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Do Cosmos ao DNA: O Reencontro com o Ser Multidimensional



Atualizado em 25/01/2026


Do Cosmos ao DNA: O Reencontro com o Ser Multidimensional

Maio de 2021

Existem momentos em nossa jornada em que o véu entre as dimensões se torna mais fino e somos inundados pela lembrança de nossa origem. Recentemente, me peguei refletindo sobre a nossa natureza como seres cósmicos e a eterna busca pela "outra metade".

A Ressonância da Mônada: O Que Está Fora Está Dentro

A lei de Hermes Trismegisto nunca foi tão atual. A neurociência hoje nos fala sobre a corregulação — a forma como nossos sistemas nervosos buscam sintonia uns com os outros. Mas, em um nível mais profundo, essa busca é o eco de nossa origem na Mônada Divina.

Nascemos da divisão de uma unidade e viajamos pelo cosmos colecionando experiências em inúmeras "moradas" estelares. O anseio pela "alma gêmea" que sentimos na Terra é, na verdade, a nostalgia biológica e espiritual dessa unidade perdida.

Relacionamentos Maduros e Maestria Interior

Viver um amor verdadeiro nesta dimensão humana exige mais do que química; exige autoconsciência. No campo das Constelações e da Escuta do Ser, percebemos que muitos sofrem não pela ausência do outro, mas pela desconexão de si mesmos.

Relacionamentos maduros são para seres que trilham o caminho da Maestria Interior. Quando não encontramos parceiros que ressoem nessa frequência, o "estar bem consigo mesmo" não é solidão, é plenitude. O sofrimento só surge quando baixamos nossa sintonia apenas para a carência humana.

A Multidimensionalidade como Caminho de Cura

Em minhas meditações ao longo de anos, tive o privilégio de contatar realidades que fogem ao entendimento comum. Nossa Multidimensionalidade Humana nos permite acessar campos de informação onde residem todas as memórias da criação.

Quando limpamos o caminho para o nosso Ser, a conexão com a Mônada se refaz. Nesse estado de presença, sentimos algo tão único que o sofrimento simplesmente não encontra espaço para existir. Despertar para o nosso Ser Cósmico é a maior graça que o Amor Divino pode nos conceder.

Somos viajantes em uma experiência transitória, mas com raízes fincadas na eternidade.

Se você sente esse chamado para reconectar-se com sua origem e limpar os bloqueios que impedem sua visão multidimensional, saiba que o universo está em constante expansão — e sua consciência também pode estar.

Assim falei,

Cida Medeiros




O Poder dos Resultados: Abraçando a Jornada e Sua Intuição


O Poder dos Resultados: Abraçando a Jornada e Sua Intuição

Quantas vezes nos pegamos presos à ideia de "fracasso"? Aquela sensação de que algo deu errado, que não alcançamos o esperado, e então a frustração se instala. Mas e se eu te dissesse que, na verdade, não existe essa coisa chamada fracasso? Existe apenas resultados. Sim, tudo o que acontece em nossa vida, cada experiência, cada desfecho, é um resultado que nos serve de alguma forma, mesmo que não consigamos ver a razão no momento.

Assumir Responsabilidade: O Primeiro Passo para o Crescimento

Essa perspectiva nos convida a um movimento poderoso: assumir responsabilidade. Não no sentido de culpa, mas de reconhecer nosso papel nos desdobramentos da vida. Quando compreendemos que os resultados são frutos de nossas escolhas e ações (ou da falta delas), ganhamos o poder de transformar. É um pilar da psicologia positiva, que nos convida a focar no que podemos controlar e influenciar, cultivando uma mentalidade de crescimento e resiliência.

Sabedoria Além do Entendimento: O Tesouro que Carregamos

E aqui reside uma grande verdade que muitas vezes ignoramos: é desnecessário entender tudo para ser capaz de usar tudo que se sabe. Pense nisso! Quantas vezes nos paralisamos por querer compreender cada detalhe, cada causa e efeito? A vida é um rio que flui, e nem sempre precisamos saber a nascente de cada correnteza para navegar por ela. A sabedoria está em confiar na sua bagagem interna, nos seus aprendizados, mesmo aqueles que residem no campo do inconsciente ou da pura intuição.

Pessoas e Propósito: A Força do Serviço e da Conexão

E no centro de tudo isso, está a interconexão. As pessoas são seus maiores recursos. Nossas relações, os encontros, as trocas, são fontes inesgotáveis de aprendizado, apoio e inspiração. E quando nos colocamos em um estado de serviço, quando nosso trabalho e nossas ações visam contribuir com algo maior, a mágica acontece. É como se o universo conspirasse a nosso favor: quando você está a serviço, tudo move-se ao seu encontro. Há uma energia que se alinha, uma sincronicidade que se manifesta, porque você está vibrando em um propósito maior.

A Voz Silenciosa da Alma: Confie, Acredite, Entregue-se

Nesse caminho de descobertas e entregas, há uma voz que sussurra as respostas mais profundas: sua intuição. Ela é o seu guia mais fiel, um GPS interno que capta nuances que a lógica muitas vezes ignora.

