição Afetiva

Precisamos cultivar encontros que nutrem. Seja em uma amizade de décadas que sobrevive a distâncias e pandemias, ou em uma parceria amorosa que escolhe a renovação diária, a espiritualidade e a ciência convergem em um ponto: somos seres de relação.

Quando nos permitimos estar presentes, inteiros e vulneráveis, a vida volta a fluir. O convite hoje é para que você olhe ao redor e perceba: quais vínculos em sua vida hoje realmente nutrem sua essência?

Se você sente que é o momento de aprofundar seu autoconhecimento, olhar para suas crenças e resgatar sua capacidade de amar e ser amado, saiba que existe um caminho. A mudança acontece quando paramos de lutar contra a dor e passamos a caminhar em direção ao que realmente importa.


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Cida Medeiros

A Neurociência do Silêncio: Como a Mente se Cura

 




A Neurociência do Silêncio: Como a Mente se Cura

O encontro entre a Autoindagação e a Neuroplasticidade

Você já percebeu que o seu cérebro é um reflexo dos seus pensamentos mais profundos? Na ciência, chamamos isso de neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de se remodelar conforme novas experiências e estímulos. Em meu trabalho com a multidimensionalidade humana, vejo isso acontecer todos os dias quando unimos a biologia ao campo energético.

O mestre indiano Sri Ramana Maharshi sempre ensinou o caminho da Autoindagação ("Quem sou eu?"). No silêncio dessa pergunta, a mente para de repetir padrões traumáticos. Curiosamente, a neurociência moderna, como explorado por Norman Doidge, confirma que mudar o foco da nossa atenção e "limpar" ruídos mentais pode literalmente curar lesões e reorganizar circuitos cerebrais.

A Limpeza que o Cérebro e o Campo Precisam

Assim como o cérebro precisa de novos caminhos neurais para se curar, nosso campo energético precisa de fluidez. É aqui que entra a técnica de Quelação (da linhagem de Barbara Ann Brennan).

A Quelação atua como um "detox" energético, removendo bloqueios nos chacras que muitas vezes sustentam crenças limitantes e dores físicas. Quando limpamos o campo:

  1. O Sistema Nervoso se acalma: Facilitando a autorregulação (Teoria Polivagal).

  2. A Glândula Pineal se ativa: Melhorando nossa conexão com a intuição.

  3. A Mente se torna Livre: Como propõe o Dr. Steven Hayes, permitindo que você foque no que realmente importa.

Toque na Alma: O Convite ao Despertar

Não somos apenas carne e osso; somos uma sinfonia de frequências. Se você sente que sua mente está "congestionada" ou que seu corpo guarda marcas de traumas antigos, talvez o que você precise não seja de mais informação, mas de uma reorganização profunda.

O silêncio de Maharshi não é vazio; é pleno de potencial de cura. A Quelação não é apenas energia; é um ajuste fino na sua biologia sutil.

Você está pronto para reprogramar sua mente e alinhar sua energia?

Se essas conexões ressoaram em você, convido-o a seguir nosso blog para mais reflexões sobre trauma, neurociência e espiritualidade. Se sentir que é o momento de uma intervenção mais profunda e personalizada, preencha o formulário de contato. Vamos juntos mapear o seu campo e despertar o curador que habita em você.


Cida Medeiros