A Espiral da Cura: O que aprendemos com a História?
Fevereiro de 2001
Às vezes, olhar para trás é a única maneira de entender para onde estamos correndo. Existe uma ironia fina na evolução do cuidado com a saúde que nos faz refletir: estamos avançando ou apenas andando em círculos?
A Breve História da Medicina:
500 d.C. – "Coma esta raiz e você ficará são.
1000 d.C. – "Raiz é coisa de pagão. Faça uma oração a Deus que está no céu.
1792 d.C. – "Quem reina é a razão. Tome, pois, esta poção."
1917 d.C. – "Poção não resolve. Tome este comprimido."
1950 d.C. – "Comprimido não cura. Tome antibiótico."
2002 d.C. – "Antibiótico em excesso não é recomendável. Use esta raiz."
O Crivo Analítico: Onde estamos hoje?
Minha crítica aqui não é à ciência — que salvou milhões de vidas com antibióticos e tecnologia — mas à medicalização sistemática. Fomos ensinados a entregar a responsabilidade da nossa saúde a uma pílula, ignorando que o corpo é um ecossistema complexo que responde ao ambiente, aos traumas e às nossas emoções.
Sabemos que a vida moderna nos privou das condições ideais. Nem todos temos hortas ou o tempo necessário para o cultivo do bem-estar pleno. É aqui que entra a importância do equilíbrio e da consciência.
Do Comprimido à Escuta do Ser
Se em 2001 voltamos a recomendar a "raiz", é porque percebemos que a cura real exige uma conexão com a nossa biologia original. Mas não basta trocar o comprimido pelo chá se não mudarmos a frequência interna.
A verdadeira "raiz" da nossa saúde reside na regulação do nosso sistema nervoso. Quando estamos em paz e conectados com nossa essência, nosso sistema imunológico — aquele que o Dr. Sabbatini descreveu como sendo modulado pela mente — trabalha ao nosso favor.
A medicação tem seu lugar de honra na urgência, mas a saúde sustentável nasce na Escuta do Ser. É preciso discernimento para saber quando o corpo precisa de um suporte químico e quando a alma pede uma constelação, um silêncio ou um retorno ao natural.
Que possamos usar a razão sem perder a conexão com o sagrado da natureza.
Cida Medeiros
Terapeuta a Escuta do Ser
