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Feridas da Alma: a crença que silenciosamente dirige a sua vida


Feridas da Alma: a crença que silenciosamente dirige a sua vida

Ela sempre sentiu que precisava se esforçar mais do que os outros.
Que precisava provar seu valor.
Que nunca era suficiente.

Mesmo quando fazia tudo certo, uma voz interna sussurrava:
“Você não é boa o bastante.”

Ela não sabia, mas aquela frase não era apenas um pensamento.
Era uma ferida.
Era uma crença.
Era uma programação emocional que vinha sendo construída desde muito cedo.

E, sem perceber, ela passou a viver para confirmar essa dor.


Quando a dor vira verdade

Na infância, talvez tenha ouvido críticas demais.
Talvez tenha sido comparada.
Talvez tenha sentido que precisava ser perfeita para ser amada.

A criança não questiona.
Ela acredita.

E assim nasce uma crença central:

“Eu sou inferior.”
“Eu não sou importante.”
“Eu não sou digna de amor.”

Essas frases silenciosas se tornam filtros invisíveis.
Tudo passa por eles.

E a vida começa a ser interpretada a partir dessa dor.


O dia em que tudo parecia normal… mas não era

Ela mandou uma mensagem.
A pessoa não respondeu.

Nada demais, certo?

Mas seu coração apertou.
A mente disparou:

— “Eu devo ter falado algo errado.”
— “Não sou importante.”
— “Sempre sou esquecida.”

A tristeza veio.
O medo veio.
A vontade de se afastar veio.

E ela nem percebeu que não estava reagindo à situação.
Estava reagindo à ferida.


A mente não reage à realidade. Ela reage às crenças.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, aprendemos que:

Não é a situação que gera sofrimento.
É a interpretação que fazemos dela.

Funciona assim:

Situação: alguém não responde
Pensamento automático: “não sou importante”
Emoção: tristeza, ansiedade, rejeição
Comportamento: se afasta, se fecha, se cala

Mas por trás desse pensamento existe algo mais profundo:

Uma crença central.

Uma verdade emocional construída na dor.


As feridas da alma moldam escolhas, relações e destinos

Quando alguém acredita que é inferior, passa a:

  • aceitar menos do que merece

  • se comparar constantemente

  • se sabotar

  • se esconder

  • se diminuir

  • se calar

E, sem perceber, cria uma vida compatível com essa dor.

A mente não busca felicidade.
Ela busca coerência.

Ela tenta provar aquilo que acredita.


O início da cura: quando a consciência desperta

Um dia, ela se perguntou:

“Por que eu sempre me sinto assim?”
“Por que eu sempre acho que não sou suficiente?”
“De onde vem essa dor?”

E essa pergunta mudou tudo.

Porque a cura começa quando a ferida é vista.
Quando a crença é revelada.
Quando a alma é escutada.


Crenças podem ser transformadas

A boa notícia é:
crenças não são quem você é.

Elas são histórias que sua mente aprendeu a contar.

E toda história pode ser ressignificada.

Quando você aprende a identificar seus pensamentos automáticos…
Quando você reconhece os padrões emocionais que se repetem…
Quando você acessa a raiz da dor…

Você recupera o poder sobre sua própria vida.

Você deixa de viver no piloto automático da ferida.
E passa a escolher a partir da consciência.


Você não é a sua ferida

Você é a força que sobreviveu.
Você é a alma que sentiu demais.
Você é a luz que continua tentando amar, apesar de tudo.

Curar não é apagar o passado.
É libertar o presente.

É trocar:

“Eu sou inferior”
por
“Eu tenho valor.”
“Eu sou suficiente.”
“Eu mereço amor.”

Porque você não veio ao mundo para sobreviver.
Você veio para florescer.


E toda ferida que é acolhida… se transforma em sabedoria.



Cida Medeiros 

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