Bem Vindo ao Blog Cida Medeiros! Caleidoscópio do Saber com Cida Medeiros: Arquivo da Jornada
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O Fio de Ariadne: Por que abri meu baú de 1998?


O Fio de Ariadne: Por que abri meu baú de 1998?

Nota da Autora: Este blog é o registro vivo da minha caminhada. Aqui você encontrará postagens que datam de 1998 até os dias de hoje — são mais de 1.700 registros. Decidi manter e atualizar este acervo para que ele sirva como o meu próprio "Fio de Ariadne", um testemunho de uma jornada de mais de 30 anos de investigação da alma humana. O que você lê aqui é o fruto de uma busca incansável: inúmeras imersões, viagens de autoconhecimento, treinamentos no Brasil e no exterior, além de anos de supervisão e terapia pessoal. Este post é o meu manifesto de integração; a síntese de tudo o que vivi e estudei para oferecer suporte e ferramentas para a sua própria jornada de transformação.


O Que é o Fio de Ariadne?

Na mitologia grega, o herói Teseu precisava entrar no Labirinto de Creta para enfrentar o Minotauro. O desafio não era apenas vencer o monstro, mas conseguir voltar do labirinto, que era tão complexo que ninguém achava a saída. Ariadne entregou-lhe um novelo de fio, que ele amarrou na entrada e foi desenrolando conforme avançava. Foi esse fio que permitiu que ele enfrentasse o perigo e regressasse em segurança.

Para mim, este fio representa a Consciência e o Self. No consultório, o labirinto são os emaranhados ancestrais e os traumas que paralisam. O fio é o que eu ofereço: a segurança de que podemos mergulhar nas sombras, com a confiança de que existe um caminho de volta.

A Jornada entre Territórios: Do Xamanismo à Neurociência

Muitas vezes, tentamos validar o nosso crescimento diminuindo quem fomos no passado. Mas a verdade é que o Self não descarta nada. Minha vida sempre foi imersa no mundo espiritual. Atravessei religiões, vivi o Xamanismo, honrei guias e bebi da sabedoria das plantas de poder, vivi jornadas profundas de autoconhecimento na Índia e estive com muitos Mestres que somaram muito em minha trajetória.

A busca pela ciência (como a Teoria Polivagal, ACT e a Neurociência) não veio para substituir a minha fé, mas para dar nome, corpo e validação à riqueza da vida que eu já sentia pulsar. Buscar a ciência foi a forma que encontrei de perceber a vida como um todo e validar as experiências de conexão que hoje se tornam ferramentas clínicas de precisão.

A Maior de Todas as Pedras

A maior pedra que encontrei no caminho não foi externa. Foi a dureza do meu próprio coração, que aprendeu a ser rígido para se defender.

Trabalhar sobre si mesmo não nos torna imunes à dor. Mesmo após décadas de aprimoramento e tantas formações, o confronto com feridas antigas acontece. A diferença é que hoje, através da consciência, eu escolho novas maneiras de me acolher. Eu escolho o perdão e o autoperdão. Eu permito-me o luto e o lamento pelo que não pôde dar certo, transformando a paralisia do trauma em consciência e escolha.

O Valor de Quem já fez as Travessias

Vivemos num tempo de "curas rápidas". Mas superar traumas familiares é uma jornada de desidentificação de padrões que não nos pertencem. É um processo de paciência e observação, onde percebemos que, muitas vezes, estamos a ser guiados pelo Self, mesmo nas experiências difíceis que nos fazem amadurecer.

Neste blog, você encontrará essa integração:

  • O acolhimento de quem conhece as dimensões profundas da alma.

  • A precisão de quem entende como o sistema nervoso reage ao trauma.

  • A sabedoria de quem sabe que o autoconhecimento é libertador quando nomeamos os nossos processos e trocamos a lente pela qual vemos o mundo.

Se se sente perdido nos seus próprios labirintos, saiba que ter ao lado alguém que já fez muitas travessias faz toda a diferença. O apoio de quem conhece o território ajuda o Self a brilhar através da sua psique.

Cida Medeiros



A Neurobiologia da Beleza: O que uma Ikebana revela sobre sua Cura


A Neurobiologia da Beleza: O que uma Ikebana revela sobre sua Cura

Como o equilíbrio das flores comunica segurança ao seu sistema nervoso

Muitas vezes, buscamos a cura para nossos traumas e angústias apenas em palavras. Mas você sabia que o seu cérebro também lê formas, cores e silêncios? Recebi este presente magnífico: uma Ikebana feita exclusivamente para o blog pela talentosa Tatiana Xavier, do Espaço Vida. Mais do que um arranjo, ela é um convite à autorregulação.

