Bem Vindo ao Blog Cida Medeiros! Caleidoscópio do Saber com Cida Medeiros: novembro 2025

O Espelho Mente? Quando a Imagem Exterior Esconde a Dor

 




O Espelho Mente? Quando a Imagem Exterior Esconde a Dor

Ela nem sempre reflete a imagem exterior.

Você sabe de quem eu estou falando. Daquela versão de você que sorri nas fotos, que cumpre prazos, que é o pilar da família e que parece ter tudo sob controle. A "Ela" que o mundo vê é forte, decidida e, aparentemente, intocável.

Mas e quando a porta do quarto se fecha?

Existe um descompasso silencioso que muitos carregam, uma dissonância entre a imagem pública — muitas vezes construída sobre arquétipos de herói ou cuidador para garantir aceitação — e a realidade interna do sistema nervoso.

O Peso Invisível da Performance

Vivemos em uma sociedade viciada em dopamina e aprovação externa. Aprendemos a usar gatilhos mentais em nós mesmos, nos forçando a performar felicidade autêntica mesmo quando não a sentimos. Mas a neurociência é clara: o cérebro não consegue sustentar uma farsa para sempre sem cobrar um preço alto.

Talvez você sinta isso no corpo. Uma tensão constante nos ombros, um aperto no peito sem motivo aparente ou uma exaustão que nenhuma noite de sono resolve. Como Bessel van der Kolk nos ensina, o corpo guarda as marcas. Ele registra cada momento em que você teve que engolir o choro para manter a imagem exterior intacta.

A Biologia da "Falsa" Segurança

Não é "coisa da sua cabeça", é biológico.

Quando passamos muito tempo fingindo estar bem, nosso nervo vago — o maestro do nosso relaxamento — pode perder o ritmo. Vivemos em estado de alerta, escaneando o ambiente em busca de ameaças ou rejeição (uma resposta clássica de apego inseguro), enquanto por fora mantemos a postura de serenidade.

Essa desconexão cria um abismo. E é nesse abismo que a ansiedade e a solidão fazem morada. Você acaba se sentindo uma fraude, pensando: "Se eles soubessem quem eu realmente sou, ainda gostariam de mim?"

Reencontrando a Sua Verdade

A boa notícia? O seu cérebro é plástico. Ele cura.

Existe um caminho para alinhar quem você é por dentro com quem você mostra ser por fora. Não se trata de destruir a imagem que você construiu, mas de preenchê-la com verdade. Trata-se de sair da sobrevivência e entrar na vivência.

Isso requer coragem para olhar para as suas sombras, entender seus padrões de defesa e recalibrar sua bússola interna. É um processo de flexibilidade psicológica: aprender a sentir tudo, sem ser dominado por nada.

Você Não Precisa Carregar Isso Sozinho

Manter a imagem exterior perfeita é pesado demais para um par de ombros só.

Se este texto tocou em algum lugar profundo aí dentro, talvez seja o momento de parar de lutar contra si mesmo. A verdadeira conexão acontece quando baixamos a guarda.

Eu estou aqui para ajudar você a decifrar esses sinais do seu corpo e da sua mente. Vamos conversar, sem máscaras, sobre o que realmente importa para a sua história?

Se fez sentido para você, deixe um comentário. Às vezes, o primeiro passo para a cura é simplesmente ser ouvido de verdade.


Cida Medeiros

Terapeuta à escuta do Ser


A Casa de Luz e o Poço das Verdades

 


A Casa de Luz e o Poço das Verdades: uma reflexão sobre cura interior, origem emocional e coragem de olhar para si

Existe um momento na vida em que algo dentro de nós começa a brilhar — não para fora, mas para dentro.
É como se uma luz antiga despertasse em silêncio, pedindo passagem, pedindo verdade.

Esse brilho, muitas vezes, nasce no mesmo território onde nasceram nossas primeiras dores: a casa emocional da infância.
Um lugar que molda, marca, aquece ou fere — e, em quase todos os casos, nos acompanha por anos, mesmo quando acreditamos já ter partido.

Mas chega um tempo em que somos chamados a voltar.
Não à casa física, mas à Casa de Luz que existe dentro de nós.


A Casa de Luz: onde a identidade e a ferida se encontram

O protagonista desta história nasceu ali: num espaço simbólico onde as paredes guardavam memórias silenciosas e expectativas profundas.
Ao mesmo tempo em que era um lar, era também um campo de ecos — vozes que diziam quem ele deveria ser, quem deveria agradar, o que deveria carregar.

Dentro do peito, porém, havia um brilho próprio:
uma coragem quente, uma vontade de ser autêntico, um impulso de honrar a própria existência.

Esse brilho não era escolha — era natureza.


