Bem Vindo ao Blog Cida Medeiros! Caleidoscópio do Saber com Cida Medeiros

Charlie Chaplin

Por Charles Chaplin

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.


E, então, pude relaxar.


Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.


Hoje sei que isso é... Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.


Hoje chamo isso de... Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.


Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável ... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.


De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.

Hoje sei que se chama... Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.


Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.


Hoje sei que isso é... Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e,com isso, errei muito menos vezes.


Hoje descobri a... Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o Futuro. 


Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.

Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.


Tudo isso é.... Saber viver!!!

"Não devemos ter medo dos confrontos... Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas."


(Desconheço a autoria)

A Porcelana do Rei

Achava-se, certa vez, Confúcio o grande filósofo, na sala do trono.

Em dado momento o Rei, afastando-se por alguns instantes dos ricos mandarins que o rodeavam, dirigiu-se ao sábio chinês e perguntou-lhe:

¾ Dizei-me, o honrado Confúcio: como deve agir um magistrado? Com extrema severidade a fim de corrigir e dominar os maus, ou com absoluta benevolência ¾ a fim de não sacrificar os bons?

Ao ouvir as palavras do soberano, o ilustre filósofo conservou-se em silêncio; passados alguns minutos de profunda reflexão, chamou um servo, que se achava perto, e pediu-lhe que trouxesse dois baldes ¾sendo um com água fervente e outro com água gelada.

Ora, havia na sala, adornando a escada que conduzia ao trono, dois lindos vasos dourados de porcelana. Eram peças preciosas, quase sagradas, que o Rei muito apreciava.

Preparava-se o servo obediente para despejar, como lhe fora ordenado, a água fervendo num dos vasos e a gelada no outro, quando o Rei, emergindo de sua estupefação, interveio no caso com incontida energia:

¾ Que loucura é essa ó venerável Confúcio! Queres destruir essas obras maravilhosas! A água fervente fará, certamente arrebentar o vaso em que for colocada; a água gelada fará partir-se o outro!

Confúcio tomou então de um dos baldes, misturou a água fervente com a água gelada e, com a mistura assim obtida, encheu os dois vasos sem perigo algum.

O poderoso monarca e os venerandos mandarins observaram atônitos a atitude singular do filósofo.

Este, porém, indiferente ao assombro que causava aproximou-se do soberano e assim falou:

¾ A alma do povo, ó Rei, é como um vaso de porcelana, e a justiça do Rei é como água. A água fervente da severidade ou a gelada da excessiva benevolência são igualmente desastrosas para a delicada porcelana; manda, pois, a Sabedoria e ensina a Prudência que haja um perfeito equilíbrio entre a severidade ¾ com que se pode castigar o mau, e a longanimidade com que se deve educar e corrigir o bom.

A Biologia do Silêncio: Onde o Mistério Encontra a Cura

Imagem atualizada em Jan 2026




A Biologia do Silêncio: Onde o Mistério Encontra a Cura

Julho de 2001

Os nossos sábios ancestrais nunca precisaram de eletroencefalogramas para entender o que hoje a neurociência começa a mapear: o silêncio é a linguagem da alma.

Muito antes da vida moderna acelerar nossos batimentos, já se sabia que o silêncio é a chave para acessar o éter universal. É nas pausas entre os pensamentos — naquele espaço sagrado onde a "mente macaco" finalmente descansa — que a Linguagem do Coração começa a falar.

Silenciar para Regular

Quando paramos a tagarelice mental e nos permitimos contemplar, estamos fazendo mais do que "meditar". Estamos sinalizando ao nosso sistema nervoso que o ambiente é seguro. No silêncio da noite ou no silêncio do dia, ativamos o nosso estado de engajamento social, permitindo que o corpo saia do modo de defesa e entre em ressonância com a Natureza.

Beber da Fonte: A Escuta que Indica o Caminho

Quando você se curva diante do Grande Mistério, você deixa de "tentar resolver" a vida apenas com o intelecto. Você passa a pulsar e reverberar na mesma frequência do Campo de Sabedoria. É nesse estado que a intuição floresce: você simplesmente sabe. É um saber que não vem dos livros, mas de beber diretamente da fonte.