O Design da Alma e a Teoria Polivagal

Na Ikebana, cada ramo tem um lugar, representando o céu, a terra e a humanidade. Para a neurociência, esse tipo de harmonia visual envia sinais diretos de segurança para o nervo vago. Quando contemplamos algo feito com intenção e presença, nossa "neurocepção" entende que o ambiente é seguro, permitindo que o corpo que guarda marcas de estresse finalmente relaxe.

Prática Meditativa e Comportamento

Diferente de um arranjo comum, a Ikebana é uma prática de atenção plena (mindfulness). Ela nos ajuda a desenvolver a observação e a sensibilidade — habilidades essenciais para quem deseja entender as complexas interconexões entre família e comportamento. Ao focar na flor, silenciamos o caos interno e criamos uma base segura para nossas emoções.

O Poder de Purificar o Sentimento

Como bem traduz o poema de Mokiti Okada, a beleza da flor nos faz sentir o quão profundas são as bênçãos da vida. Aqueles que buscam se igualar à beleza das flores acabam por cultivar um coração semelhante. No meu consultório e aqui no blog, buscamos exatamente isso: florescer em meio aos desafios, usando a sensibilidade como ferramenta de transformação.

Você sente que sua vida precisa de mais harmonia e menos ruído? Às vezes, o primeiro passo para a cura é permitir-se notar o que é belo.


Convite Especial:

Se você deseja aprender essa arte que acalma a mente, a Tatiana realiza oficinas toda terça-feira no Espaço Vida (5034-0317). Super recomendo!

E se você sentiu um chamado interno ao ler este texto, siga o blog para mais reflexões sobre mente e alma. [Mande mensagem através do Fomulario do Blog] e vamos juntos buscar o equilíbrio que o seu sistema nervoso tanto precisa.

Cida Medeiros





O Cérebro do Coração: A Biofísica da Intuição








O Cérebro do Coração: A Biofísica da Intuição

Março 2013

Você já sentiu que seu coração "sabia" algo antes mesmo da sua mente processar? Por muito tempo, acreditamos que o coração era apenas uma bomba mecânica. Hoje, a neurofisiologia nos revela algo assombroso: o coração é um órgão de inteligência.

O Pequeno Cérebro no Coração

Cerca de 60% das células do seu coração são, na verdade, neurônios. Joseph Chilton Pearce, em A Biologia da Transcendência, descreve o coração como o maior aparato biológico de processamento de informações do corpo. Ele não apenas pulsa; ele pensa, sente e envia mais ordens para o cérebro do que recebe dele.

Quando falamos em Inteligência Emocional, estamos falando da capacidade de ouvir esse campo. O coração gera o campo eletromagnético mais potente do corpo humano — 5.000 vezes mais forte magneticamente do que o cérebro. Esse campo se irradia a metros de distância, formando um "anel" de energia que nos conecta a tudo ao redor.

A Ressonância Universal e o Fim da Escassez

A ciência começa a validar o que os grandes mestres sempre disseram: vivemos em um universo holográfico. Se o campo do seu coração é holográfico, ele contém a informação do todo. Quando silenciamos o "ruído" do ego e entramos em coerência cardíaca, acessamos uma sabedoria que não vem do intelecto, mas da fonte.

O medo, a ganância e a sensação de separação são frutos de um sistema nervoso operando em modo de sobrevivência. Quando construímos muros ao redor do coração (muitas vezes para nos proteger de traumas antigos), acabamos nos desconectando dessa rede de abundância.

A Revolução Centrada no Coração

Viver do coração não é um conceito poético; é uma necessidade biológica para o novo paradigma. A "revolução tranquila" começa quando aprendemos a desarmar nossas defesas e permitimos que a coragem e a compaixão guiem nossas decisões.

Transformar o medo em fé exige prática e, muitas vezes, um olhar atento para as dinâmicas ocultas que nos mantêm presos ao passado. Quando mudamos nossa frequência interna, o mundo ao nosso redor reflete essa harmonia.

O caminho para a paz começa a poucos centímetros de distância: no centro do seu peito.

Cida Medeiros

Terapeuta a Escuta do Ser 


Para refletir: As pesquisas mostradas no documentário The Living Matrix sobre a eletrofisiologia da intuição confirmam que o coração recebe informações antes mesmo delas acontecerem no plano físico. Você está pronto para ouvir essa voz?




"Bem Vinda à rede que está a Serviço da Evolução da Consciência"

Visualização Criativa e Imagens Mentais

Gerald Epstein, conta em seu livro "imagens que curam", que ele era psicanalista freudiano e achava que entendia tudo sobre a mente e as respostas fundamentais sobre a vida mental. Mais depois de estar em Jerusalem, sua compreensão da mente e suas profundas conexões com o corpo passaram por uma profunda reformulação, face a uma grande tranformação diante das novas descobertas.

