Bem Vindo ao Blog Cida Medeiros! Caleidoscópio do Saber com Cida Medeiros: maio 2025

Quando a Culpa Silencia a Alma

 



Morte, Religião e Orientação Sexual: Quando a Culpa Silencia a Alma

Falar sobre a morte já é, por si só, uma travessia delicada. Mas quando ela se entrelaça com temas como a religião e a orientação sexual, pode se transformar em um verdadeiro campo de batalha interno — onde o medo, a culpa e o sentimento de inadequação disputam espaço com o desejo de viver com autenticidade e paz.

Quando o "Fique do Meu Lado" Chega: Navegando as Águas Turvas das Intrigas no Trabalho (e na Vida)

 


Quando o "Fique do Meu Lado" Chega: Navegando as Águas Turvas das Intrigas no Trabalho (e na Vida)

Sabe aquela sensação incômoda de se ver no meio de um turbilhão que não é seu? De repente, você está ali, cumprindo suas tarefas, e é arrastado para um campo minado de desentendimentos alheios, onde a pressão para tomar um lado é quase insuportável. Tenho observado como isso acontece com frequência, e uma recente situação envolvendo uma conhecida me fez refletir profundamente sobre a complexidade dos relacionamentos humanos.

Recentemente, em um ambiente de grupo com prazos apertados e metas a cumprir, essa conhecida foi catapultada para o epicentro de uma intriga. Duas colegas, em um embate claro e ruidoso, começaram a tentar puxá-la para o seu lado. Cada uma vinha, de maneira indireta, com suas "razões", suas "justificativas" e, claro, com "o que a outra pessoa falou de você". Do outro lado, a mesma coisa. Era um pingue-pongue de acusações que, no fundo, pareciam mais o reflexo de suas próprias divergências e questões internas.

Minha conhecida percebeu ali, na hora, que os ataques pessoais não eram sobre ela, mas sobre a falta de clareza, a ausência de respeito e uma comunicação que se perdeu em meio a feridas não resolvidas. Esse cenário, para ser honesta, criou um desgaste enorme. A postura dela não era de alguém querendo intervir, mas de uma pessoa cumprindo uma tarefa em grupo. No entanto, a pressão para tomar um lado era evidente, as agressões, ainda que veladas, eram claras. A situação escalou a ponto de uma das partes buscar a coordenação para "resolver" o impasse, e minha conhecida foi envolvida no processo. Para ela, foi uma experiência desconfortável, pois sentia que a origem do problema parecia residir em uma dinâmica já desgastada com a liderança e em uma atmosfera de trabalho que gerava ansiedade e impedia a livre expressão.


A Dança Sombria das Intrigas: O Que Tem Por Trás?

O Bem oculto da Terapia

 


Explicações Neurocientíficas para a Evolução na Terapia

  1. Plasticidade Neural e Reorganização Cerebral :
    • A terapia, especialmente abordagens humanistas centradas na pessoa (Carl Rogers), promove a plasticidade neural, que é a capacidade do cérebro de formar novas conexões sinápticas e reorganizar circuitos neurais. A escuta empática e o ambiente seguro criado pelo terapeuta estimulam a ativação de áreas específicas como o córtex pré-frontal (responsável pela regulação emocional e tomada de decisão) e a amígdala (ligada ao processamento emocional).
    • Estudos mostram que as interações empáticas modulam a atividade da amígdala, diminuindo as respostas de estresse e aumentando a regulação emocional (Harb et al., 2010).

Quando a Experiência de Falta de Controle Ensina a Desistir

 



Desamparo Aprendido: Quando a Experiência de Falta de Controle Ensina a Desistir

O desamparo aprendido é um fenômeno psicológico que descreve a condição em que um indivíduo, após ser repetidamente exposto a situações aversivas sobre as quais não possui controle, passa a acreditar que é incapaz de mudar seu destino ou influenciar os resultados, mesmo quando oportunidades de escape ou mudança se apresentam. Em essência, é aprender a ser desamparado.

Este conceito, amplamente estudado na psicologia, teve suas origens nos experimentos clássicos de Martin Seligman e seus colaboradores na década de 1960. Em estudos com cães, observou-se que animais que eram submetidos a choques elétricos inevitáveis posteriormente não tentavam escapar em situações onde a fuga era possível, mesmo quando outros cães que não tiveram a experiência prévia de incontrolabilidade agiam para evitar o estímulo aversivo. Eles haviam "aprendido" que seus esforços eram fúteis.

No contexto humano, o desamparo aprendido se manifesta de diversas formas e pode ter um impacto significativo na saúde mental e no comportamento. Pessoas que experimentam repetidas falhas, perdas ou situações incontroláveis em suas vidas – seja no âmbito pessoal, profissional, acadêmico ou social – podem desenvolver a crença de que seus esforços não fazem diferença. Isso pode levar a uma série de sintomas e consequências negativas, tais como:

 * Passividade e Inércia: A tendência a não agir diante de problemas ou desafios, acreditando que qualquer tentativa de solução será inútil.

 * Baixa Motivação: A diminuição do ímpeto para buscar novas oportunidades, estabelecer metas ou persistir diante de obstáculos.

 * Afetividade Negativa: Sentimentos de desesperança, frustração, tristeza e apatia, frequentemente associados à depressão e ansiedade.

 * Dificuldade de Aprendizagem: A interferência na capacidade de adquirir novas habilidades ou estratégias de enfrentamento, pois a crença na ineficácia mina o esforço necessário para aprender.

 * Problemas de Autoestima: A Internalização da falta de controle pode levar a uma visão negativa de si mesmo e das próprias capacidades.

O desamparo aprendido não é uma sentença permanente. É um padrão de resposta aprendido e, como tal, pode ser modificado. A intervenção psicológica, como a terapia cognitivo-comportamental, desempenha um papel crucial em ajudar os indivíduos a identificar e reestruturar as crenças de desamparo, desenvolver estratégias de enfrentamento mais eficazes e recuperar a sensação de controle sobre suas vidas. Promover experiências de sucesso, mesmo que pequenas, e focar no desenvolvimento de habilidades e na resiliência também são caminhos importantes para superar o desamparo aprendido e redescobrir a capacidade de influenciar o próprio destino.