A Sabedoria de Plantar e Confiar

A natureza não tem pressa, e ainda assim tudo se realiza. Se você plantou suas intenções e trabalhou suas questões, agora é o momento de permitir que o campo regue as novas sementes. O silêncio contém a força necessária para o brotar.

Confiar no tempo do campo é a maior prova de sabedoria. Deixe que a vida converse com você através dos sinais, dos perfumes e das pausas.

O caminho se revela para quem tem a coragem de silenciar.

Ahow!

Cida Medeiros




Passagem além da Índia


"Passagem além da Índia!


Ó, segredo da terra e do céu!


De vós, ó águas oceânicas! Ô regatos sinuosos!


De vós, ó florestas e campos!

De vós, possantes montanhas de minha terra!


De vós, ó planícies! De vós, rochas cinzentas!


Ó, manhãs rubras! Ó, nuvens! Ó, chuvas e neves!


Ó, dia e noite, passagem para vós!


Ó, sol e lua e para vós, estrelas! Sírius e Júpiter!


Passagem para vós!"

Walt Whitman

Do Cosmos ao DNA: O Reencontro com o Ser Multidimensional



Atualizado em 25/01/2026


Do Cosmos ao DNA: O Reencontro com o Ser Multidimensional

Maio de 2021

Existem momentos em nossa jornada em que o véu entre as dimensões se torna mais fino e somos inundados pela lembrança de nossa origem. Recentemente, me peguei refletindo sobre a nossa natureza como seres cósmicos e a eterna busca pela "outra metade".

A Ressonância da Mônada: O Que Está Fora Está Dentro

A lei de Hermes Trismegisto nunca foi tão atual. A neurociência hoje nos fala sobre a corregulação — a forma como nossos sistemas nervosos buscam sintonia uns com os outros. Mas, em um nível mais profundo, essa busca é o eco de nossa origem na Mônada Divina.

Nascemos da divisão de uma unidade e viajamos pelo cosmos colecionando experiências em inúmeras "moradas" estelares. O anseio pela "alma gêmea" que sentimos na Terra é, na verdade, a nostalgia biológica e espiritual dessa unidade perdida.

Relacionamentos Maduros e Maestria Interior

Viver um amor verdadeiro nesta dimensão humana exige mais do que química; exige autoconsciência. No campo das Constelações e da Escuta do Ser, percebemos que muitos sofrem não pela ausência do outro, mas pela desconexão de si mesmos.

Relacionamentos maduros são para seres que trilham o caminho da Maestria Interior. Quando não encontramos parceiros que ressoem nessa frequência, o "estar bem consigo mesmo" não é solidão, é plenitude. O sofrimento só surge quando baixamos nossa sintonia apenas para a carência humana.

A Multidimensionalidade como Caminho de Cura

Em minhas meditações ao longo de anos, tive o privilégio de contatar realidades que fogem ao entendimento comum. Nossa Multidimensionalidade Humana nos permite acessar campos de informação onde residem todas as memórias da criação.

Quando limpamos o caminho para o nosso Ser, a conexão com a Mônada se refaz. Nesse estado de presença, sentimos algo tão único que o sofrimento simplesmente não encontra espaço para existir. Despertar para o nosso Ser Cósmico é a maior graça que o Amor Divino pode nos conceder.

Somos viajantes em uma experiência transitória, mas com raízes fincadas na eternidade.

Se você sente esse chamado para reconectar-se com sua origem e limpar os bloqueios que impedem sua visão multidimensional, saiba que o universo está em constante expansão — e sua consciência também pode estar.

Assim falei,

Cida Medeiros




O Poder dos Resultados: Abraçando a Jornada e Sua Intuição


O Poder dos Resultados: Abraçando a Jornada e Sua Intuição

Quantas vezes nos pegamos presos à ideia de "fracasso"? Aquela sensação de que algo deu errado, que não alcançamos o esperado, e então a frustração se instala. Mas e se eu te dissesse que, na verdade, não existe essa coisa chamada fracasso? Existe apenas resultados. Sim, tudo o que acontece em nossa vida, cada experiência, cada desfecho, é um resultado que nos serve de alguma forma, mesmo que não consigamos ver a razão no momento.