O chamado interno: quando o silêncio da alma pede respostas

Durante anos, ele caminhou pelos corredores da vida acreditando que já conhecia suas próprias paredes internas.
Até que um dia, ao se recolher para dentro, ouviu algo que o desestabilizou:

“Desça. A verdade espera por você.”

Era o chamado do Poço das Verdades, lugar proibido dentro da própria alma — território onde repousavam:

  • emoções herdadas

  • memórias soterradas

  • pactos familiares não escolhidos

  • dores que não são só nossas

  • silêncios que pedem tradução


A descida ao Poço das Verdades: um ato de coragem emocional

Ele hesitou.

Mas a luz dentro do peito cresceu — como se dissesse:

“A verdade não te destrói. O que te destrói é fugir dela.”

E assim ele desceu.

Degrau por degrau, atravessou lembranças antigas.
Sentiu dores que nunca tinham sido nomeadas.
Ouviu histórias que não sabia que carregava.

E percebeu algo fundamental:
não há sombra capaz de apagar uma luz que se reconhece.


O espelho vivo: a verdade que não acusa, apenas reorganiza

No fundo do Poço, encontrou um espelho feito de água viva.

Ao tocá-lo, viu refletidas não imagens, mas narrativas:

  • padrões repetidos

  • medos herdados

  • silêncios familiares

  • expectativas que não eram suas

  • dores que pediam voz

E compreendeu, pela primeira vez, que a verdade não era inimiga.
Era guia.

A verdade não fere —
ela reorganiza.

A verdade não expõe —
ela liberta.

A verdade não destrói —
ela devolve ao coração o seu eixo.


O retorno: quando alguém se ilumina por dentro, o mundo ao redor respira

Ele voltou.

A Casa de Luz era a mesma, mas ele não.
E porque ele mudou, o espaço inteiro respirou diferente.

Quando alguém ilumina a própria história, abre um caminho para que outros façam o mesmo.
Há cura que começa silenciosa, mas se espalha como brasa em palha seca.

E essa é a essência da jornada:

há uma luz em você que não apagou.
há um poço em você que não é ameaça, mas portal.
entre os dois, existe uma ponte interna que só você pode atravessar.

Talvez hoje seja o seu chamado.
Talvez algo dentro de você já esteja dizendo:

“Desça. A verdade espera.”

E se for o caso, respire profundamente.

Você não está caminhando para a escuridão.
Você está caminhando para si.

E sempre há mais luz do que medo no fundo da sua própria verdade.


Escrito por:

Cida Medeiros
Psicoterapeuta Sistêmica & Transpessoal
@Cida2016medeiros · cidamedeiros.org

Pare de Acreditar em Toda História que Sua Mente Conta

 


Pare de Acreditar em Toda História que Sua Mente Conta

Transforme Narrativas Internas e Crie Ações Alinhadas com Sua Alma

A mente… ah, a mente.
Ela é brilhante, criativa, uma contadora de histórias incansável.
Mas nem sempre essas histórias refletem a verdade da sua alma.

Muitas das narrativas que você repete hoje nasceram em contextos antigos — padrões familiares, feridas emocionais, traumas ou simplesmente maneiras de sobreviver. E, sem perceber, você acaba se confundindo com essas vozes internas e vive no piloto automático de crenças que já não correspondem à sua essência.

Mas existe um caminho mais leve.
Um caminho de consciência, presença e libertação.

O convite da Defusão Cognitiva

Dentro dos referenciais teóricos que me inspiram — como a ACT e a TCC — existe uma prática chamada Defusão Cognitiva, que nos lembra algo muito simples, mas profundamente transformador:

Você não é o que pensa.
Você tem pensamentos.

E quando você para de lutar com suas histórias internas, algo mágico acontece:
você começa a descolar, a respirar, a se observar.

É como assistir a um trem passando na estação… sem precisar embarcar nele.

O salto quântico da linguagem

Uma única mudança de frase pode abrir um campo inteiro de consciência:

❌ “Eu sou um fracasso.”
→ Essa frase te aprisiona. Ela cola a sua identidade na narrativa.

Agora experimente esse deslocamento:

✅ “Estou tendo o pensamento de que sou um fracasso.”
→ Aqui, você cria espaço. Você observa. Você escolhe.

Esse pequeno ajuste linguístico é uma chave energética e neurobiológica.
Ele abre espaço interno, diminui a intensidade emocional e devolve a você o poder de escolher caminhos mais alinhados com seus valores e com quem você está se tornando.

Esse espaço é o seu campo de liberdade

É dentro dele que você retoma o volante da própria vida.
É onde você deixa de ser comandado por velhos enredos e passa a agir com mais presença, consciência e verdade pessoal.

