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O que é Huna?

Que é Huna ?


Max Freedom Long publicou seu primeiro relato da investigação sobre Huna, chamou-o de "Recuperando a Magia Antiga" e usou o termo "Ciência Secreta" ao referir-se ao sistema.


Quando Max foi para o Havaí como professor em 1917, como a idade de 27 anos, já tinha trabalhado com TEORIAS, filosofias e DOGMAS. Estava então pronto para um método que AGISSE.


Quando ouvia as estórias sobre como andar na lava e cura instantânea, não notava nenhuma TEORIA, nenhum DOGMA, mas somente algo a ser feito - algo que FUNCIONAVA !


A história dessa investigação que abrangeria mais de 50 anos de vida dele está narrada no livro "Ciência Secreta em Ação", "Milagres da Ciência Secreta" que nos dão uma descrição das bases do sistema.


Huna é prática,um método, uma ferramenta construída de um sistema psicofilosófico, cujo arcabouço de referência é baseado em antigas idéias havaianas.


Huna é uma FORMA DE VIDA porque nos permite viver eficazmente, com felicidade, e saudáveis.


É uma ferramenta que deve ser USADA.


A Huna não é pensamento positivo, mas inclui o ponto de vista positivo e elimina o negativo.


O pensamento positivo às vezes age e muitas vezes não e a Huna explica porque age e o que está errado quando não age.


A Huna não é um método de meditação, mas a meditação pode ser uma ferramenta usada para conseguir a cooperação do eu básico.


A PSICOFILOSOFIA Huna não é um sistema xamãnico, embora exista o xamanismo havaiano.


Não usa incantações ou rituais secretos.


Mas mostra a base disso, quando usada por alguém e o que está por detrás dos rituais e dos princípios que podem ser usados, derivados dos rituais tradicionais.


A Huna tem muitas coisas parecidas com outros sistemas esotéricos.


Os havaianos (polinésios) sabiam disso há mais de 5.000 anos, quando Freud e Jung ainda nem tinham sonhado em nascer !


E não só conheciam as partes da mente, mas sabiam como integrá-las e fazê-las trabalhar corretamente, alinhadas, para que pudessem levar uma vida harmoniosa e equilibrada, que era o normal para eles.


A Filosofia Huna é um pensamento estruturado por principios e práticas que norteiam a visão dos Kahunas ou dos seus seguidores.


Max Freedom Long é o percursor dos ensinamentos dos Kahunas e promove a filosofia dos Kahuns através da Huna que é um pensamento filosofico baseado nos sete principios.


Cida Medeiros

Resolução de Conflitos pela Huna

Bem-vindo Subconsciente - Graças ao Ho´oponopono

Por Jens Weskott: http://hopurl.com/47838

Como todo conhecimento, a Sabedoria Huna evoluiu e incorporou mudanças. Entre outras coisas, isso vale para a tradicional técnica de resolução de conflitos Ho'oponopono. A veneranda kahuna Morrnah Simeona, que lecionou na Universidade de Havaí, concentrou-se nos conflitos interiores das pessoas. Colocou o foco no papel relevante do subconsciente e seu contato - através do Supraconsciente - com a Divindade.

Acima dos três níveis da mente - subconsciente (unihipili), consciente (uhane) e Supraconsciente (Aumakua) - reafirmou a presença e a ação da Divindade na condução de uma vida harmoniosa. Enquanto à vontade, ao ego e ao longamente enaltecido consciente era retirado seu papel de controlador.

Revolução? Não, evolução em direção a uma psicologia espiritual diferente. Antes de falecer em 1982, Morrnah deu cursos e apresentou sua psicologia nas Nações Unidas. A fundação por ela criada está hoje a cargo de Ihaleakala Hew Len, Ph.D., formado em psicologia pela Universidade de Lowa.

O ponto de partida é a constatação que nosso subconsciente está sobrecarregado por memórias repetitivas, um processo que segundo Morrnah já começou muitas gerações atrás e causa os problemas pessoais atuais. Limpar - e transmutar - tais memórias é uma tarefa que o consciente pode pedir à Divindade, a fim de voltar ao 'estado zero´ou 'vazio' do subconsciente.

É próprio do subconsciente que esse 'vazio' pode ser ocupado seja por memórias ou por inspiração. Paralelamente à nova visão do subconsciente, há uma reavaliação da mente consciente. O Dr. Len o diz assim: "Sua mente consciente tenta entender tudo. Mas ela somente percebe 15 bites de informação enquanto há 15 milhões de bites circulando em cada instante. Sua mente consciente não tem nem idéia do que realmente está acontecendo".

O intelecto, a mente consciente, acredita ser o solucionador de problemas. No livro 'A Ilusão de Quem Usa: Reduzindo o tamanho da Consciência', o jornalista científico Tor Norretranders traça uma imagem diferente da consciência. Cita estudos e pesquisas, particularmente do prof. Benjamin Libet, da Universidade da Califórnia em São Francisco, revelando que as decisões são tomadas antes que a consciência as faça. E que o intelecto não é ciente disso, acreditando ser é apenas ele que decide.

Nas palavras do Dr. Len, a mente consciente não tem o controle sobre o que é experimentado. Inspiração e memória ditam o que a mente consciente experimenta. Insiste, então, em pedir à Divindade sem parar para transmutar as memórias. E cita exemplos ilustres: transmutar ao vazio (Budha), ao limpo (Shakespeare), à pureza (Jesus) e ao silêncio (Goethe). Segundo ele, essa é nossa única tarefa. Não é preciso fazer mais nada além de limpar, apagar, apagar.
"Busque primeiro o Reino (o vazio/limpo/ pureza/ silêncio) e o tudo restante (Inspiração) será acrescentado automaticamente."
Essa psicologia transformadora vem do mesmo Havaí que abrigou gerações de xamãs kahunas agindo em segredo. Mas, quão diferente é a versão atual! Houve uma mudança radical desde suas remotas origens até os nossos dias. O subconsciente, tão execrado por Freud e seus fiéis sucessores, virou um membro nobre da casa humana! Sim, é ele que comanda o semáforo. Deixa abrir a caixa de memórias a fim de que seja, simbolicamente, limpa. O consciente pode continuar achando que é ele quem toma as decisões. Mera ilusão. Sujeito a enganos, ele deixa de ser confiável.

Surge aqui um novo ser humano, desprendido, purificado, renovado, à espera de ser plasmado pela Divindade de iluminação ou, nos termos do novo Ho'oponopono de Identidade Própria, um subconsciente impregnado pela Intuição, e não mais vítima das memórias repetitivas.

Diferente do caminho Huna tradicional, não é mais o intelecto que planeja metas concretas. O Dr. Len afirma que "limpar visando um resultado não funciona". O praticante de Ho'oponopono Al McAllister, autor de e-book do mesmo nome, comenta: "Mas quando você limpa por limpar, pode ser agradavelmente surpreendido pelo que a Divindade escolher como resultado para você. Isso libera a mente consciente de ter que decidir o que deve ou não ser limpo.

Com o Ho'oponopono estamos assumindo a responsabilidade pelas memórias em comum que compartilhamos com outras pessoas. O intelecto não tem capacidade de assimilar e avaliar toda a informação que se apresenta em relação a qualquer problema, portanto, não sabemos o que está acontecendo em momento algum.

Quando dizemos à Divindade: 'Se há algo em mim que estou vivenciando as pessoas de um determinado modo, quero liberar essas coisas: ao se liberar essas coisas, mudamos nosso mundo interior, e isso em contrapartida faz com que o mundo inteiro mude".

Cita o Dr. Len: 'Ao aparecer um problema, o intelecto sempre busca alguém ou alguma coisa para culpar. Continuamos procurando lá fora (de nós) a origem de nossos problemas. Não percebemos que a origem está sempre dentro de nós'.

Morrnah Simeona, a professora do Dr. Len, ensinava que 'nós estamos aqui somente para trazermos paz para nossa própria vida, e se trazemos paz para nossa própria vida, tudo em nossa volta encontra seu próprio lugar, seu próprio ritmo de paz', e isso é tudo que é Ho'ponopono.

De acordo com o Dr. Len, 'Ho'oponopono é sobre se entregar e confiar,
porque resultados são trabalhos do intelecto. Expectativas são somente memórias se repetindo, e nada na vida acontece acidentalmente. É a Divindade que está orquestrando os eventos, e nosso trabalho é estar em paz'.

'Se insistimos em determinar metas, precisamos estar sempre limpando para aceitarmos se soltar e permitir que nossa vida siga o caminho a ser seguido. Se somos inflexíveis, e temos nossa mente em somente uma meta, perdemos as muitas oportunidades (Inspirações) que provém do Divino'.

Dr. Len: 'É imperativo realizar que a pessoa que pratica o processo Ho'oponopono não está curando, e sim que o Ho'oponopono é o processo de se permitir que a Divindade, que criou tudo e sabe de tudo, cancele as memórias que vivenciamos como problemas'.

O Dr. Len continua dizendo que 'somos todos Seres Divinos, mas a mente só pode servir a um mestre de cada vez. Pode servir as memórias repetindo os problemas, ou pode servir a Divindade que são as Inspirações'.

'O intelecto tem esta escolha: pode funcionar comandado pelos problemas, ou pode funcionar comandado por Inspiração'.

'O processo Ho'oponopono só precisa de uma pessoa: A Paz começa comigo. E com ninguém mais. Todos querem estar em sintonia consigo mesmo, e só quando conseguirem poderão cumprir seu destino".

Jens Weskott é pesquisador, autor, renomado especialista em Huna.

A Tolerância sob o enfoque Huna

Esse material que me chega é fruto de um trabalho digno de nota realizado por Sebastião de Melo e que posto aqui no meu blog para poder deixar disponivel esse conhecimento ao maior numero de pessoas que cheguem até aqui.
Grata por Sebastião Melo por esse excelente trabalho.
Aloha!
Cida Medeiros

A Tolerância sob Enfoque Huna

Ao estudar a tolerância sob o enfoque Huna, não poderíamos iniciar este
trabalho sem antes avaliar a situação de nosso mundo atual, que faz do
intolerantismo a base das atitudes e ações. Essa condição propicia o egoísmo
que se instaura e se caracteriza ao generalizar um tipo de comportamento que
vai do individuo até as mais importantes comunidades, sem distinção de
crenças, desenvolvimento tecnológico e científico, atingindo as camadas
sociais e economicamente inferiorizadas, chegando aos famintos e aos que
estão abandonados à própria sorte.

A intolerância é também ardilosa e sua tônica atual, está muito ligada à
beligerância. A primeira mudança pensada é de que as guerras agora serão
diferentes e então, ter-se-á de pensar de forma diferente, isto é, fazer uma
guerra com outras técnicas. Parece que essa estratégia só vai mudar o modo
de matar. No entanto, pode ser o primeiro passo para as mudanças que se
fazem necessárias.

O ser humano intolerante não consegue ter a percepção de seu semelhante, a
não ser dentro dos parâmetros traçados por sua comunidade onde cada vez se
isola mais com a justificativa do bem estar pessoal, baseado no conforto e
na comodidade, perdendo a conexão com as diferentes culturas, criando assim,
um círculo vicioso que se perde nas idéias e crenças, tornando-as também
intolerantes, em nome geralmente de um Deus rancoroso e sem compaixão.

A solidariedade desapareceu dando lugar ao poder e à prepotência. É na
busca da compreensão dessa intolerância que nos propusemos a dedicar um
pouco de nosso tempo no entendimento da tolerância, com a esperança de que
um dia o homem reconheça que sua paz e tranqüilidade não estão nos padrões
vigentes, mas na volta para dentro de si mesmo em busca do divino que ai se
encontra. Esse despertar divino cria naturalmente a possibilidade de
mudanças com novos padrões, transformando o relacionamento do ser humano,
que passa a enxergar não o outro, mas o seu próximo; é o compartilhar
com...Que torna o homem feliz.

Definições de tolerância:

1. Dicionário - Aurélio Buarque de Holanda

Qualidade de tolerante; ato ou efeito de tolerar. Tendência a admitir modos
de pensar, de agir e sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos
determinados, políticos, religiosos.

Diferença máxima admitida entre um valor especificado e o obtido; margem
especificada como admissível para o erro em uma medida ou para discrepância
em relação a um padrão.

2. Dicionário - Michaelis

1. Direito que se reconhece aos outros de terem opiniões diferentes ou até
diametralmente opostas às nossas. 2. Boa disposição dos que ouvem com
paciência opiniões opostas às suas.

Sociologia: Atitude social de quem reconhece aos outros o direito de
manifestar diferenças de conduta e de opinião, mesmo sem aprová-las.

