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O Domínio de Si e a Magia do Caminho Espiritual


O Domínio de Si e a Magia do Caminho Espiritual

Junho de 2000

Neste mês, minha alma encontrou um novo fôlego nas páginas de uma obra que é, por si só, uma joia da sabedoria universal: Autobiografia de um Iogue, de Paramahansa Yogananda. Em tempos onde o mundo corre freneticamente para o futuro, Yogananda nos convida a olhar para a eternidade que reside no domínio de si mesmo.

A Presença que Transcende o Espaço

O que mais me tocou nessa leitura foi a relação de pureza e fé absoluta entre Yogananda e seu mestre, Sri Yukteswar. Há relatos que desafiam nossa mente lógica: mestres que se apresentam simultaneamente em locais distintos para guiar seus discípulos.

Como isso é possível? Para os grandes iogues, o corpo não é uma prisão, mas um instrumento afinado. Quando desenvolvemos um domínio total sobre nosso mundo interno, a nossa energia (ou o que hoje começamos a entender como o campo de influência do nosso sistema nervoso) deixa de estar limitada pela matéria. É a vitória da consciência sobre a forma.

O Domínio de Si como Caminho de Cura

Yogananda não apenas viveu com propósito, mas teve uma passagem deste mundo com a dignidade de quem conhece cada engrenagem da própria alma. Esse autodomínio não é rigidez; é, na verdade, a maior forma de liberdade.

Quando aprendemos a regular nossas emoções e pensamentos, criamos uma sintonia fina com o divino. As dificuldades da vida deixam de ser ameaças e passam a ser apenas ondas na superfície de um oceano profundo e calmo.

O Convite à Presença

Ler sobre a vida de um mestre nos faz questionar: como estamos cuidando do nosso próprio templo? Estamos reagindo ao mundo ou agindo a partir do nosso centro de paz? A fé que Yogananda depositou em seu mestre é a mesma fé que podemos depositar na sabedoria que habita em nós, esperando para ser despertada pelo silêncio e pela disciplina.

A pureza do caminho espiritual nos mostra que a maior viagem que podemos fazer não é através dos continentes, mas para dentro de nós mesmos, onde o mestre nos aguarda.

Apreciem essa pérola de sabedoria e permitam que ela guie seus passos.

Cida Medeiros



A Ciência da Fé: Como a Oração faz Bem a Saúde


A Ciência da Fé: Como a Oração e a Espiritualidade Impactam o Cérebro e a Saúde

A conexão entre a fé, a espiritualidade e a saúde é um campo de estudo fascinante que ganha cada vez mais atenção na ciência. Longe de ser apenas uma crença, essa relação é objeto de pesquisas sérias que buscam entender como a mente influencia o corpo.

Estudos sobre a neurociência da fé, incluindo os pioneiros do Dr. Herbert Benson, da Faculdade de Medicina de Harvard, demonstraram que práticas como a oração, a meditação e a contemplação podem ter efeitos biológicos concretos. O Dr. Benson, autor do livro Timeless Healing (A Cura Atemporal), cunhou o termo "Resposta de Relaxamento" para descrever o estado de repouso profundo que se opõe ao estresse.

O que a ciência nos diz hoje?

Ao contrário do que o senso comum imagina, o efeito da oração não é um mistério inexplicável. A ciência sugere que a prática regular de meditação e oração ativa regiões do cérebro associadas ao relaxamento, à empatia e ao bem-estar emocional.

Essa ativação pode levar à diminuição da frequência cardíaca, da pressão arterial e do nível de cortisol (o hormônio do estresse). Ao reduzir o estresse crônico, a oração e a meditação contribuem para fortalecer o sistema imunológico, tornando o corpo mais resistente a doenças. É a conexão entre uma mente em paz e um corpo mais saudável.

Ainda que a cura de doenças complexas continue a depender da medicina convencional, a ciência comprova que a fé e a espiritualidade atuam como um poderoso recurso terapêutico, complementando tratamentos e melhorando a qualidade de vida. A fé não apenas fortalece a alma, mas também o corpo, convidando-nos a cuidar da nossa saúde integralmente.

Androginia: O Arquétipo da Totalidade Interior


Androginia: O Arquétipo da Totalidade Interior

Andro = masculino | Gyne = feminino

O que acontece quando você olha para si mesmo e percebe que, dentro de você, existem forças que vão além do que o mundo espera do seu gênero?

