Bem Vindo ao Blog Cida Medeiros! Caleidoscópio do Saber com Cida Medeiros: O Poder dos Encontros que Nutrem: Além do Trauma, o Amor Possível

O Poder dos Encontros que Nutrem: Além do Trauma, o Amor Possível




O Poder dos Encontros que Nutrem: Além do Trauma, o Amor Possível


Cuidar da alma humana é, em grande parte, caminhar por vales de sombras. Ao longo da minha jornada como terapeuta integrativa, dediquei décadas a iluminar as camadas do trauma, os emaranhamentos ancestrais e as feridas de rejeição que paralisam a vida. Mas, ontem, uma conversa com uma querida amiga de longa data — um daqueles presentes que o destino nos reserva — me fez olhar para o outro lado da moeda: a urgência de falarmos sobre o amor que dá certo.

Essa amiga e eu compartilhamos raízes profundas na Dinâmica Energética do Psiquismo (DEP) e em grupos de meditação que eram verdadeiros oásis de nutrição afetiva. Relembrar nossa trajetória e os seres especiais que cruzaram nosso caminho, inclusive aqueles que partiram deixando saudades e um legado de integridade, me trouxe uma clareza renovada. O mundo não precisa apenas de cura para a dor; ele urge por espaços de trocas positivas e vínculos saudáveis.

A Neurociência da Conexão e o Vago Ventral

Muitas vezes, ficamos tão identificados com nossas defesas que esquecemos que nosso sistema nervoso foi desenhado para a conexão. Através da Teoria Polivagal, compreendemos que quando estamos em um estado de segurança interna — ativando o chamado vago ventral — nossa bioquímica cerebral se transforma. O medo dá lugar à curiosidade, e a paralisia à presença.

Um relacionamento consciente não é a ausência de conflitos, mas a presença de dois seres que conseguem se autorregular e oferecer um porto seguro um ao outro. É o que a Psicologia Positiva e a Teoria do Apego nos ensinam: a qualidade dos nossos vínculos é o maior preditor de uma vida com sentido.

Do Casulo à Individuação: O Amor como Caminho

Em meu consultório, vejo pessoas que chegam fragmentadas por abusos e invalidações. O processo de individuação, como proposto pela visão simbólica e junguiana, exige que soltemos as lealdades invisíveis que nos mantêm presos ao sofrimento. Mas para onde vamos depois de soltar?

A resposta está na construção do amor possível. Sinto um orgulho profundo ao acompanhar casos de pessoas que, após mergulharem em suas dores, desenvolveram a flexibilidade psicológica (um pilar da ACT) para construir casamentos sólidos e famílias que florescem. Elas aprenderam a arte da desfusão: não são mais suas feridas, mas os autores de suas novas histórias.

Criando Espaços de Nutrição Afetiva

Precisamos cultivar encontros que nutrem. Seja em uma amizade de décadas que sobrevive a distâncias e pandemias, ou em uma parceria amorosa que escolhe a renovação diária, a espiritualidade e a ciência convergem em um ponto: somos seres de relação.

Quando nos permitimos estar presentes, inteiros e vulneráveis, a vida volta a fluir. O convite hoje é para que você olhe ao redor e perceba: quais vínculos em sua vida hoje realmente nutrem sua essência?

Se você sente que é o momento de aprofundar seu autoconhecimento, olhar para suas crenças e resgatar sua capacidade de amar e ser amado, saiba que existe um caminho. A mudança acontece quando paramos de lutar contra a dor e passamos a caminhar em direção ao que realmente importa.


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Cida Medeiros

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