3. Em Inglês, "Tolerate" é a palavra para tolerância.

4.De acordo com o "HAWAIIAN DICTIONARY" (Hawaiian-English/
English-Hawaiian) de Mary Kawena Pukui e Samuel H. Elbert, a palavra inglesa
"tolerate" quando se refere à situações ligadas à Língua Havaiana é
substituída pela palavra "endure", que corresponde em havaiano às palavras:
'alo, ahonui, mau e o.

'Alo significa esquivar, evadir, escapar, evitar, omitir; omissão; estar
com, chegar perto, ir com, escoltar, acompanhar, compartilhar uma
experiência, perseverar, resistir e cuidar;

Ahonui significa paciência, paciente - tolerar.

Mau significa sempre, constante, permanente, perpétuo, firme, preservação e
continuidade.

o significa responder, concordar, dizer, falar, tinir, badalar do sino;
ressoar; dar soco, som do apito, permanecer, tolerar, sobreviver, continuar,
existir, provisão de alimentos para uma viagem marítima.

Como vimos há uma gama enorme de interpretações em relação à palavra
tolerância em ambas culturas, não havendo uma definição clara e concisa.

O sentido que geralmente damos à tolerância é o de estarmos suportando
alguém ou uma situação da qual discordamos e não aceitamos, mas que por
educação, benevolência, filantropia e, às vezes, até como um ato de
caridade, escutamos ou agimos achando que estamos fazendo algo de bom para
não contrariar pessoas que são importantes para nós, ou situações que podem
ser passageiras e que, agindo assim, a pessoa se beneficie com algum novo
pensamento que lhe surja ou a situação se modifique, podendo eliminar ou
diminuir possíveis atritos.

Com essa maneira de agir estaremos satisfazendo nossos desejos, nossa
vaidade; seremos conselheiros bem compreendidos e atuantes e "humildemente"
nos comportamos no papel de benfeitores e, até poderemos agradecer a Deus
pela inspiração de ouvinte, contribuindo para a resolução do caso.
Intelectualmente há uma grande satisfação e passamos a nos ver como uma
pessoa melhor e que praticou um ato de benevolência e assim, estaremos
crendo que nossa influência fez com que houvesse mudanças no bom sentido ou
pelo menos, uma amenização da situação. No entanto, estamos esquecendo que
foram criadas memórias que serão arquivadas e não correspondem à verdade de
nosso sonho básico de vida[1].

As próprias definições dos dicionários colocam que são atitudes que tomamos
com determinado tipo de comportamento, mas que não é verdadeiramente o que
sentimos ou pensamos. Sendo assim, não é uma realidade, mas uma benfazeja
ilusão e como toda ilusão, é enganadora no sentido de um crescimento ou
evolução interior.

No fundo satisfizemos um desejo de atuar em benefício dos outros de uma
maneira hipoteticamente conciliadora. Se quisermos saber a verdade,
invertamos os papéis colocando-nos na situação do outro e procuremos sentir
como ele se sentiria se pudesse pensar o que estamos realmente fazendo.
Cremos que seriamos julgados e criticados como falsos e desinteressados do
que está expondo. O mais correto seria não provocarmos irritação ou
discussões, mas fazermos uma colocação que trouxesse benefícios reais, sem a
preocupação de resolução do problema, que diz respeito ao outro e que sua
cura dependerá da nossa cura, o que só acontecerá com uma ação correta
diante da situação e de nós mesmos.

Agindo sem a busca da verdade, pode aparentemente ser uma boa ação, mas
também poderá incentivar um comportamento prejudicial, e, sendo assim,
poderemos perguntar: tolerância será realmente isso?

Nas situações definidas em nossos dicionários de Língua Portuguesa, fica a
impressão de que sempre estaremos ouvindo algo com que não concordamos, mas
que ouviremos pacientemente, satisfazendo uma situação exterior que nada tem
a ver com nossa realidade interna. Como dissemos é uma maneira de se evitar
discussões, atritos ou desentendimentos que podem muitas vezes chegar a
extremos desastrosos, quando não temos condições de agir adequada e
verdadeiramente.

É possível controlarmos determinada situação, mas isso não resolve o
problema do querelante que geralmente irá continuar pensando ou sentindo da
mesma forma ou de maneira ampliada. É mais um exercício de paciência para
treinamento de nosso controle interno, o que pode, no entanto, causar tensão
ou mesmo estresse. De um modo geral, ser tolerante nesse sentido é enganar a
si mesmo e aos outros, passando por uma pessoa compreensiva, quando na
realidade é uma atitude de medo e insegurança, acompanhada de
justificativas.

Sob o enfoque Huna, o caminho da tolerância é bem mais longo e requer uma
percepção mais aguçada do sentido das palavras, pois cada uma encerra em
suas raízes e na própria palavra, conceitos que parecem paradoxais, mas que
na verdade são caminhos a serem delineados. Essa é uma situação comum em
relação a essa língua.

Como vimos, quatro são as palavras havaianas com significado de tolerância,
na tradução do "Hawaiian Dictionary" de Mary Kawena Pukui e Samuel H.
Elbert, tendo cada uma várias interpretações, dependendo inclusive da
maneira de pronunciá-las, como alertam todos os autores.

Em havaiano, tolerância é 'alo, ahonui, mau e o.

Analisaremos cada uma delas:

'Alo, pelo seu significado dá margem a uma seqüência de interpretações, que
vai desde evadir, esquivar, fugir, omissão, evitar, continuando com os
significados de estar com, chegar perto, ir com, acompanhar e culminando com
compartilhar uma experiência, perseverar, resistir e cuidar.

Essa é uma seqüência comum nas palavras da língua havaiana, que de acordo
com a situação, seus significados vão de um extremo a outro, mostrando o
sentido de crescimento e evolução que pode acontecer com um indivíduo e com
as coisas em geral. Temos de pensar que é uma língua que foi elaborada no
antigo Havai'i, em Mu[2], para uma linguagem em que os ensinamentos secretos
pudessem ser incluídos e fossem percebidos pelos sacerdotes do Templo, os
(kahuna)[3] e os iniciados que transmitiram oralmente através dos milênios,
os ensinamentos da Huna.

Podemos verificar que há uma seqüência nos significados da palavra 'alo, que
vai de fugir, omissão, até estar com, compartilhar a perseverar e cuidar,
indicando o caminho que devemos trilhar, quando nos referimos à tolerância.
O tolerante inicial está fugindo do compromisso consigo mesmo de colocar-se
de acordo com a verdade sentida no momento em que está ouvindo alguém, sejam
quais forem as justificativas para tal procedimento. Ele se omite como uma
forma de se preservar, pensando evitar conflitos ou desavenças, que nesse
momento julga serem inconvenientes, podendo, no entanto, se tornarem
desastrosas, mas são sempre justificativas ou ignorância em relação a seus
valores interiores. Com o desenvolver e crescimento do sonho básico de vida,
as experiências vivenciadas e aprendidas vão formando novas memórias que
ampliam sua percepção, criando condições para um crescimento interior,
chegando à condição de estar com, o que indica um entendimento maior da
situação e um envolvimento com quem está expondo algo; agora é capaz de dar
algo de si sem interferir no resultado, que é fator exclusivo de quem se
coloca. Quando atinge um grau maior de crescimento com alguma evolução é
capaz de compartilhar; nessa situação está sentindo mais do que julgando, o
que beneficiará primeiro a si mesmo e também ao outro, contribuindo
indiretamente com o todo. Quando se compartilha, os frutos são as mudanças
que levam à perseverança. É uma condição essencial de quem, com uma nova
percepção se torna capaz de compreender o que está compartilhando e passa a
cuidar de si sem se preocupar com o outro, por já estar integrado na ação,
sabendo que tudo pertence ao todo (teia-aka).

Daí, o caminho da tolerância ser longo e dependente de nossas ações, pois só
assim, poderemos mudar a percepção que inicialmente vinha de fora para
dentro e que com o "compartilhar" passa a ser uma situação interior, um
despertar de Aloha (amar é compartilhar com...), pela benevolência de Mana
(todo poder vem de dentro), ambos como Princípios do xamanismo havaiano.
Isso indica a harmonia entre o unihipili (subconsciente) e uhane
(consciente) facilitando a ação do Aumakua (Superconsciente). A perseverança
conduz a uma nova percepção que nos mostra que o cuidar de si mesmo é de
vital importância para que possamos chegar à compreensão da bênção recebida
por termos mudado de padrão, passando de observador que escuta, para um ser
que compartilha, vivenciando de dentro para fora e sabendo da integração
havida, desaparecendo a separação ilusória que nos distancia um do outro,
surgindo assim, o nosso próximo.