Bem-vindos ao universo da Androginia Arquetípica, um conceito que nos convida a ir fundo na nossa psique. Não estamos falando de gênero físico, mas de um arquétipo ancestral, uma imagem primordial que existe no inconsciente coletivo de toda a humanidade. É a união do masculino e do feminino dentro de cada um de nós.


O Que São Arquétipos? Uma Força que Nos Molda

Imagine arquétipos como grandes "forças" ou "modelos" de energia que dão forma aos nossos mitos, contos de fadas, sonhos e até mesmo aos filmes que amamos. Eles são inconscientes, mas podemos sentir a sua presença através de símbolos poderosos.

O arquétipo andrógino é, talvez, um dos mais antigos. Ele vem do Arquétipo do Absoluto—aquela ideia de uma Unidade Primordial que existia antes de qualquer divisão. É a sensação inata de inteireza, de que tudo era um só.


Do Um para o Dois: A Magia da Polaridade

A sequência cósmica começa com essa Unidade Primordial. Mas, em um dado momento, ocorre um rompimento, e o "Um" se divide em "Dois". É aí que surgem os opostos:

  • Claro e escuro

  • Noite e dia

  • Quente e frio

  • O eterno e o temporal

  • O espírito e a matéria

  • ...e, claro, o Masculino e o Feminino.

Essa polaridade é a base da criação. A vida, em todos os seus níveis, acontece a partir da união dessas forças opostas, que se complementam e geram algo novo.


A União que Transcende o Gênero Biológico

Oração para Diluir Processos Kármicos e Negatividades entre Pessoas

Oração para Diluir Processos Kármicos e Negatividades entre Pessoas

Visualize a pessoa em um vórtice de luz amorosa.

"[Nome da pessoa] é conhecido na mente de Deus, que sabe todas as coisas. O amor de Deus enche a mente e o coração de [nome da pessoa]. Eu o entrego a Deus, desejando para ele todas as bênçãos da vida. Há harmonia, paz e amor entre nós. Deus está conosco."

Faça esta oração até obter resultados.


Depois, compartilhe aqui nos comentários os resultados que você obteve. Eu já tive muitos resultados positivos: em relacionamentos que estavam em conflito, com soluções positivas e inesperadas em situações que envolviam a boa vontade de terceiros, ou até mesmo para ajudar alguém a obter algum tipo de ajuda.

Cida Medeiros

A Mensagem que Gurdjieff Deixou para o Mundo




A Mensagem que Gurdjieff  Deixou para o Mundo

O filósofo e místico russo, George Gurdjieff, não oferecia receitas prontas para a felicidade ou para uma vida sem estresse. Em vez disso, ele propunha um caminho de despertar. Sua mensagem central pode ser resumida em uma ideia poderosa: a maioria das pessoas vive em um estado de "sono" ou "sonambulismo".

Para Gurdjieff, somos máquinas que agem de forma automática, repetindo hábitos, reações emocionais e pensamentos que não escolhemos. Vivemos no piloto automático, sem verdadeira consciência de nós mesmos ou do momento presente.

A grande lição de Gurdjieff é que a vida só começa de verdade quando você acorda. E o principal método para esse despertar é o "auto-lembrar" (em inglês, self-remembering).


O Que é o Auto-Lembrar?

Não é apenas se lembrar de algo do passado. É a capacidade de estar consciente de si mesmo e do que está fazendo ao mesmo tempo.

Imagine que você está lendo este texto. Sua atenção está nas palavras na tela. Mas, ao mesmo tempo, você está consciente de que você está lendo. Você sente seu corpo na cadeira, ouve os sons ao redor, e tem a consciência da sua própria existência no momento presente.

Gurdjieff chamava isso de dividir a atenção. É um esforço consciente para não se perder completamente na tarefa que você está fazendo ou no pensamento que está passando pela sua mente. Em vez de simplesmente "pensar" ou "fazer", você pratica o "Eu penso" ou "Eu faço".

Para ele, este "Eu" consciente é a parte mais verdadeira e adormecida do ser humano, que precisa ser cultivada com esforço intencional e sofrimento consciente – não o sofrimento de dor, mas o desconforto de ir contra a sua própria inércia e mecânica.

