Modelo Holográfico: Somos Parte de Uma Trama Viva
No livro O Universo Holográfico, Michael Talbot apresenta uma hipótese fascinante baseada nos trabalhos do físico David Bohm e do neurocientista Karl Pribram:
O universo pode funcionar como um holograma.
Talbot escreve que, nessa visão, “a realidade não é composta de partes isoladas, mas de padrões interligados de informação”.
Isso muda radicalmente nossa maneira de compreender quem somos.
Não somos indivíduos separados tentando sobreviver em um mundo externo.
Somos expressões locais de um campo maior.
O Que Eu Sou Hoje é Uma Trama Energética
Se aplicarmos o modelo holográfico à vida humana, compreendemos que:
O que eu sou hoje é resultado de uma trama energética complexa.
ancestralidade
cultura
campo familiar
experiências emocionais
estrutura corporal
consciência
Tudo interligado.
Cada experiência vibra dentro do sistema inteiro.
Relação com o Dinheiro: Um Campo, Não Apenas Uma Escolha
Dentro dessa perspectiva, a pergunta não é apenas:
“Qual minha crença sobre dinheiro?”
Mas:
“Qual campo vibratório financeiro eu herdei e ajudo a sustentar?”
Se nasci em uma família onde o dinheiro era escasso ou temido, isso cria um campo emocional.
Segundo Wilhelm Reich, experiências repetidas se organizam como padrões energéticos no corpo — o que ele chamou de couraças musculares.
Crença não é apenas pensamento.
É estrutura energética.
Cair em Uma Família é Magnético?
No modelo holográfico e energético, podemos compreender o nascimento como ressonância.
É afinidade vibratória.
A qualidade da energia que trago encontra o campo que a sustenta.
E ali começa o aprendizado.
Mobilizar a Energia Para Transformar o Campo
Se tudo é campo, transformação exige mobilização energética.
Na bioenergética de Alexander Lowen e na Core Energetics de John C. Pierrakos, o corpo é o portal de reorganização do campo.
Exercícios físicos realizados com consciência modificam:
respiração
postura
fluxo energético
percepção emocional
E quando a frequência muda, o campo reorganiza-se.
Como afirma o princípio hermético descrito em O Caibalion:
“Tudo vibra.”
Se elevo minha frequência interna, começo a acessar novas possibilidades externas.
Cultura, Hemisférios e Corpo Caloso
O cérebro também reflete essa integração.
O hemisfério esquerdo tende a armazenar linguagem, estrutura cultural e lógica linear.
O hemisfério direito integra percepção simbólica, intuitiva e holística.
O corpo caloso conecta ambos.
Práticas meditativas e estados ampliados de consciência aumentam a comunicação inter-hemisférica — fenômeno associado à neuroplasticidade.
Isso amplia percepção além dos condicionamentos culturais.
E permite acesso a níveis que vão além do ego.
O Ego e a Alma
O ego é moldado pela cultura e pela herança ancestral.
A alma não.
Como descreve Ken Wilber em sua teoria integral, níveis de consciência mais elevados transcendem — mas incluem — os condicionamentos culturais.
Grounding: A Chave Para Acessar Outros Níveis
Sem grounding, expansão vira fantasia.
Com grounding — enraizamento corporal — criamos um eixo entre:
terra (campo físico)
céu (campo sutil)
O canal da intencionalidade permite que energias de alta vibração penetrem nos campos mais densos.
E isso gera transformação real.
Não imaginária.
Transformação sentida no corpo.
O Que Fazer Com Essa Compreensão?
Para o leitor leigo, a aplicação é simples e profunda:
Observe sua relação emocional com dinheiro.
Observe tensões corporais ao falar sobre prosperidade.
Trabalhe o corpo antes de tentar mudar crenças.
Medite para ampliar integração cerebral.
Pergunte: qual qualidade da alma quer se expressar através de mim?
Se o universo é holográfico, mudar uma parte reorganiza o todo.
E a parte que podemos mobilizar agora é o corpo.
Referências
LOWEN, Alexander. Bioenergética. São Paulo: Summus, 1982.
PIERRAKOS, John C. Core Energetics. Mendocino: LifeRhythm, 1990.
REICH, Wilhelm. Análise do Caráter. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
TALBOT, Michael. O Universo Holográfico. São Paulo: Cultrix, 1991.
TRÊS INICIADOS. O Caibalion. São Paulo: Editora Pensamento, 2007.
WILBER, Ken. Uma Teoria de Tudo. São Paulo: Cultrix, 2000.
