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Quando a Vida Escurece: Encontrando Sua Estrela Interna

 


Quando a Vida Escurece: Encontrando Sua Estrela Interna


Há momentos em que a vida nos coloca diante de noites profundas — situações em que tudo parece impossível de entender, a mente se rasga e emoções como medo, dor e vazio dominam o corpo e o pensamento.

Nessas travessias, muitas vezes buscamos uma “luz” que nos mostre o caminho. Não falo aqui de imaginação idealizada nem de consolo metafísico, mas da presença viva de algo dentro de nós que insiste em permanecer, mesmo quando tudo parece apagado.

Essa “estrela guia” não está fora.
Ela está no corpo que insiste em respirar,
na percepção que questiona,
na dor que pede atenção,
na inquietação que não se cala.

Do ponto de vista da neurobiologia do trauma, o sofrimento prolongado pode ativar respostas profundas do sistema nervoso que congelam, dispersam ou desorientam o sujeito — como explica Bessel van der Kolk ao estudar como o corpo armazena experiências que a mente não conseguiu processar.

Do ponto de vista da psicologia profunda (Jung), essa noite escura é exatamente o encontro com o inconsciente — uma oportunidade para o Ego e o Self se reconhecerem, e para que a pessoa encontre sentido para além do sofrimento imediato.

E, conforme as perspectivas de teoria polivagal (Porges / Deb Dana), isso também tem muito a ver com estados do sistema nervoso: quando estamos em colapso, não é falta de força, é sinal de que o organismo está tentando proteger-se.

Essas noites internas são, portanto,
não um sinal de fracasso,
mas um chamado para reconectar-se com aquilo que já existe em você —
a sua fonte interna de presença e sentido.

A estrela guia que convidamos a reconhecer não é um símbolo distante,
é a sua própria capacidade de perceber que ainda está viva em você —
a atenção para sentir o corpo, o respirar, a consciência que ainda observa.

Esse reconhecimento começa quando você para de buscar fora aquilo que só pode ser encontrado dentro:
no corpo, na atenção, na presença, na responsividade do seu sistema nervoso, na consciência que ainda existe quando você para de lutar e começa a sentir.

Se você se sente perdida(o) — confusa(o), sem direção, emergida(o) numa escuridão sem sentido —
talvez seja o momento de olhar para dentro em vez de esperar que algo caia de fora.

Algumas travessias não precisam ser solitárias.


Cida Medeiros

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O Rio da Alma: Navegando as Curvas da Vida

Desperte a Semente: Sua Força no Solo da Vida

O Rio da Alma: Navegando as Curvas da Vida com Presença e Consciência

 


O Rio da Alma: Navegando as Curvas da Vida com Presença e Consciência


A vida frequentemente nos lembra de que não existe um caminho reto, previsível, ou com certeza absoluta. Ela é mais como um rio que serpenteia, com águas calmas e trechos turbulentos — transições que muitas vezes parecem imprevisíveis, abruptas e difíceis de atravessar.

Quando estamos nessa jornada, é comum sentir medo das curvas que se aproximam, insegurança diante das corredeiras inesperadas, ou a sensação de estar sendo arrastada(o) sem saber para onde. Essa experiência não é uma falha de caráter nem sinal de fraqueza — é a expressão viva de um sistema nervoso que está reagindo ao desconhecido.

A neurociência do trauma, como estudada por Bessel van der Kolk, nos mostra que experiências emocionalmente intensas ficam “registradas” no corpo, influenciando nossa forma de reagir, de sentir, de antecipar o perigo. O que muitas vezes sentimos como “medo do desconhecido” não é só uma metáfora: é o corpo inteiro trazendo à tona padrões antigos de regulação neurológica.

Stephen Porges, na Teoria Polivagal, nos explica que esses estados são respostas adaptativas do sistema nervoso diante de ameaça percebida. E é justamente nesses momentos que o “rio da alma” parece nos desafiar mais fortemente — porque nossa ansiedade, nosso congelamento ou hiperatividade não são erros, mas tentativas do organismo de proteger o indivíduo.

O convite, então, não é resistir às curvas ou tentar controlar cada trecho do rio.
Ele é para estar presente com o que acontece agora.

Essa presença — esse olhar atento para o próprio corpo, emoções e pensamentos — é o que permite que você navegue as curvas com mais segurança, mesmo que elas pareçam assustadoras.