Então, ao manter o título "Lembrando Gurdjieff", você pode usar a mensagem dele como um convite poderoso à reflexão:

"Você não se lembra de si mesmo. Você não se sente, você não está consciente de si mesmo. Tudo simplesmente 'acontece'. É preciso um grande esforço para começar a 'lembrar-se de si mesmo'."

A pergunta que vale ouro: Qual é a melhor religião?


Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e Dalai Lama.

Leonardo Boff explica:

No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:

 - 'Santidade, qual é a melhor religião?'

 Esperava que ele dissesse:

 'É o budismo tibetano' ou 'São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo. '

 O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta -  e afirmou:

 -A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus.

É aquela que te faz melhor.'

 Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:

 - O que me faz melhor?'

 Respondeu ele:

 - Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso,  mais humanitário, mais responsável.. .

 A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...'

 Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável.

A Alma do Outro: Um Universo Desconhecido?


Será que a alma do outro é um universo fechado?


Será que a gente realmente conhece alguém? Ou será que passamos a vida inteira criando versões de pessoas, baseadas no que vemos, ouvimos e imaginamos?




O mestre Fernando Pessoa já se perguntava em 1934:


Quem é que o saberá sonhar?

A alma de outrem é outro universo.

Com que não há comunicação possível.

Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma.

Senão da nossa;

As dos outros são olhares,

São gestos, são palavras,

Com a suposição de qualquer semelhança,

No fundo.

Fernando Pessoa

A frase "A alma de outrem é outro universo" é um soco no estômago. Nos faz questionar o quanto de verdade existe nas nossas relações. Se cada pessoa é um universo, será que somos apenas astronautas visitando planetas? Trocando olhares, gestos e palavras, mas sem nunca pisar no solo da alma?

E se a incomunicabilidade não for um problema, mas a essência das relações? E se, ao invés de buscar o entendimento completo, a beleza estiver justamente em admirar o mistério do outro?

Pense bem: você realmente se conhece por inteiro? Ou está em constante construção? Se a sua própria alma é um mistério, como a do outro poderia não ser?

Deixe sua opinião nos comentários: você acredita que é possível se conectar de verdade com o "universo" de outra pessoa? Ou estamos condenados a viver em ilhas separadas, trocando apenas sinais de fumaça?

Cida Medeiros



Torne-se Religioso no Silêncio da Presença: A Sabedoria do Campo Universal





Torne-se Religioso no Silêncio da Presença: A Sabedoria do Campo Universal

Novembro de 1999

Estamos vivendo o fechamento de um ciclo e a abertura de um novo milênio. Nas nossas classes da DEP, temos falado muito sobre o Campo de Sabedoria Universal — aquela inteligência que rege cada átomo e cada batida do nosso coração. Mas como acessar essa fonte em meio ao barulho do mundo?

A resposta não está nos templos distantes, mas na biologia da sua própria presença.

O Altar do Sistema Nervoso

O mestre Osho nos ensina que o próprio esforço é essencial para a entrega. Hoje, a ciência da consciência começa a nos mostrar o porquê: quando você silencia, você ativa em seu corpo um estado de engajamento social e segurança.

Aquele "frio na barriga" que se transforma em paz quando você presencia um pôr do sol ou sente o perfume de uma rosa é, na verdade, sua conexão com o Divino através do seu sistema nervoso. É a prova física de que você é um receptor da inteligência cósmica.

Transformando Rochas em Degraus de Ascensão

Não fuja dos desafios. No campo da sabedoria, as dificuldades são bênçãos disfarçadas de obstáculos. A mesma rocha que hoje parece bloquear seu caminho é o degrau necessário para sua subida aos próximos níveis de consciência.

Nada é por acaso. Se um amigo te abraça ou segura sua mão, não ignore o magnetismo desse gesto: é a Sabedoria Universal vindo ao seu encontro através do toque.

A Religião da Presença

Para ser verdadeiramente religioso, você só precisa de uma coisa: estar presente.

  • Quando você abre o coração para receber a vida, você se torna o próprio altar.

  • Quando você reconhece o sagrado no perfume das flores, você se torna o próprio templo.

Nesta era de transição, o convite é para que você aprecie cada detalhe com a profundidade de quem sabe que tudo é sagrado. O amor não é um conceito, é o estado de ser de quem aprendeu a silenciar para ouvir a voz do Campo.

Pérolas de sabedoria para o seu dia. Apreciem.

