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Referências para a Expansão da Consciência


Sri. Bhagavam


Referências para a Expansão da Consciência

                Ideia CentralFocados em libertar a humanidade do sofrimento e elevar a                                consciência, eles ensinam o amor incondicional 

  • Amma (Mata Amritanandamayi)

    • Ideia Central: O despertar da compaixão universal como força de cura. Ensina que o amor altruísta é o caminho mais curto para dissolver o ego e equilibrar o campo energético.

  • Bhagavad Gita

    • Ideia Central: A psicologia do dever e da ação desapegada. Um manual para enfrentar as batalhas internas (conflitos mentais) sem perder o equilíbrio espiritual.

  • Sri Nisargadatta Maharaj

    • Ideia Central: A investigação direta do "Eu Sou". Sua filosofia foca em romper as ilusões da mente para repousar na consciência pura e absoluta.

  • Hinduismo (Sanatana Dharma)

    • Ideia Central: A compreensão de que toda a existência é uma rede interconectada de energia (Brahman), onde o autoconhecimento é a chave para a libertação (Moksha).

  • Jiddu Krishnamurti

    • Ideia Central: A liberdade total em relação ao condicionamento do passado. Ele propõe uma observação sem julgamentos para que a mente se torne nova e silenciosa.

  • Ordem Ramakrishna

    • Ideia Central: A harmonia de todas as religiões e o serviço à humanidade como uma forma de adoração divina, equilibrando mente, coração e ação.

  • Paramahansa Yogananda

    • Ideia Central: A ciência da Kriya Yoga. Foca na união consciente com o Divino através do controle da energia vital e da meditação científica.

  • Sathya Sai Baba

    • Ideia Central: A prática dos valores humanos (Verdade, Retidão, Paz, Amor e Não-violência) como base para a transformação do caráter e da sociedade.

  • Sri Aurobindo

    • Ideia Central: O Yoga Integral. A proposta de não apenas "subir" para o espírito, mas trazer a consciência divina para baixo, transformando a própria biologia e a vida terrena.

  • Sri Ramakrishna

    • Ideia Central: A realização direta de Deus em todas as formas. Ele personifica a ideia de que o êxtase espiritual é acessível a quem tem um anseio sincero.

  • Sri Ramana Maharshi

    • Ideia Central: O caminho da autoindagação (Who am I?). O silêncio profundo como o ensinamento mais eloquente para alcançar a paz inabalável.

  • Vivekananda Centre London

    • Ideia Central: A educação do caráter e o fortalecimento da vontade. Divulga o pensamento de Swami Vivekananda sobre o potencial infinito de cada indivíduo.


Reflexão: Estudar esses mestres nos mostra que o caminho para a cura passa, inevitavelmente, pelo domínio do nosso campo energético e pela compreensão da nossa herança espiritual. Se você sente que esses conceitos ressoam, mas não sabe como aplicá-los na prática da sua vida ou família, siga esse blog para mais ensinamentos. Ou se deseja equilibrar sua energia marque uma consulta, sou terapeuta e estou em sintonia com estados meditativos. 


Cida Medeiros - Terapeuta à escuta do Ser 

PASSEIO SOCRÁTICO



Caro leitor um pouco de Frei Betto:


Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China.

Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelo produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'

Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos:

'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...

A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, ­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...

Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático. ' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:


"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"