Na psicologia analítica de Carl Jung, essa travessia é também uma jornada de individuação: a alma não busca caminhos fáceis, mas caminhos verdadeiros. Ela nos chama para sair do automático e entrar em contato com o centro da própria experiência — o eixo entre Ego e Self.

Cada curva, cada mudança de leito, cada correnteza que você atravessa é também uma oportunidade de:

  • sentir suas emoções sem fugir delas

  • reconhecer padrões que sempre te trouxeram de volta ao mesmo lugar

  • compreender o que é reação e o que é escolha consciente

  • aprender a contar com sua própria capacidade de adaptação

  • restabelecer presença no corpo e na mente

Não se trata de suprimir o medo, a incerteza ou a dor.
Trata-se de reconhecer que esses estados também têm uma mensagem, uma função adaptativa — e de aprender a responder desde o centro da sua consciência, não a partir de velhas respostas automáticas.

A vida não é um rio a ser controlado.
É um rio em que aprendemos a navegar com presença, consciência e responsabilidade.
E só é possível atravessar as curvas quando aprendemos a nos tornar navegadores de nós mesmos — e não apenas passageiros.


Cida Medeiros

Desperte a Semente: Sua Força no Solo da Vida


Desperte a sua Semente: Força interior no solo da vida

 



Desperte a sua Semente: Força interior no solo da vida



Em cada pessoa vive uma semente — um potencial de presença, clareza e força que muitas vezes não se manifesta até ser confrontada pelas curvas da vida. Às vezes o solo parece árido, marcado pela dor, pelo medo, pela frustração ou pelo vazio. Nesses momentos, não é a falta de força que nos detém; é a ausência de presença.

Você já se perguntou o que falta para que a sua semente interna não apenas sobreviva, mas floreça em presença consciente? O que, em você, precisa ser nutrido para que sua força emerja de forma clara, integrada e alinhada com sua verdade?

Do ponto de vista da neurobiologia do trauma, o solo da vida — o terreno onde uma pessoa cresceu — influencia profundamente como o sistema nervoso responde às experiências. Padrões antigos de sobrevivência podem se tornar armadilhas que impedem a plena expressão da vida. 

A psicologia profunda (como Carl Jung nos convida a pensar) sugere que dentro de cada um de nós existe um centro de consciência — um núcleo que aguarda ser conhecido e integrado. Esse centro não está em algum lugar místico fora de você: ele está no corpo que sente, na consciência que observa e na atenção que aprende a permanecer no presente.

Quando aprendemos a sentir o nosso corpo — a perceber a respiração, a tensão, a presença de nós mesmos — começamos a transformar a imagem abstrata de “luz” em experiência concreta de presença. A luz não vem de fora. Ela surge quando percebemos que o nosso terreno interno pode ser preparado — através de atenção, regulação do sistema nervoso, cuidado com as emoções e reconhecimento das crenças profundas que moldaram nossa maneira de viver.

Essa semente interna desperta quando:

  • aprendemos a acolher nossas emoções em vez de evitá-las

  • reconhecemos que medo e paralisia não significam fraqueza

  • observamos como padrões antigos se expressam no corpo

  • estabelecemos uma relação de presença com nós mesmos

Ao invés de buscar a resposta em algo externo — fórmulas prontas, explicações simplistas ou “luzes” idealizadas — a transformação começa quando você começa a reconhecer:

o solo que precisa ser nutrido não é fora de você…
é dentro de você.

E a força que está esperando para brotar não é uma imagem distante…
é sua própria capacidade de perceber, sentir e responder com consciência.

Se isso ressoa com você, talvez seja o momento de cultivar essa semente — com presença, com ciência, com atenção e com responsabilidade.

Algumas travessias não precisam ser solitárias.


Cida Medeiros


Amor e Abundância: Conexões Poderosas

 

"É muito bom para mim aceitar a prosperidade e o dinheiro em minha vida porque eu estou impelida pelas forças do amor."



"Você já parou para pensar que a verdadeira prosperidade, aquela que preenche a alma e se reflete na vida material, pode ser impulsionada pela força mais poderosa que existe: o amor? Para mim, aceitar a prosperidade e o dinheiro não é apenas bom, é um reflexo desse movimento constante de amor que pulsa dentro e fora.

