Bem Vindo ao Blog Cida Medeiros! Caleidoscópio do Saber com Cida Medeiros: A Mulher Selvagem: Criatividade, Instinto e a Metáfora do Rio Represado

A Mulher Selvagem: Criatividade, Instinto e a Metáfora do Rio Represado

 

Uma imagem artística e poética em estilo cinematográfico. Uma mulher, que sugere a essência introspectiva, está de pé, de costas para a câmera, diante de uma paisagem de natureza bruta e selvagem ao amanhecer.

O Rio Represado e a Arte de Des-construir a "Mulher Boazinha"

Você já sentiu um peso no peito, uma inquietação inexplicável, como se uma parte de você estivesse gritando sob uma grossa camada de gelo? Na Clínica da Alma, percebo que o maior sofrimento feminino não é a falta de amor, mas a autoaniquilação da própria força instintiva. É o rugido que virou sussurro.

O Chamado de Ártemis: O Regresso à Natureza

Como bem explorado por Clarissa Pinkola Estés em "Mulheres que Correm com os Lobos", há um anseio profundo em cada mulher por retornar à sua natureza instintiva. Este é o domínio de Ártemis, a arqueira que conhece as florestas internas, que sabe exatamente onde mirar e que honra a própria liberdade acima de tudo.

Este desejo selvagem e criativo busca:

  • Criar sem julgamento: Dar forma ao que pulsa dentro, sem o filtro do "está bom?" ou "o que vão pensar?".

  • Liberdade de movimento e pensamento: Mover o corpo e a mente sem as amarras das expectativas externas.

  • Honrar os ciclos: Respeitar os tempos de recolhimento (morte/inverno) e os tempos de expansão (vida/primavera), tanto biológicos quanto psíquicos.

A Metáfora Terapêutica: O Rio Represado

Imagine que a sua força instintiva e criativa é um Rio Poderoso, um caudal de água cristalina e cheia de vitalidade.

Ao longo da vida, para caber no molde da "mulher boazinha", da "esposa perfeita" ou da "profissional incansável", nós fomos construindo barreiras. Essas barreiras são feitas das pedras rústicas do "tem que ser".

O resultado? O Rio virou uma Represa. A força da água ainda está lá, pulsando sob o gelo da paralisia ou das regras impostas pelo medo. A água tenta passar pelas frestas, gerando ansiedade, exaustão e uma sensação constante de que algo está errado.

É a dor da comporta fechada por medo da própria força.

O Método Cida Medeiros: Como Abrir as Comportas?

O meu trabalho consiste em des-construir essa represa, não com dinamite (o que causaria um desastre), mas com uma curadoria paciente e potente das águas.

Sob a ótica do psicologia profunda, o caminho da libertação envolve:

  1. Reconhecer o Rugido: Dar nome ao que em você ainda grita por liberdade.

  2. Honrar os Ciclos: Compreender que a natureza não produz o tempo todo. O recolhimento é necessário para a força da expansão.

  3. Limpar o Canal: Retirar as crenças limitantes e as histórias antigas que impedem o fluxo da sua expressão autêntica.

A sua vitalidade não está na "perfeição" da represa, mas na "selvageria" do rio que flui.

O que em você ainda grita por liberdade enquanto você insiste em manter as comportas fechadas por medo da própria força?


Cida Medeiros 

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