Por isso, o convite final é um mergulho na essência da sua existência:

Ouça sua intuição. Acredite. Confie. E Entregue-se.

Entregar-se não é desistir, mas sim confiar no fluxo da vida, na sua capacidade de lidar com os resultados, sejam eles quais forem. É um ato de coragem e fé no seu próprio processo. Permita-se ser guiado por essa sabedoria interior. Se você sente que essa conexão com sua intuição precisa ser mais forte, ou que a responsabilidade sobre seus resultados ainda é um peso, saiba que estou aqui para te acompanhar nessa jornada de autodescoberta. Acredite no poder que reside em você.


Cida Medeiros


A dor do não vivido.


(Carlos Drummond de Andrade)

 Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas,
Mas das coisas que foram sonhadas
E não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
Apenas agradecer por termos conhecido
Uma pessoa tão bacana,
Que gerou em nós um sentimento intenso
E que nos fez companhia por um tempo razoável,
Um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
O que foi desfrutado e passamos a sofrer
Pelas nossas projeções irrealizadas,
Por todas as cidades que gostaríamos
De ter conhecido ao lado do nosso amor
E não conhecemos,
Por todos os filhos que
Gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
Por todos os shows e livros e silêncios
Que gostaríamos de ter compartilhado,
E não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
Pela eternidade.

Sofremos não por que
Nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
Mas por todas as horas livres
Que deixamos de ter para ir ao cinema,
Para conversar com um amigo,
Para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
É impaciente conosco,
Mas por todos os momentos em que
Poderíamos estar confidenciando a ela
Nossas mais profundas angústias
Se ela estivesse interessada
Em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
Mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
Mas porque o futuro está sendo
Confiscado de nós,
Impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
Todas aquelas com as quais sonhamos e
Nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
Mais me convenço de que o
Desperdício da vida
Está no amor que não damos,
Nas forças que não usamos,
Na prudência egoísta que nada arrisca,
E que, esquivando-se do sofrimento,
Perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade

A Espiral da Cura: O que aprendemos com a História?




A Espiral do Retorno à Essência: O que aprendemos com a História? Fevereiro de 2001

Às vezes, olhar para trás é a única maneira de entender para onde estamos correndo. Existe uma ironia fina na evolução das abordagens sobre o bem-estar humano que nos faz refletir: estamos avançando ou apenas andando em círculos?

A Breve Trajetória do Cuidado

  • 500 d.C. – "Coma esta raiz e você ficará são."

  • 1000 d.C. – "Raiz é coisa de pagão. Faça uma oração a Deus que está no céu."

  • 1792 d.C. – "Quem reina é a razão. Tome, pois, esta poção."

  • 1917 d.C. – "Poção não resolve. Tome este comprimido."

  • 1950 d.C. – "Comprimido não resolve sozinho. Tome antibiótico."

  • 2002 d.C. – "O uso excessivo pede moderação. Resgate o uso da raiz e do natural."

O Crivo Analítico: Onde estamos hoje?

Minha reflexão aqui não é contra os avanços científicos — que salvaram milhões de vidas com tecnologia e farmacologia —, mas contra a dependência gerada pela medicalização sistemática. Fomos ensinados a delegar a responsabilidade do nosso equilíbrio a uma pílula, muitas vezes ignorando que o corpo humano funciona como um ecossistema complexo que responde diretamente ao ambiente, às memórias armazenadas e às nossas vivências emocionais.

Sabemos que a vida moderna nos distanciou das condições ideais. Nem todos dispõem de hortas em casa ou do tempo necessário para cultivar um estilo de vida plenamente integrado. É justamente aí que entram a busca pelo equilíbrio e a expansão da consciência.

Da Pílula à Escuta do Ser

Se ao longo dos anos redescobrimos o valor das "raizes" e dos saberes tradicionais, é porque percebemos que o bem-estar verdadeiro exige uma reconexão com a nossa biologia original. Contudo, não basta substituir um hábito externo por outro se a frequência interna permanece desalinhada.

A base da nossa harmonia reside na regulação do sistema nervoso e na coerência interna. Quando cultivamos a presença e nos conectamos com nossa essência, permitimos que os mecanismos naturais de regeneração do organismo operem em plenitude.

Os recursos externos têm o seu espaço legítimo nos momentos de urgência, mas a vitalidade sustentável nasce na Escuta do Ser. É preciso discernimento para compreender quando o corpo físico demanda suporte especializado e quando a alma pede silêncio, reorganização sistêmica ou um retorno aos ciclos da natureza.

Que possamos transitar pela razão e pela ciência sem nunca perder a conexão com o sagrado que habita em nós e no mundo natural.

Cida Medeiros

Facilitadora de Processos de Autoconhecimento e Expansão da Consciência


Aquarela do Brasil - Coral da Eslovênia


Uma homenagem ao meu amado Brasil. Lindo!
Aquarela do Brasil by Perpetuum Jazzile feat. BR6, performed live at Vokal Xtravaganzza 2008 (October 2008)

Site: http://perpetuumjazzile.si

O Ego, o Anjo e a Onda: A Jornada do Ser em Direção ao “Eu Sou”




O Ego, o Anjo e a Onda: A Jornada do Ser em Direção ao “Eu Sou”


Durante uma aula com minha professora Aidda Pustilnik, que estuda os ensinamentos de Alice Bailey, ouvimos algo que ecoa até hoje:

O ego precisa dar consentimento para que a qualidade essencial — o “Eu Sou” — manifeste seu poder.