Muitas vezes, crescemos com crenças limitantes sobre dinheiro e abundância, como se fossem incompatíveis com nossa essência mais elevada. Mas imagine por um momento: e se o fluxo financeiro for apenas mais uma forma de energia, capaz de potencializar o bem, de expandir oportunidades e de manifestar seus sonhos mais profundos?

Quando nos permitimos viver essa prosperidade autêntica, movidos por um propósito maior – seja ele o desejo de ajudar, de criar, de inovar, ou simplesmente de viver uma vida plena e feliz – o dinheiro se torna um instrumento de transformação. É a neurociência moderna mostrando como nossa mentalidade molda a realidade, e o comportamento alinhado ao amor abre portas inesperadas.

..Esta não é uma jornada apenas de "ter", mas de "ser". Ser abundante, ser grato, ser amor. E nesse processo, a família e os traumas passados podem, surpreendentemente, se tornar pontos de partida para um novo ciclo de cura e realização. O apego a velhas crenças cede espaço para a flexibilidade e a aceitação do que a vida tem de melhor a oferecer.

Se essa mensagem tocou a sua alma e você percebe que, talvez, existam crenças limitantes operando nos bastidores da sua própria vida – aquelas que sutilmente bloqueiam o fluxo da sua prosperidade e da sua felicidade autêntica –, eu te convido a um mergulho ainda mais profundo.

Como terapeuta holística especializada em desvendar os mistérios das crenças que nos moldam, sei que a verdadeira transformação começa quando olhamos para dentro. É nesse mergulho interno que percebemos as raízes que nos prendem e, juntos, podemos ressignificá-las, abrindo caminho para uma nova perspectiva e uma vida de abundância e liberdade.

Que tal dar o primeiro passo para investigar suas próprias crenças e mudar sua perspectiva? Se você sente o chamado para desvendar essas interconexões profundas entre o seu mundo interno e a prosperidade externa, convido você a explorar mais o nosso conteúdo e, quem sabe, agendar um momento para conversarmos. Sua jornada de realização plena pode começar agora. Estou aqui para te guiar!"


Cida Medeiros


Novo Endereço

Olá querido leitor

Você que chegou até aqui, bem vindo!

Quero dizer que os atendimentos além de serem on-line de qualquer lugar do mundo, aqui em São Paulo atendo precencial no espaço natureza do Ser.

Um local muito incrível e agradável no Planalto Paulista.

Você é bem vindo

Se desejar marcar uma consulta, mande uma mensagem.

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Cida Medeiros 

Atendimentos Individuais


Olá!
Faz tempo que não veio por aqui.
Passando pra dizer, que estou bem e que fiquei mais nos atendimentos individuais.
Ainda estou, mais disponível para os atendimentos dessa natureza.
Observo que as pessoas estão precisando muito desse momento de acolhimento.
Alguns clientes, antigos que já fizeram varias vivencias, cursos, e tantos outros, estão se recuperando de perdas, vivendo lutos, precisando de uma escuta mais amorosa, acolhedora para ajudar a refazer o que a vida demandou de maneira tão inesperada para alguns e talvez esperada por outros, mas nunca fácil.

A Terapia tem essa beleza, essa contribuição.

A bagagem que carrego esta na bolsa, com muitas ferramentas para ajudar.

Se sentir que esse é seu momento,

Entre em contato, podemos conversar e você poderá marcar algumas seções ou fazer um processo terapêutico.

Quando abrir novos cursos ou vivencias em grupo, passo aqui para dar noticias.

Essa foto é um momento de pausa.

Desejo que estejas Bem!

Cida Medeiros


 

Quando a psique carrega marcas profundas




Quando a psique carrega marcas profundas: limites, trauma infantil e pontes possíveis entre Jung e Bert Hellinger

Existem dores que não pedem explicação.
Pedem respeito.

Traumas de abuso na infância não são apenas eventos do passado — eles deixam marcas profundas na psique, no corpo, nas relações e no modo como o indivíduo se sente autorizado a existir. Nem tudo pode ser tocado de uma vez. Nem tudo pode ser nomeado imediatamente. Há tempos internos que precisam ser honrados.

Na clínica, ignorar esses limites pode significar reviver a violência — ainda que com boas intenções.