Cida Medeiros


A Responsabilidade de Ser Terapeuta: Viver Como Canal do Self




Um caminho em direção ao Ser

A Responsabilidade de Ser Terapeuta: Viver Como Canal do Self

Ser terapeuta não é apenas uma profissão.
É uma escolha diária.
É um compromisso com o próprio Ser.

Durante minha formação na escola DEP, recebemos uma orientação que, à primeira vista, parece simples — mas carrega uma profundidade imensa: trabalhar cada um de nós para ser um canal do Self transpessoal.

E isso nos leva a uma pergunta essencial: o que é, de fato, o Self?

O Self e o Contato com o Ser

Na psicologia analítica, Carl Gustav Jung define o Self como a totalidade psíquica do indivíduo — aquilo que integra consciente e inconsciente. Ele afirma:

“O Self não é apenas o centro, mas também a circunferência total que abrange tanto o consciente quanto o inconsciente.”
(JUNG, Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo)

Ser transpessoal, portanto, não é transcender a humanidade — é integrá-la.

Só é transpessoal quem vive em contato com esse centro organizador da própria psique. Não se trata de atuar espiritualmente, mas de viver alinhado internamente.

A Psicologia Além do Ego

A própria psicologia transpessoal surge quando se percebe que o ser humano não se resume ao ego. Abraham Maslow, ao estudar as experiências de pico, afirmou:

“O que aprendemos sobre pessoas autorrealizadas pode nos ensinar muito sobre as possibilidades mais elevadas da natureza humana.”
(MASLOW, Toward a Psychology of Being)

Maslow já apontava que existe uma dimensão do ser que vai além das necessidades básicas e da identidade condicionada.

Mais tarde, Stanislav Grof amplia essa compreensão ao dizer:

“A psique humana tem dimensões que ultrapassam o biográfico e se estendem ao transpessoal.”
(GROF, Além do Cérebro)

Ou seja, há camadas da experiência humana que nos conectam a algo maior que a narrativa pessoal.

E isso aumenta a responsabilidade do terapeuta.

O Campo Mórfico e a Repetição de Padrões

Quando afirmamos que escolhemos tudo o tempo todo, entramos em um território delicado: o dos padrões inconscientes.

O conceito de campo mórfico foi desenvolvido pelo biólogo Rupert Sheldrake. Segundo ele:

“Quanto mais frequentemente um padrão ocorre, mais provável se torna que ele volte a ocorrer.”
(SHELDRAKE, Uma Nova Ciência da Vida)

Ele propõe a ideia de campos de memória que influenciam formas e comportamentos. De maneira simplificada, o campo mórfico funciona como uma matriz invisível que reforça aquilo que já foi repetido.

Assim, nossos padrões emocionais e comportamentais tendem a se perpetuar.

Quebrar o campo mórfico é difícil porque ele nos oferece familiaridade.
E o familiar gera segurança.

Mas é justamente aqui que entra a responsabilidade do terapeuta: se não estamos atentos aos nossos próprios campos e repetições, podemos reforçá-los — e até transmiti-los.

Presença e Responsabilidade

A vivência do Ser exige presença. E presença exige consciência.

Eckhart Tolle escreve:

“A verdadeira transformação acontece quando você permite que o momento presente seja exatamente como é.”
(TOLLE, O Poder do Agora)

Ser terapeuta é sustentar essa presença — primeiro em si, depois com o outro.

Não podemos conduzir alguém além de onde nós mesmos estamos dispostos a ir.

A Jornada Contínua

O terapeuta não é aquele que já chegou.
É aquele que continua.

Como afirma Ken Wilber:

“Ninguém está totalmente desperto; todos estamos em processo.”
(WILBER, Uma Breve História de Tudo)

Ser canal do Self não é um estado permanente de iluminação.
É um compromisso constante com o próprio alinhamento.

É escolher romper padrões.
É sustentar o desconforto da mudança.
É permitir que o Ser se expresse.

Essa é a responsabilidade.

E talvez, também, a maior ética do terapeuta.

Cida Medeiros


O Poder da Música e das Memórias Afetivas



Quando a Música Vira Memória: Kitaro e o Legado de um Sentimento

Tem melodias que parecem ter o poder de viajar no tempo. A gente ouve um acorde e, em um piscar de olhos, estamos de volta a um momento, a um sentimento, a uma história. É exatamente isso que a música de Kitaro faz comigo.