Essa afirmação desloca completamente a ideia comum de espiritualidade. Não se trata de destruir o ego. Trata-se de autorização.

O Anjo da Guarda e o Eu Superior

Nos ensinamentos esotéricos, especialmente na tradição teosófica e nos escritos de Alice Bailey, o chamado “Anjo da Guarda” não é uma entidade externa no sentido religioso tradicional.

Ele é compreendido como o Anjo Solar — uma consciência superior que vela pela evolução da alma. É o aspecto mais elevado da nossa própria essência.

Quando o ego — estrutura organizadora da personalidade — relaxa seu controle e permite que o Eu essencial atue, algo extraordinário acontece: somos potencializados energeticamente. Não porque recebemos algo de fora, mas porque alinhamos o que somos com o que sempre fomos.


O Self como Partícula de Luz

Podemos compreender o Self como uma centelha de luz divina — uma metáfora que une linguagem espiritual e linguagem da física. Na visão mística, somos partes de uma consciência maior.

Como diz o hermetismo:

“O que está em cima é como o que está embaixo.” — O Caibalion

Esse ensinamento deriva da tradição atribuída a Hermes Trismegisto e expressa o princípio da correspondência: o macrocosmo e o microcosmo refletem-se mutuamente. Por isso, quando dizemos que somos parte da mesma onda, ecoamos uma compreensão universal presente em diversas tradições místicas: tudo vibra dentro de uma unidade maior.


A Onda Energética e os Reinos

Cada ser pertence a uma determinada onda energética. Essa onda possui frequência, cor, ressonância e afinidades — simbolizadas por elementos da natureza.

Essa onda não é apenas simbólica; ela representa o padrão energético que se manifesta através dos reinos:


  • Mineral


  • Vegetal


  • Animal


  • Humano



A manifestação humana seria o ponto onde diversas correntes energéticas convergem em uma consciência individualizada. É como se o Ser fosse o ponto de encontro de múltiplos campos.


O Campo Astral e a Estrutura da Personalidade

Grande parte da humanidade mantém sua consciência predominantemente no chamado campo astral, que nas tradições esotéricas é a dimensão das emoções, dos desejos e das imagens psíquicas. Ele é intermediário entre o físico e o mental superior, ainda sujeito à dualidade. Viver identificado com esse plano significa habitar o território preferido do ego.

Na psicologia analítica de Carl Gustav Jung, a persona é descrita como aquilo que aparentamos ser socialmente. Ela opera em conjunto com o corpo físico, o campo energético vital, o corpo emocional e o campo mental concreto. Tudo isso é organizado para esta existência, administrado por um ego que preza pela continuidade e teme a dissolução.

Consentir é o Ato Espiritual

A verdadeira jornada de expansão não exige eliminar o ego, mas convidá-lo a consentir. Quando o ego autoriza a qualidade essencial — o “Eu Sou” — a se manifestar, ocorre uma reorganização energética profunda. A onda individual alinha-se com a universal, trazendo coerência e potência.

O ensinamento hermético nos lembra que a transformação interna inevitavelmente se reflete externamente. Se dentro há conflito, fora haverá atrito; se dentro há alinhamento, fora haverá clareza. Atuar como facilitadora do autoconhecimento, dentro dessa visão, é viver essa correspondência: sustentar o próprio processo de consentimento para poder caminhar ao lado de outros em suas buscas.

O “Eu Sou” não é um capricho do ego, mas a essência buscando expressão legítima. A finalidade do Ser não é competir, mas expressar sua qualidade genuína. E a responsabilidade maior de quem facilita essa jornada talvez seja simplesmente vivê-la.

Cida Medeiros


Referências

  • BAILEY, Alice A. Tratado sobre Fogo Cósmico. São Paulo: Editora Pensamento, 2009.


  • BAILEY, Alice A. A Alma e seu Mecanismo. São Paulo: Editora Pensamento, 2001.


  • BLAVATSKY, Helena P. A Doutrina Secreta. São Paulo: Editora Pensamento, 2008.


  • JUNG, Carl Gustav. O Eu e o Inconsciente. Petrópolis: Vozes, 2011.


  • JUNG, Carl Gustav. Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo. Petrópolis: Vozes, 2014.


  • LEADBEATER, Charles W. O Plano Astral. São Paulo: Editora Pensamento, 2003.


  • SHELDRAKE, Rupert. Uma Nova Ciência da Vida. São Paulo: Cultrix, 2014.


  • TOLLE, Eckhart. O Poder do Agora. Rio de Janeiro: Sextante, 2002.


  • TRÊS INICIADOS. O Caibalion. São Paulo: Editora Pensamento, 2007.


  • WILBER, Ken. O Espectro da Consciência. São Paulo: Cultrix, 1995.