Desperte a sua Semente: Força interior no solo da vida
Em cada pessoa vive uma semente — um potencial de presença, clareza e força que muitas vezes não se manifesta até ser confrontada pelas curvas da vida. Às vezes o solo parece árido, marcado pela dor, pelo medo, pela frustração ou pelo vazio. Nesses momentos, não é a falta de força que nos detém; é a ausência de presença.
Você já se perguntou o que falta para que a sua semente interna não apenas sobreviva, mas floreça em presença consciente? O que, em você, precisa ser nutrido para que sua força emerja de forma clara, integrada e alinhada com sua verdade?
Do ponto de vista da neurobiologia do trauma, o solo da vida — o terreno onde uma pessoa cresceu — influencia profundamente como o sistema nervoso responde às experiências. Padrões antigos de sobrevivência podem se tornar armadilhas que impedem a plena expressão da vida.
A psicologia profunda (como Carl Jung nos convida a pensar) sugere que dentro de cada um de nós existe um centro de consciência — um núcleo que aguarda ser conhecido e integrado. Esse centro não está em algum lugar místico fora de você: ele está no corpo que sente, na consciência que observa e na atenção que aprende a permanecer no presente.
Quando aprendemos a sentir o nosso corpo — a perceber a respiração, a tensão, a presença de nós mesmos — começamos a transformar a imagem abstrata de “luz” em experiência concreta de presença. A luz não vem de fora. Ela surge quando percebemos que o nosso terreno interno pode ser preparado — através de atenção, regulação do sistema nervoso, cuidado com as emoções e reconhecimento das crenças profundas que moldaram nossa maneira de viver.
Essa semente interna desperta quando:
aprendemos a acolher nossas emoções em vez de evitá-las
reconhecemos que medo e paralisia não significam fraqueza
observamos como padrões antigos se expressam no corpo
estabelecemos uma relação de presença com nós mesmos
Ao invés de buscar a resposta em algo externo — fórmulas prontas, explicações simplistas ou “luzes” idealizadas — a transformação começa quando você começa a reconhecer:
o solo que precisa ser nutrido não é fora de você…
é dentro de você.
E a força que está esperando para brotar não é uma imagem distante…
é sua própria capacidade de perceber, sentir e responder com consciência.
Se isso ressoa com você, talvez seja o momento de cultivar essa semente — com presença, com ciência, com atenção e com responsabilidade.
Algumas travessias não precisam ser solitárias.
Cida Medeiros
Psicoterapeuta Integrativa e Sistêmica — Clínica da Alma e da Consciência


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