Em 'alo, a tolerância se torna uma realidade quando percorremos todo esse
caminho de mudanças, percebendo os novos valores despertados.

Ahonui significa paciência, paciente - tolerar.

Essa palavra nos mostra que somente pela paciência poderemos percorrer o
caminho que nos conduz à real tolerância. Esse caminho é feito através das
vidas sucessivas que nos propicia pela evolução, o sentir da harmonia entre
os três espíritos, criando condições de viver no novo Ike (o mundo é o que
penso que ele é), formado por novos padrões.

Mau significa, sempre, constante, permanente, perpétuo, firme, preservação e
continuidade.

Adquirindo as situações descritas, criamos as condições necessárias para
sentirmos os significados da palavra mau. A partir daí estaremos sempre,
constante e permanentemente com a firmeza da crença sem dúvida (paulele),
que conseguimos pela mudança dos padrões que só surgem e evoluem através das
ações experienciadas em nosso sonho básico de vida e suas modificações, e,
pela continuidade das mudanças, compreenderemos a realidade dos Sete
Princípios que nos integra na teia-aka[4], como seres perpétuos que estão
regressando como crianças de Tane[5] dignas de vivenciar no Reino do Pai a
imagem e semelhança que somos.

o significa responder, concordar, dizer, falar, tinir, badalar do sino;
ressoar; dar soco, som do apito, permanecer, tolerar, sobreviver, continuar,
existir, provisão de alimentos para uma viagem marítima.

Com o, temos a resposta de nossas ações iniciais e que aos poucos passaram
a ter um sentido diferente, conduzindo-nos a uma existência diferente, na
qual a concordância vem da compreensão dada por Aumakua que nos provê de
alimentos para essa grande viagem através dos mares revoltos de nossas
vivencias. Elas vêm nas memórias genéticas programadas que com as memórias
aprendidas, formadas pelas experiências vivenciadas em cada sonho básico de
vida; permitem a continuidade do ser em busca de sua condição de "criança de
Tane" que evolui para as novas moradas da casa do Pai, sendo a Huna[6] um
desses caminhos.

Concluímos dizendo que a tolerância de nossos dicionários não conduz o ser
humano às mudanças interiores necessárias para uma harmonia e paz interna
que se refletirão no todo. É curando-se que se pode contribuir para a cura
dos outros, e assim, unidos, poderemos curar o mundo integrando tudo na
teia-aka, acabando com a separação ilusória criada pela individualização.

Sebastião de Melo

Psicofilosofia Huna

Conforme relatam vários autores a origem da Psicofilosofia Huna é
controvertida. Para situar nossos leitores sintetizamos o pensamento de seus
principais pesquisadores:
- Max Freedom Long diz que se originou de um povo que partiu do Egito
através do Mar Vermelho, e que, em canoas chegou ao Havaí.

- Serge King diz que se origina de estelares , os quais vieram da
Constelação da Plêiades, tendo um dos grupos se estabelecido na Terra, num
continente no Oceano Pacifico, o qual era denominado de Mu e seus habitantes
de povo de Mu. Este continente submergiu e formou-se a Polinésia. Criaram
uma língua que é falada em toda Polinésia.

- Leinani Melville em seu livro "Children of the Rainbow" diz que:


"os nativos contavam que seus ancestrais tinham originariamente descido do
céu. Os havaianos primitivos eram do Havai'. Eles haviam nascido no Havai'i
no princípio da era humana. De acordo com os antigos cânticos da criação,
foram a primeira raça humana a ocupar essa terra. Seus primeiros
progenitores eram conhecidos como Mu. Os Mu conheciam sua terra natal por
diversos nomes. Havai'i agora pronunciado Hawai'i era apenas um deles. Era
às vezes chamado de Havai'i - ti - Havai'i, onde a vida surgiu e se
desenvolveu. Havai'i originariamente, referia-se ao enorme continente que
existiu em tempos pré-históricos no Oceano Pacífico e não, ao belo cordão de
ilhas esmeraldas que hoje são conhecidas como Ilhas Havaianas. Foi nesse
continente perdido, que os extintos Mu viveram. As atuais ilhas, são os
antigos picos das montanhas do continente que submergiu, que foi partido em
pedaços por terremotos, destroçado por maremotos de vagalhões gigantescos,
despedaçados por erupções vulcânicas. A tradição foi passada por alguns
habitantes de Mu, que sobreviveram ao cataclismo que destruiu a antiga
civilização. Esses poucos sobreviventes preservaram as tradições de seus
antepassados e as passaram para a geração seguinte. Esse costume continuou
por séculos, até mesmo por milhares de anos, até que o Capitão James Cook, o
navegador Inglês, descobriu os remotos descendentes de Mu, vivendo nas
selvas do Havaí. O Havai'i era às vezes chamado de A Terra de Rua (Ta aina o
Rua). Rua significa crescimento e desenvolvimento pelo fogo. O povo de Mu
muitas vezes, chamava sua terra natal de Ta Rua ou Rani (buraco, ou cratera
do céu). Era mais popularmente conhecida como Ta Rua. O povo de Mu era
definido pelos tahuna como predecessores, pessoas pequenas, que formaram a
primeira civilização do mundo; pessoas silenciosas que se moviam quietamente
e trabalhavam sem barulho, pessoas reservadas que preservaram o seu
conhecimento em silêncio. Referem-se a eles como uma raça de pessoas
lendárias, que viveram no Havai´i, há muito tempo. Os homens sábios do
antigo Havaí, que criaram o nome Teave, esconderam dentro da sua Huna
(abismos profundos) o simbolismo esotérico do seu significado. Baseado em
pesquisas e traduções de cânticos antigos fica claro que a denominação foi
criada no continente perdido de Mu, hoje conhecido pelo nome científico de
Lemúria. Aquele continente hoje submerso, era às vezes, chamado pelos
antigos havaianos, de A grande ilha escondida de Tane. Mais popularmente era
conhecida pelos nomes de Ta Rua ou Havai'i-ti, Havai'i, onde a vida surgiu
para a existência e expandiu-se em crescimento. Os primeiros habitantes
daquela terra esquecida eram conhecidos como os Mu. Eles foram os
antepassados dos havaianos de hoje e deram origem à civilização mais antiga
do mundo e à sua estrutura religiosa" .

- James Churchward em seu livro "Continente Perdido de Mu" fala sobre um
antigo continente no Oceano Pacífico que era habitado por um povo com uma
civilização mais evoluída do que a atual e que submergiu devido a grandes
cataclismos por volta de treze mil e quinhentos atrás. Baseou seus estudos
na tradução de escritas em pranchas feitas de argila, que encontrou num
mosteiro na Índia. A escrita era em uma língua praticamente desconhecida. O
monge responsável pela guarda desse segredo ensinou-lhe a língua e
traduziram juntos todas elas. Posteriormente encontrou em mais de duas mil
pedras, escritas na mesma língua, descobertas no México por Nínive, a mesma
história das encontradas na Índia. Deu a esse continente o nome de
"Continente de Mu" e a seus habitantes o nome de "Povo de Mu". A nosso ver,
a teoria de Churchward e de Leinani Melville são as que mais se aproximam
das lendas havaianas narradas no Tumuripo - o Livro da Criação -, deixado
pelos mestres kahuna.

Se você quiser se aprofundar nesse tema, sugerimos a leitura de textos que
se encontram na seção Estudos Básicos, deste site, e da bibliografia abaixo
indicada.

Bibliografia

Cartas sobre Huna - Dr. E. Otha Wingo
Continente Perdido de Mu - James Churchward
Children of the Rainbow - Leinani Melville
Ciência Secreta em Ação - Max Freedom Long
Milagres da Ciência Secreta - Max Freedom Long
Kahuna Healing - Serge King
Urban Shaman - Serge King

PRIMEIRO PASSO NO USO EXPERIMENTAL DA HUNA

Max Freedom Long

Boletins Huna 1948-1971

BOLETIM I

PRIMEIRO PASSO NO USO EXPERIMENTAL DA HUNA

De Max Freedom Long para os Associados de Pesquisa Huna e Estudantes
Traduzido por Mártin Rafael Flores

ALOHA:

Estamos prestes a colocar o antigo Sistema Huna em teste em larga escala. Trabalho
experimental suficiente já foi feito para provar que a Huna funcionará para nós tanto
quanto funcionou pelos Kahunas, mas somente um início foi feito.