Por isso, mais do que escolher uma abordagem “certa”, talvez o caminho seja construir pontes conscientes entre saberes, respeitando o que cada um pode oferecer — e, principalmente, o que o paciente pode sustentar.

Jung e o respeito às profundezas da psique

Na Psicologia Analítica, Carl Gustav Jung compreendia a psique como um território profundo, simbólico e autônomo. Para Jung, conteúdos traumáticos — especialmente os vividos precocemente — tendem a se organizar no inconsciente como complexos, carregados de forte carga afetiva.

Esses complexos não se dissolvem pela força.
Eles pedem escuta, simbolização e tempo.

O processo de individuação, nesse sentido, não é um empurrão rumo à verdade, mas um movimento gradual de integração. Quando há abuso infantil, o Self costuma se proteger fragmentando a experiência. A dissociação, o silêncio e o esquecimento parcial não são falhas — são estratégias de sobrevivência da psique.

Respeitar isso é ético.
Ignorar isso é invasivo.

Bert Hellinger e o olhar sistêmico sobre o sofrimento

Já a abordagem sistêmica de Bert Hellinger nos convida a ampliar o campo de visão. Hellinger não olha apenas para o indivíduo, mas para os campos relacionais e transgeracionais nos quais ele está inserido.

Nos casos de abuso, esse olhar pode revelar algo fundamental:
muitas vezes, o trauma individual está imerso em dinâmicas familiares mais amplas, como segredos, exclusões, repetições de violência, inversões de papéis ou destinos interrompidos.

O movimento sistêmico, quando bem conduzido, não busca explicação racional nem exposição da dor. Ele busca ordem, pertencimento e reconhecimento do que foi.

E aqui surge um ponto essencial de ponte — e não de conflito.

Onde as abordagens podem se encontrar (com cuidado)

O risco não está na abordagem.
Está no uso sem critério.

Em situações de abuso infantil, o movimento sistêmico não deve forçar reconciliações, nem conduzir a frases ou gestos que ultrapassem os limites psíquicos do indivíduo. Jung já alertava: não se deve confrontar conteúdos inconscientes sem que haja estrutura egoica suficiente para sustentá-los.

Por outro lado, quando respeitado o tempo interno, o trabalho sistêmico pode ajudar de formas muito específicas e potentes:

  • trazendo reconhecimento simbólico da injustiça vivida

  • devolvendo responsabilidades a quem pertence

  • interrompendo lealdades invisíveis ao sofrimento

  • ajudando o indivíduo a sair do lugar de “destino familiar”

Nesse ponto, Jung e Hellinger se encontram:
ambos compreendem que há forças maiores do que a vontade consciente atuando na psique e nas relações.

Respeitar limites também é terapêutico

Nem todo paciente está pronto para olhar o sistema.
Nem todo sistema pode ser acessado sem riscos.
E nem todo silêncio precisa ser quebrado.

Há momentos em que o trabalho precisa ser intra-psíquico antes de ser sistêmico. Em outros, o campo sistêmico oferece um alívio que a palavra ainda não alcança.

Criar pontes entre abordagens não significa misturá-las indiscriminadamente — significa discernir quando, como e para quem cada movimento é possível.

A verdadeira ética terapêutica nasce desse cuidado.

Um fechamento necessário

Traumas de abuso na infância exigem algo fundamental:
presença sem invasão.

Quando Jung nos ensina a escutar os símbolos da psique, e Hellinger nos convida a reconhecer os movimentos do campo, ambos apontam para a mesma direção:
a cura não acontece pela força — acontece quando o sofrimento é visto, respeitado e colocado em um lugar onde ele não precise mais governar a vida.

Não se trata de escolher lados.
Trata-se de honrar a complexidade da alma humana.


📚 Referências de base

  • Jung, C. G. Aion: Estudos sobre o simbolismo do si-mesmo. Vozes.

  • Jung, C. G. Os complexos e o inconsciente. Vozes.

  • Hellinger, B. Ordens do Amor. Cultrix.

  • Hellinger, B. A Simetria Oculta do Amor. Cultrix.

  • Stein, M. Jung: O mapa da alma. Cultrix.



Constelação Familiar com Cida Medeiros

O mar e seus mistérios a perder de vista.

