Bem Vindo ao Blog Cida Medeiros! Caleidoscópio do Saber com Cida Medeiros: A Casa de Luz e o Poço das Verdades

A Casa de Luz e o Poço das Verdades

 


A Casa de Luz e o Poço das Verdades: uma reflexão sobre cura interior, origem emocional e coragem de olhar para si

Existe um momento na vida em que algo dentro de nós começa a brilhar — não para fora, mas para dentro.
É como se uma luz antiga despertasse em silêncio, pedindo passagem, pedindo verdade.

Esse brilho, muitas vezes, nasce no mesmo território onde nasceram nossas primeiras dores: a casa emocional da infância.
Um lugar que molda, marca, aquece ou fere — e, em quase todos os casos, nos acompanha por anos, mesmo quando acreditamos já ter partido.

Mas chega um tempo em que somos chamados a voltar.
Não à casa física, mas à Casa de Luz que existe dentro de nós.


A Casa de Luz: onde a identidade e a ferida se encontram

O protagonista desta história nasceu ali: num espaço simbólico onde as paredes guardavam memórias silenciosas e expectativas profundas.
Ao mesmo tempo em que era um lar, era também um campo de ecos — vozes que diziam quem ele deveria ser, quem deveria agradar, o que deveria carregar.

Dentro do peito, porém, havia um brilho próprio:
uma coragem quente, uma vontade de ser autêntico, um impulso de honrar a própria existência.

Esse brilho não era escolha — era natureza.


O chamado interno: quando o silêncio da alma pede respostas

Durante anos, ele caminhou pelos corredores da vida acreditando que já conhecia suas próprias paredes internas.
Até que um dia, ao se recolher para dentro, ouviu algo que o desestabilizou:

“Desça. A verdade espera por você.”

Era o chamado do Poço das Verdades, lugar proibido dentro da própria alma — território onde repousavam:

  • emoções herdadas

  • memórias soterradas

  • pactos familiares não escolhidos

  • dores que não são só nossas

  • silêncios que pedem tradução


A descida ao Poço das Verdades: um ato de coragem emocional

Ele hesitou.

Mas a luz dentro do peito cresceu — como se dissesse:

“A verdade não te destrói. O que te destrói é fugir dela.”

E assim ele desceu.

Degrau por degrau, atravessou lembranças antigas.
Sentiu dores que nunca tinham sido nomeadas.
Ouviu histórias que não sabia que carregava.

E percebeu algo fundamental:
não há sombra capaz de apagar uma luz que se reconhece.


O espelho vivo: a verdade que não acusa, apenas reorganiza

No fundo do Poço, encontrou um espelho feito de água viva.

Ao tocá-lo, viu refletidas não imagens, mas narrativas:

  • padrões repetidos

  • medos herdados

  • silêncios familiares

  • expectativas que não eram suas

  • dores que pediam voz

E compreendeu, pela primeira vez, que a verdade não era inimiga.
Era guia.

A verdade não fere —
ela reorganiza.

A verdade não expõe —
ela liberta.

A verdade não destrói —
ela devolve ao coração o seu eixo.


O retorno: quando alguém se ilumina por dentro, o mundo ao redor respira

Ele voltou.

A Casa de Luz era a mesma, mas ele não.
E porque ele mudou, o espaço inteiro respirou diferente.

Quando alguém ilumina a própria história, abre um caminho para que outros façam o mesmo.
Há cura que começa silenciosa, mas se espalha como brasa em palha seca.

E essa é a essência da jornada:

há uma luz em você que não apagou.
há um poço em você que não é ameaça, mas portal.
entre os dois, existe uma ponte interna que só você pode atravessar.

Talvez hoje seja o seu chamado.
Talvez algo dentro de você já esteja dizendo:

“Desça. A verdade espera.”

E se for o caso, respire profundamente.

Você não está caminhando para a escuridão.
Você está caminhando para si.

E sempre há mais luz do que medo no fundo da sua própria verdade.


Escrito por:

Cida Medeiros
Psicoterapeuta Sistêmica & Transpessoal
@Cida2016medeiros · cidamedeiros.org

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