Assumir Responsabilidade: O Primeiro Passo para o Crescimento

Essa perspectiva nos convida a um movimento poderoso: assumir responsabilidade. Não no sentido de culpa, mas de reconhecer nosso papel nos desdobramentos da vida. Quando compreendemos que os resultados são frutos de nossas escolhas e ações (ou da falta delas), ganhamos o poder de transformar. É um pilar da psicologia positiva, que nos convida a focar no que podemos controlar e influenciar, cultivando uma mentalidade de crescimento e resiliência.

Sabedoria Além do Entendimento: O Tesouro que Carregamos

E aqui reside uma grande verdade que muitas vezes ignoramos: é desnecessário entender tudo para ser capaz de usar tudo que se sabe. Pense nisso! Quantas vezes nos paralisamos por querer compreender cada detalhe, cada causa e efeito? A vida é um rio que flui, e nem sempre precisamos saber a nascente de cada correnteza para navegar por ela. A sabedoria está em confiar na sua bagagem interna, nos seus aprendizados, mesmo aqueles que residem no campo do inconsciente ou da pura intuição.

Pessoas e Propósito: A Força do Serviço e da Conexão

E no centro de tudo isso, está a interconexão. As pessoas são seus maiores recursos. Nossas relações, os encontros, as trocas, são fontes inesgotáveis de aprendizado, apoio e inspiração. E quando nos colocamos em um estado de serviço, quando nosso trabalho e nossas ações visam contribuir com algo maior, a mágica acontece. É como se o universo conspirasse a nosso favor: quando você está a serviço, tudo move-se ao seu encontro. Há uma energia que se alinha, uma sincronicidade que se manifesta, porque você está vibrando em um propósito maior.

A Voz Silenciosa da Alma: Confie, Acredite, Entregue-se

Nesse caminho de descobertas e entregas, há uma voz que sussurra as respostas mais profundas: sua intuição. Ela é o seu guia mais fiel, um GPS interno que capta nuances que a lógica muitas vezes ignora.

Por isso, o convite final é um mergulho na essência da sua existência:

Ouça sua intuição. Acredite. Confie. E Entregue-se.

Entregar-se não é desistir, mas sim confiar no fluxo da vida, na sua capacidade de lidar com os resultados, sejam eles quais forem. É um ato de coragem e fé no seu próprio processo. Permita-se ser guiado por essa sabedoria interior. Se você sente que essa conexão com sua intuição precisa ser mais forte, ou que a responsabilidade sobre seus resultados ainda é um peso, saiba que estou aqui para te acompanhar nessa jornada de autodescoberta. Acredite no poder que reside em você.


Cida Medeiros


A dor do não vivido.


(Carlos Drummond de Andrade)

 Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas,
Mas das coisas que foram sonhadas
E não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
Apenas agradecer por termos conhecido
Uma pessoa tão bacana,
Que gerou em nós um sentimento intenso
E que nos fez companhia por um tempo razoável,
Um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
O que foi desfrutado e passamos a sofrer
Pelas nossas projeções irrealizadas,
Por todas as cidades que gostaríamos
De ter conhecido ao lado do nosso amor
E não conhecemos,
Por todos os filhos que
Gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
Por todos os shows e livros e silêncios
Que gostaríamos de ter compartilhado,
E não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
Pela eternidade.

Sofremos não por que
Nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
Mas por todas as horas livres
Que deixamos de ter para ir ao cinema,
Para conversar com um amigo,
Para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
É impaciente conosco,
Mas por todos os momentos em que
Poderíamos estar confidenciando a ela
Nossas mais profundas angústias
Se ela estivesse interessada
Em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
Mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
Mas porque o futuro está sendo
Confiscado de nós,
Impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
Todas aquelas com as quais sonhamos e
Nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
Mais me convenço de que o
Desperdício da vida
Está no amor que não damos,
Nas forças que não usamos,
Na prudência egoísta que nada arrisca,
E que, esquivando-se do sofrimento,
Perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade