Bem Vindo ao Blog Cida Medeiros! Caleidoscópio do Saber com Cida Medeiros: Além do Visível: O Vínculo Sutil e a Coragem de Habitar a Realidade

Além do Visível: O Vínculo Sutil e a Coragem de Habitar a Realidade

Onde esta a realidade? Na luz no fim do caminho ou no percurso?



Além do Visível: O Vínculo Sutil e a Coragem de Habitar a Realidade

Existe um tipo de vínculo que nasce no campo sutil. Ele não se ancora totalmente na realidade tangível, mas também não é meramente imaginário. É intenso, vivo e carregado de informações — e, justamente por isso, é um dos maiores desafios de metabolização para o nosso psiquismo.

Em minha caminhada como terapeuta integrativa, observo que muitos de nós buscamos mapas — seja na Astrologia, no Tarô ou em saberes ancestrais — para tentar explicar o que sentimos. No entanto, há um risco latente: o de usar o símbolo como uma fuga, uma forma de validar ilusões ou evitar o enfrentamento da realidade como ela se apresenta.

O Símbolo como Ferramenta de Regulação

Minha abordagem não utiliza o Tarô ou a Mandala Astrológica para adivinhações. Eu os compreendo como espelhos da neuropsicologia afetiva. Quando um tema emerge em uma leitura, ele nos revela como está o nosso processamento mental e nossa regulação emocional naquele momento.

O objetivo não é alimentar a espera passiva pelo destino, mas sim oferecer recursos para que o indivíduo possa integrar suas projeções e retornar ao seu eixo de autonomia. É o encontro da sabedoria arquetípica com a Teoria do Apego: como posso me sentir seguro em mim mesmo, sem me perder nos fios invisíveis das expectativas alheias?

A Prática da Auto-Purificação

Dentro desse processo, o Ho’oponopono surge como uma ferramenta de cura estritamente pessoal. É um caminho de 100% de responsabilidade. Não é algo que alguém possa fazer por você. É uma higiene interna, um compromisso individual de limpar as memórias e registros que distorcem a percepção da realidade. Ao assumirmos o comando da nossa própria limpeza, paramos de exigir que o mundo — ou o outro — se molde aos nossos desejos, encontrando a verdadeira Paz do Eu.

A Presença que Sustenta a Travessia

Para sustentar esse olhar profundo, busco na meditação e em estados de presença expandida (como os vivenciados em minhas formações na Índia e no movimento GAM) a base para uma escuta sensível. Essas práticas não são o fim, mas o meio: elas me permitem oferecer uma presença que não julga, mas que também não colude com a ilusão.

O trabalho na Clínica da Alma é, portanto, um convite à maturidade. É aprender a honrar o campo sutil, sem perder o chão da experiência humana. É transformar o "sentir" em consciência, e a consciência em vida plena.

Cida Medeiros



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Bem vindo! Deixe aqui seu comentário.