Lembro-me da época em que ele era o nome por trás de toda a febre do New Age. A música dele era a trilha sonora de um mundo que buscava mais paz, mais espiritualidade. E no meio de tudo isso, recebi um presente que foi um marco na minha vida: a coleção completa de vinis do Kitaro.

Eles estão guardados até hoje. Não são apenas discos, são cápsulas do tempo. Cada um deles me lembra de um amigo que teve a sensibilidade de me dar uma alegria imensa. Um gesto que transcende a música e se torna uma prova do quão grandiosa é a conexão humana.

A gente não percebe, mas as músicas que nos marcam criam um mapa afetivo na nossa alma. Elas nos mostram caminhos de volta para a nossa essência, para a paz que a gente tanto busca. Ouvir Kitaro é um bálsamo para a alma, um convite para desacelerar e sentir a melodia abraçar as nossas memórias mais preciosas.


E você, qual canção toca a sua alma e guarda as suas melhores lembranças? Compartilhe com a gente nos comentários!

Aprecie: The Light of the Spirit

Atualizado em 2025

 Cida Medeiros

O Terapeuta Essênio e a Essência do Cuidar



Uma Jornada Atemporal: O Terapeuta Essênio e a Essência do Cuidar

Introdução: O Legado e o Início de uma Busca

Hoje, 11 de setembro de 1999, compartilho aqui no blog uma mensagem que me tocou profundamente, vinda dos antigos essênios: "Não pagarei homem algum com o mal. Persegui-lo-ei com a bondade, pois que o julgamento de todos os vivos cabe a deus e é ele quem irá entregar o homem seu prêmio." É com essa inspiração que me vejo desvendando um universo fascinante, o do Colégio Internacional dos Terapeutas (CIT), e me conectando com a sabedoria de grupos ancestrais como os terapeutas do deserto, que buscavam uma cura que transcendia o físico.

Os Primeiros Passos: O Mergulho na Abordagem Essênia-Holística

Minha jornada como aspirante do CIT está apenas começando, mas já me permite participar de reuniões onde o estudo aprofundado se une à prática e a trocas riquíssimas entre os terapeutas e aspirantes. É um ambiente de profundo acolhimento e aprendizado contínuo, que já me mostra caminhos que eu jamais poderia imaginar.

Nesses encontros, a essência dos terapeutas do deserto – com seu foco na contemplação, no silêncio, na purificação e na cura da alma – ganha vida. Começo a compreender que a verdadeira terapia não se limita a técnicas, mas reside na postura de quem cuida.


O Que é Ser Terapeuta Nessa Abordagem?

Para mim, o terapeuta inspirado nessa linhagem é, acima de tudo, um caminhante em constante processo, alguém que busca cultivar qualidades essenciais para servir ao outro:

  • A Escuta Profunda e Sem Julgamento: Ir além das palavras, buscando captar a totalidade do ser do outro – suas dores, seus medos, seus anseios e sua luz. É um acolhimento que não rotula, mas que vê a pessoa em sua inteireza.
  • A Visão Holística da Vida: Compreender que o ser humano é um sistema complexo e interconectado: corpo, mente, emoções e espírito. A cura, então, acontece em todas essas dimensões, em um processo de harmonização.
  • A Presença no Silêncio: Entender que o espaço terapêutico mais potente é construído no silêncio, na calma interior. É nesse vazio acolhedor que a própria sabedoria do cliente e do campo pode se manifestar e guiar o processo.
  • O Respeito ao Tempo e à Diversidade: Assim como Paracelso nos ensina com a analogia das cerejas e uvas, cada jornada tem seu próprio ritmo. O terapeuta respeita o tempo único de cada indivíduo, honrando suas particularidades e celebrando a diversidade de caminhos.
  • Um Eterno Aprendiz: O caminho do cuidado começa em si mesmo. É uma jornada contínua de autoconhecimento, humildade e de reconhecimento de que somos também seres em processo, sempre aprendendo e nos aprimorando.

Uma Jornada que se Inicia

Essa postagem é um testemunho de que a busca pela sabedoria e pelo cuidado integral é uma jornada atemporal. Os ensinamentos dos essênios e dos terapeutas do deserto, que agora começo a explorar, já me inspiram profundamente e prometem moldar a compreensão que terei sobre a essência do servir e do cuidar.

Cida Medeiros