Se algo em você sente que já não dá para continuar sendo guiado por histórias que não representam mais sua alma…
se você percebe que está na hora de reescrever seu próprio script interno…

Eu estou aqui para caminhar ao seu lado.

Com a Abordagem Integrativa da Alma, unindo práticas energéticas, sistêmicas e ferramentas de autoconhecimento, te ajudo a dissolver velhas narrativas e abrir espaço para uma vida mais leve, consciente e com propósito.

Cida Medeiros

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Se Minha Mãe Estivesse Viva Hoje…



Uma Reflexão Sobre Presença, Ausência e os Mistérios da Alma

Tenho poucas fotos com minha mãe. Talvez porque, lá no fundo, eu jamais imaginei que ela partiria de maneira tão abrupta e violenta. A gente sempre acha que terá mais tempo… até que não tem.

Se minha mãe estivesse viva, hoje ela completaria 86 anos.

Ela era uma mulher alegre, simples no jeito e profunda no coração. Fazia amizades com uma facilidade luminosa, tratava bem todas as pessoas, era gentil, solidária — dessas que se doam sem calcular. Por isso, era muito querida. Gostava de cuidar dos filhos, da família, da comunidade católica. Era daquelas pessoas que iluminam sem perceber, que aquecem só de estar por perto.

Não sei… é estranho.
Tudo fica estranho quando alguém que você ama muito morre de repente. A casa muda de cheiro, a rotina muda de lugar, o mundo muda de cor. A mãe — esse pilar silencioso — desaba, e com ela desaba um pouco da estrutura interna que sustentava a vida familiar. E depois… é uma reconstrução. Uma tentativa lenta, imperfeita, de reorganizar o que sobrou, de reencontrar o próprio eixo num mundo que já não é o mesmo.

Minha mãe tinha uma bondade quase antiga, dessas que não se explicam, só se sente. Ajudava quem podia, ensinava valores humanos e espirituais como quem planta sementes para o futuro. E, mesmo vivendo minha vida intensa, sempre longe, sempre trabalhando, sempre envolvida no meu próprio universo… ela permanecia ali. Inabalável. Um porto.

Nos últimos anos, nosso relacionamento floresceu de um jeito bonito. Eu via sua felicidade quando estava comigo — e essa felicidade me fazia bem também. Um dia antes de sua partida, conversamos longamente por telefone. Ela, como sempre, se despediu me abençoando, desejando mil coisas boas. Era tão comum… tão cotidiano… tão nosso.
Mal sabíamos que seria a última vez.

Ainda assim, algumas semanas antes, algo em mim já sabia. Uma tristeza estranha, dessas que não têm forma, só sensação. Eu me aproximei mais, visitei mais, liguei mais. Até compartilhei com ela algo que planejava contar apenas depois — minha participação no livro Cartas para Francisco, que seria entregue ao Papa, ainda seria lançado, como de fato foi. Hoje percebo: a alma, em sua sabedoria silenciosa, já pressentia seus movimentos.

No dia 17 de julho de 2013, aquele ano fatídico… a vida virou ausência. Já são doze anos. E ainda assim, existe um vazio.
Mãe é um paradoxo sem igual: é colo e é espelho, é ferida e é cura, é história e é ruptura. Carregamos traumas profundos, fazemos terapias, imersões, cicatrizações… e quando parece que finalmente estamos respirando com leveza, o universo a recolhe.

O que aprendi com tudo isso?
Não sei ao certo. Talvez seja um aprendizado que nunca termina. Talvez seja o tipo de sabedoria que não se fecha, que não vira ponto final — apenas maturação, camadas que a vida acrescenta devagar.

Sei apenas que o amor dela segue aqui.
Não como presença física, mas como campo.
Como força que sustenta, mesmo quando penso que estou só.
Como bênção que ecoa, mesmo que em silêncio.

E talvez — só talvez — esse seja o verdadeiro legado das mães: permanecer, mesmo quando partem.

By Cida Medeiros


Gentileza: A Chave Oculta para Relações Profundas




Gentileza: A Chave Oculta para Relações Profundas (e um Cérebro mais Feliz)

Você já parou para pensar no poder real de um "bom dia" gentil? Ou na sensação que fica quando alguém, no meio do caos, olha nos seus olhos e sorri?

Muitas vezes, tratamos a gentileza como um acessório social, uma regra de etiqueta. Mas ela está longe de ser superficial. A gentileza é, talvez, um dos nutrientes mais essenciais para a alma humana.

Em um mundo que parece obcecado pela velocidade, pela performance e pela indiferença, praticar a gentileza é um ato quase revolucionário. É uma pausa. É o reconhecimento do outro como humano. E é sobre isso que precisamos conversar.