Ele percebeu, atraves do encontro com uma sábia terapeuta, Mme. Colette Aboulker Desoille, autora da técnica "sonho acordado dirigido", que era possivel olhar para além dos padrões pre-estabelecidos de causa e efeito para ir além, inovando e criando condições de estabelecer recursos mais criativos com novas possibilidades terapeuticas.

Foi ai que ele descobriu a unidade corpo mente na interconexão com a funcionalidade do organismo.

Imagens mentais quer dizer como a mente lida com figuras e como essas atuam na linguagem do inconsciente e como conversam entre si e com o todo.

É um pensamento nada lógico, porém altamente criativo.

E através de imagens mentais ocorre mudanças fisiológicas.

As imagens mentais ajudam na cura do corpo.

Gerald conta em seu livro um caso de câncer:

- Os médicos disseram ao paciente que havia pouca esperança para seu caso, mesmo submentendo ao tratamentos de quimioterapia.

Porém, o paciente face ao seu complexo quadro de saúde física, resolveu submeter-se ao tratamento com imagens mentais junto à quimioterapia.

Por dois anos ele utilizou-se dos recursos da sua mente e logo pode suspender o tratamento de quimioterapia. Mas continuou utilizando as imagens mentais.

Ele é o único sobrevivente desse tipo de cancer registrado no Sloan-Kettering Memorial Cancer Center em Nova York.

Quem quiser pesquisar mais a fundo, procurem os períodicos cientificos que se dedicam a imagens mentais:

- The Journal of Mental Imagery da Marquette University, e Imagination, Cognition and Personality, da Yale University.

Pode existir mais informações na Web, se quiser pesquisar mais sobre esse assunto.

Para realizar bem um imagem mental é necessário uma boa preparação.

E o primeiro passo é a intenção. E podemos falar do poder que há numa intensão para mover energias do Campo de Cura.

Relaxamento:

É outro passo importante, sabemos que é fundamental o estado de relaxamento interno e que o cérebro consegue produzir determinadas substâncias de cura apenas quando está numa determinada frequência cerebral, que podemos classificar em "alfa" ou "teta" dentre outras. Esse estado de onda cerebral entre 8 hz a 16 hz é o modo de relaxamento onde estamos mais abertos a "sugestão", e o Estado Teta, onde o alcance das frequencias cerebrais é adequeda a  produção bioquimica e onde é liberado imensos recursos e poderes do sub-consciente que pode ter acesso aos Campos Dimensionais de outros planos de consciência e obter auxilia à cura do organismo como um todo.

Limpeza é outro passo importante no processo de Visualização Criativa e o trabalho com imagens mentais.

Limpeza física, a hidroterapia, o uso de essencias purificadoras no ambiente, florais, e a limpeza emocional de sentimentos negativos. Jogar luz em áreas da nossa sombra psiquica e por ai afora. Chama violeta e outros mais.

Na hora de realizar o trabalho com imagens mentais e importante respirar. O ar é Mana, é o sopro vital, a energia que irá ajudar no processo de interiorização da cura. Para os Hindus o ar é o sopro divino, é inspirando que absorvemos prana, que é o sopro de Deus. É respirando com essa consciência que convidamos Deus a entrar dentro de nós e operar verdadeiros milagres!

Para os Kahunas é o mana. Que é armazanado pelo Eu Básico e o mesmo leva ao Eu Superior a imagem de cura que queremos que o nosso Eu Superior Cristalize e nos abençoe com a chuva prateada que traz o milagre da cura. Onde o Eu Superior é capaz de derramar bençãos sobre nós! É o Mana (ar) que armazenamos em nós que aumenta as possibilidades curativas em nosso organismo. É a fonte de energia vital.

Para a filosofia dos Kahunas somos Deuses co-criadores da realidade.

Vejam como podemos fazer muito por nós mesmos. Jamais entregue o seu poder ou dê demasiado poder a alguem que substima a sua capacidade de dar a volta por cima e toda a capacidade regenerativa que seu organismo tem.

Tenho inumeros casos de cura registrados em minha experiencia de vida de pessoas que desafiaram a medicina e obteram sua cura através de outros meios que não eram apenas a medicina tradicional.

Devemos caminhar com mãos dandas com a medicina, exercer o discernimento, mais olho aberto!

Se está doente, de uma chance a sí mesmo, busque ajuda. Você é a obra mais importante do Divino.

Caminhe para encontrar-se com aquilo que está alem da visão conservadora da realidade. Vá além.

No Xamanismo, na tradição de vários povos indígenas, o Lagarto é a medicina do Sonhador. Para ele sonhar é ir para o futuro. Uma medicina que visa ajudar o sonhador a adentrar a realidade e reelaborando os sonhos para que eles possam manifestar-se na realidade física.

Tenha os pés no chão, mais sonhe, visualize, inspire-se, permita que sua mente vá alem!


By Cida Medeiros