Em Sintonia com o Movimento do Espirito, vamos mergulhar na profundidade dessa vivência:

Constelação Familiar em Grupo

Domingo

28/11/21

Das 15 às 19 

Informe-se!


A vivência vai acontecer nesse domingo! Com. Apoio: @vocenofluxo !


Um Pensamento de Bert:

A PROFUNDIDADE

Pensamentos profundos, sentimentos profundos, compreensão profunda induzem em nossa alma um movimento que vai para baixo, para as profundezas, em direção ao nosso centro.
Nós sentimos esse movimento como recolhimento. Ele também se manifesta na expressão do rosto. É como se algo fosse retirado da superfície, arrastando consigo algo mais em direção à profundidade do recolhimento. Quanto mais esse movimento se aprofunda, tanto mais podemos recolher-nos nele. 

Pensamentos somente são profundos quando provêm de um recolhimento profundo e induzem em outras pessoas o mesmo movimento para a profundidade. Também os sentimentos profundos nos levam a essa profundidade. Por serem profundos, também são centrados.

Quando outras pessoas são tomadas por esse sentimento profundo, nós nos detemos, sentindo também em nós esse movimento em direção à profundidade do recolhimento. Por esta razão, guardamos distância na presença desses sentimentos e permanecemos recolhidos. 

Também o entendimento profundo leva ao recolhimento e decorre dele. Nesse entendimento algo se concentra em profundidade. Por isso, ele é, não apenas profundo, mas também rico e pleno. 


Fonte:
HELLINGER, Bert. Pensamentos a Caminho. Atman, 2005, Newton de Araújo Queiroz, 1° edição. Texto "A profundidade".


Cida Medeiros
Facilitadora de Constelações Familiares e Terapeuta

 

A Faxina da Alma: Como o Ho'oponopono Transforma o Caos em Paz Interior

Pessoa em momento de meditação e introspecção banhada por uma luz suave de entardecer, transmitindo uma sensação de paz, limpeza energética e serenidade.


A Faxina da Alma: Como o Ho'oponopono Transforma o Caos em Paz Interior


Sabe aquela sensação de carregar um peso invisível no peito? Um incômodo que parece não ter motivo claro, mas que drena a nossa energia e deixa os dias cinzentos?


Se você chegou até aqui, é muito provável que saiba exatamente do que estou falando. Nós passamos grande parte da vida tentando resolver o que nos perturba olhando para fora: culpando circunstâncias, tentando consertar os outros ou buscando respostas racionais para dores que pertencem, na verdade, ao campo sutil da alma.


Mas e se eu te disser que a chave para dissolver todo esse ruído não exige esforço externo, mas sim um mergulho profundo para dentro? É sobre isso que eu quero conversar hoje: a arte memorável e transformadora do Ho'oponopono.


O Que É o Ho'oponopono e Como Ele Funciona na Prática?

Para além das quatro frases famosas (Sinto muito, Me perdoe, Sou grato, Eu te amo), o Ho'oponopono é, antes de mais nada, uma ferramenta de limpeza de memórias.


A premissa fundamental dessa filosofia é libertadora e, ao mesmo tempo, desafiadora: 100% da nossa realidade é criada por memórias repetitivas gravadas no nosso inconsciente. O que nos perturba hoje — seja um conflito, uma angústia ou um medo — não é a realidade em si, mas uma gravação antiga do passado que insiste em rodar na nossa tela mental.


Fazer Ho'oponopono não é repetir mantras de forma robótica para "afastar" o problema. É um ato profundo de responsabilidade e rendição. É reconhecer: "Isso está dentro de mim, e eu posso soltar". Ao fazer a limpeza, você para de brigar com a vida e permite que o Divino (a inteligência maior do universo) limpe essas memórias, transformando o peso da perturbação em paz genuína.


O Trabalho Interno: Conexão, Respiração e a Energia do Mana

O Ho'oponopono verdadeiro é um trabalho interno que exige uma sintonia fina entre diferentes instâncias do nosso ser. Para que a limpeza aconteça de forma profunda, precisamos nos conectar com a nossa essência divina e, principalmente, com o nosso Eu Básico (a nossa mente subconsciente, guardiã de todas as memórias).