O Alimento da Conexão

Nós somos seres de relação. Precisamos de conexão segura para prosperar. Quando somos gentis, ou quando recebemos um ato de gentileza, não estamos apenas trocando cortesias; estamos trocando afeto.

Essa troca nos nutre em um nível muito profundo. Ela nos faz sentir vistos, validados e, acima de tudo, seguros.

É curioso como, em nossa jornada pessoal, muitas vezes buscamos grandes transformações externas, quando a fundação de um bem-estar duradouro começa exatamente nessas pequenas trocas. É a base da confiança. E se você sente que essa base está faltando em suas relações, talvez seja o momento de olhar para como essa nutrição afetiva está (ou não) acontecendo.

A Neurociência da Gentileza: Você Está Seguro

E isso não é filosofia; é biologia.

A gentileza não é apenas um conceito abstrato; ela é uma experiência sentida pelo nosso sistema nervoso. Quando vivenciamos um ato genuíno de gentileza, seja dando ou recebendo, ativamos uma parte nobre do nosso cérebro e corpo: o nosso sistema de engajamento social.

Baseado na Teoria Polivagal (trazida por Stephen Porges), nosso sistema nervoso está constantemente escaneando o ambiente perguntando: "Estou seguro?".

A gentileza é a resposta mais clara que podemos dar ou receber de que "sim, você está seguro comigo".

Isso ativa o nosso Nervo Vago ventral, que é o circuito neural da conexão. Quando ele está ativo, nosso coração desacelera, nossa respiração se aprofunda, e literalmente nos tornamos fisiologicamente mais abertos para ouvir, para colaborar e para nos conectar.

O Paradigma da Escassez: Onde Nasce o Ódio

Mas, se a gentileza é tão poderosa e biologicamente natural, por que ela parece tão rara?

Porque fomos condicionados a operar no paradigma da escassez.

Crescemos ouvindo que, para alguém ganhar, outro tem que perder. A competitividade extrema, a ganância, a necessidade de diminuir o outro para se sentir maior... tudo isso nasce do medo.

Quando percebemos o outro como uma "ameaça" – seja ao nosso status, nosso emprego ou nossa visão de mundo – nosso sistema nervoso reage da mesma forma que reagiria a um predador. Ele entra em modo de sobrevivência (luta, fuga ou congelamento).

O ódio, a raiva desmedida, a agressão nas redes sociais... tudo isso é, em essência, um sistema nervoso disparado, operando a partir de um local de ameaça. Muitas vezes, é um corpo que ainda guarda as marcas de dores e traumas passados, reagindo ao presente como se fosse o passado.

A Riqueza do Coletivo: Criando Abundância

A grande virada de chave, e algo que busco explorar profundamente com quem me acompanha neste espaço, é perceber que a escassez é, em grande parte, uma ilusão.

Uma perspectiva mais sistêmica e holística nos mostra exatamente o oposto: o coletivo cria mais.

Quando saímos do modo "ameaça" (sobrevivência) e usamos a gentileza para ativar o modo "conexão" (segurança), a mágica acontece. A criatividade flui. A colaboração gera prazer. O crescimento acontece.

O bem-estar e a satisfação profunda não são subprodutos da "vitória" sobre o outro; são resultados diretos da colaboração e da conexão. A verdadeira riqueza – de tempo, de afeto, de ideias e, sim, até material – é quase sempre resultado dessa concepção de abundância.

Um Convite para a Prática

A gentileza não é fraqueza. Ela é a coragem de desativar conscientemente nosso modo de sobrevivência e escolher ativar nosso modo de conexão.

É um convite diário. Hoje, como você pode ser o sinal de segurança para alguém? Pode ser um olhar, uma escuta atenta, um elogio sincero.

E, tão importante quanto, como você pode receber a gentileza?

Essa reflexão é o primeiro passo. Entender por que reagimos como reagimos e como podemos, ativamente, construir relações mais nutritivas é a jornada de uma vida.

Se essa busca por conexões mais autênticas e por entender como seu sistema nervoso molda sua realidade ressoa com você, continue acompanhando o blog. Há muito mais a descobrir.

E, se sentir que é o momento de aprofundar e aplicar isso em sua própria história, estou aqui. Você não precisa fazer essa jornada sozinho.




Referências Bibliográficas (Sugeridas com base nos seus arquivos):

  • Porges, Stephen. (Conceitos de) Teoria Polivagal. (Ref: Atlas - Teoria Polivagal)

  • Rosenberg, Stanley. Accessing the Healing Power of the Vagus Nerve.

  • Van der Kolk, Bessel. O Corpo Guarda as Marcas: Cérebro, Mente e Corpo na Cura do Trauma.

  • Seligman, Martin E. P. Felicidade Autêntica.

  • Bowlby, John. (Conceitos de) Teoria do Apego. (Ref: Uma Base Segura)