O Zodíaco da Alma: A Teoria e a Vida Vivida na Pele
Muitas vezes, a busca por compreender quem somos começa muito antes de termos palavras para nomear nossos abismos internos. Meu primeiro contato com o mapa astral foi aos 15 anos — um presente sutil que funcionou como um portal, despertando em mim uma curiosidade arquetípica profunda. Ao longo da jornada, mergulhei nos mistérios da Astrologia Ocidental, estudando com grandes autoridades do campo. No entanto, o verdadeiro coração do meu trabalho sempre esteve ancorado nos processos sistêmicos e no acolhimento terapêutico.
Por mais de 16 anos, atuei intensamente na facilitação de Constelações Familiares em grupo, conduzindo mais de 500 workshops semanais no Instituto Paz Geia e em diversos estados. Naquela época de intensa atividade, eu também ministrava anualmente o workshop sobre a sabedoria dos Kahunas. Mas a vida, em sua soberana fenomenologia, impõe pausas avassaladoras.
Vivi o luto profundo com o falecimento repentino da minha mãe e, dois anos depois, do meu pai. O choque desestruturou a família. Naquele momento de dor pura e nua, falar sobre Constelação se tornou pesado demais; eu precisava de silêncio, em profundo respeito ao sofrimento do meu próprio sistema transgeracional.
Reflexão Terapêutica: O sofrimento não é um problema matemático a ser resolvido com pressa. Às vezes, o Ditador Interno nos exige explicações e soluções rápidas, mas a verdadeira cura reside na capacidade de soltar a corda da luta e acolher o silêncio. Quando permitimos que a dor seja apenas dor, sem julgamentos, o contratamento se inicia.
Nessa busca por recolhimento, voltei-me para métodos que funcionaram como um bálsamo sutil: o ThetaHealing, as ferramentas de Access, a Deeksha e a Transferência do Estado de Ananda. Essas práticas integraram-se à minha bagagem, lapidando uma sensibilidade profunda para honrar a dor do outro.
Dessa travessia, minha prática ganhou novos contornos. Hoje, minha escolha são os acompanhamentos individuais íntimos, utilizando os bonecos (e outros recursos), e a percepção dos campos sistêmicos. Recentemente, a graduação em Psicologia veio coroar essa longa caminhada, trazendo o lastro científico da neuropsicologia afetiva, o conceito junguiano de sombra e a flexibilidade psicológica da ACT (Aceitação e Compromisso). O movimento de aprender nunca cessa; atualmente, estudo a Astrologia Védica e o Zodíaco Sideral, combinando os campos sistêmicos com a meditação e a sabedoria da Índia. Uma evolução constante, moldada pela teoria e pela vida vivida na pele.
Base Teórica
A evolução do nosso ser no mundo não se dá por meio de "soluções mágicas", mas pelo desenvolvimento de habilidades de flexibilidade psicológica e regulação afetiva.
Neuropsicologia Afetiva e Apego: Nossos vínculos primários moldam nossos sistemas de segurança internos. O choque de perdas significativas pode desregular temporariamente essa base, exigindo um recolhimento seguro para que o sistema nervoso se reorganize e recupere o equilíbrio.
Flexibilidade Psicológica (ACT): A aceitação da dor limpa — como o luto — é o oposto da evitação experiencial. Quando paramos de lutar contra o sofrimento inevitável, expandimos nossa consciência e nos libertamos para agir de acordo com nossos valores mais profundos.
Visão Sistêmica e Fenomenologia: Os traumas transgeracionais e as dores do sistema familiar manifestam-se na nossa experiência pura. Olhar para o que se apresenta, sem a pressa de diagnosticar ou consertar, permite que os nós repetitivos de comportamento comecem a se dissolver.
Se você sente que é o momento de olhar para as suas dores e narrativas internas de forma acompanhada e acolhedora, convido você a dar o próximo passo nesta jornada de autoconhecimento.
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