No processo original, essa conexão é potencializada através de dois elementos fundamentais:


  1. A Respiração Ha (Geradora de Mana): Antes de iniciar a limpeza, a respiração consciente e compassada é o que nos permite capturar o mana (a força vital universal). Respirar de maneira específica acalma o corpo, centra a mente e fornece o combustível energético necessário para que o Eu Básico realize o trabalho de liberação junto à Divindade.

  2. A Profundidade da Limpeza (Os Doze Passos): Quando nos deparamos com bloqueios mais densos ou recorrências que parecem não ceder, podemos ativar os doze passos do Ho'oponopono. Trata-se de um protocolo de purificação mais amplo e estruturado, que reorganiza camadas profundas da nossa história e nos reconecta com o estado de zero — o espaço onde a inspiração e a paz habitam.

É um processo incrivelmente simples, mas dotado de um poder extraordinário. Não requer rituais complexos, apenas a coragem de sentar consigo mesmo, respirar e deixar ir.


Conclusão: O Convite ao Silêncio

Limpar as memórias não significa que os desafios do mundo vão desaparecer milagrosamente da noite para o dia, mas muda completamente a forma como você dança com a vida. Quando você limpa o que te perturba, o espaço que antes era ocupado pelo caos é preenchido por uma paz silenciosa e inabalável.


Agora, eu te pergunto: Qual é a memória, o peso ou a preocupação que você está pronto(a) para soltar e transformar em paz neste exato momento?


Deixe seu comentário aqui embaixo, vamos conversar sobre isso. 🍃


Cida Medeiros


A Dança do Perdão: Como o Ho’oponopono Desata os Nós da Alma por Dentro



A imagem retrata uma garrafa de vidro azul sob a luz do sol, evocando a serenidade da água solarizada e a atmosfera de purificação, silêncio e paz interior propostas pela prática do Ho’oponopono.


A Dança do Perdão: Como o Ho’oponopono Desata os Nós da Alma por Dentro


Quantas vezes você já se pegou travado em um ciclo de conflitos, remoendo palavras ásperas, tensões em relacionamentos ou aquela sensação incômoda de que o mundo lá fora está conspirando contra a sua paz? A tendência automática do intelecto é apontar o dedo, buscar culpados e tentar consertar a engrenagem externa através da força e da razão. Mas e se o segredo para transformar a sua realidade estivesse em um lugar totalmente inesperado?

Nas antigas tradições do Havaí, compreendia-se que todos os problemas nascem nos emaranhados dos pensamentos. Não o pensamento em si, mas a carga de memórias dolorosas, desamores e ruídos emocionais que carregamos como um fardo invisível. É exatamente aqui que o Ho’oponopono desperta como uma chave silenciosa e profunda para a liberdade. Em havaiano, Hoo significa causa e Ponopono significa perfeição. A prática consiste em fazer o correto para o próprio Ser, limpando o terreno da mente para retornar ao estado original de inteireza e clareza.

A premissa desta sabedoria ancestral é desafiadora para a mente racional: a responsabilidade total. Assumir a totalidade da própria vida significa compreender que tudo o que entra no seu campo de experiência — seja uma circunstância desafiadora, um desentendimento ou uma turbulência externa — ressoa com algo que habita no seu próprio universo interno, como um reflexo de memórias que pedem libertação. Quando você tenta consertar o outro ou lutar contra o espelho, o conflito se expande. Quando você volta o olhar para dentro e diz, com sinceridade e entrega: “Sinto muito. Por favor, me perdoe. Sou grato. Eu te amo”, a mágica da transmutação acontece.

Você não precisa entender cada engrenagem de forma lógica ou racional para que a cura aconteça. Assim como navegar pela internet exige apenas que você clique para baixar uma informação essencial, o Ho’oponopono conecta a mente consciente à Fonte Universal, permitindo que a energia do Amor incondicional dissolva toxinas emocionais e preencha a página em branco com pura luz.

Experimente pausar hoje. Respire fundo, olhe para os nós que parecem apertar o seu caminho e pergunte-se em silêncio: O que há em mim que criou ou atrai esta circunstância? Deixe que o fluxo do perdão e da reconciliação interna reorganize o seu mundo de dentro para fora, porque, à medida que você se cura, o seu entorno se transforma.

Cida Medeiros

Eu amo e sou grata 

Veja a Live: Sabedoria Kahuna será 12/05/2021 as 18:00 hs no Instagram