Precisamos praticar e experimentar para obter destreza.

Pelo fato de muitos de nós termos problemas a resolver em nossas próprias vidas, o
primeiro passo no qual eu recomendo é lidar com a Alta Magia.

Quero cada um com suas vidas melhoradas.


Quero que construam em seus futuros com condições de saúde,
financeiras e condições gerais corretas como um primeiro passo necessário na
experimentação da Huna.


Deste trabalho você irá obter experiência, e de nossas
experiências combinadas avançaremos por todo o projeto de recuperação da Huna.

Seu futuro é, na maior parte, ainda um mapa incompleto. Você não decidiu onde
está indo, e, como o Aumakua cria partes de seu futuro diariamente de seus pensamentos do que você quer ou do que você teme, seu mapa é preenchido com vagas linhas indicando a direção dos incertos caminhos de cada dia. Também existem manchas aqui e ali indicando doenças, acidentes e a realização de todos os eventos temidos.

Pegue nosso livro sobre Huna, Os Milagres da Ciência Secreta, e leia novamente o
caso 29. Então faça a si mesmo perguntas como um Kahuna fez a mim. Descubra o que
você quer que aconteça no seu futuro. Pergunte-se novamente como você se sentiria se
isto ou aquilo ou tal coisa acontecesse como resposta ao seu trabalho com Alta Magia.

Durma pensando no assunto. Quando você chegar a um resultado, se firme nele. Faça-o
definitivo. Você está planejando seu futuro e deve parar as mudanças na sua mente sobre o que você deseja que aconteça. Você está para se estabilizar e se dirigir com toda sua força num conjunto de metas definido.

Você pode mais tarde adicionar coisas no seu mapa, mas você não deve fazer mudanças fundamentais e assim causar confusão.

Diga a si mesmo:

“Eu quero estar.......................................................................”
“Eu quero fazer........................................................................”

Então invista seus esforços nisto! De a seu Aumakua tempo suficiente para construir
AQUELE FUTURO para você, e para este futuro ser realizado no seu dia-a-dia.

Dê ao Aumakua liberdade. Não especifique COMO os resultados desejados devem ser obtidos.

Isso não é brincadeira de criança. É provavelmente o trabalho mais sério a que você
alguma vez tenha se dedicado porque você está agora para começar a determinar o curso
de toda sua vida.

É trabalho sério para todo mundo porque você é agora um pioneiro abrindo trilhas na selva, para aqueles menos esclarecidos e menos capazes viajarem amanhã num caminho rumo a um dia novo e muito melhor.

Faça o que você puder no presente para lidar com seus complexos de culpa ou
outras fixações escondidas. Leia e releia o livro e você gradualmente terá um conhecimento prático desta parte do problema. No devido tempo teremos vários Associados aptos a ajudar com as fixações, mas ainda não temos nenhum.

Permita a você mesmo ponderar diariamente no ensinamento Huna de que nenhum ato é um pecado, ao menos que prejudique alguém.

Aqui está informação que não é encontrada no meu livro. É parte do conhecimento
adquirido por W.R. Stewart, que descobriu e estudou com os Kahunas no Norte da África.

Ele levou anos testando esta parte das instruções dadas a ele por sua professora Kahuna, e percebeu que eram muito importantes.

1. Seu Aumakua e aqueles de seu marido, esposa, filhos, parentes, vizinhos e etc.
trabalham juntos. É assim porque vivemos em grupos e nossa vida é vivida em
relacionamentos com outros. Estes Eus Superiores, entretanto, estão muito mais
intimamente ligados do que nós, que vivemos nos densos corpos físicos.
Eles evoluíram ao ponto de formar uma irmandade perfeita. Eles existem como indivíduos, mas também são um só com todos os Eus Superiores numa unidade geral de existência.

Eles representam a Mente Universal ou Espírito Crístico que nós, modernos, viemos
a conhecer de uma vaga maneira. Este grande corpo de unidos e separados Eus Superiores foi chamado pelos Kahunas de Poe Aumakua, ou “Grande Companhia dos Espíritos Paternais Totalmente Confiáveis”.

Todas as preces devem ser destinadas ao Aumakua, e se
seres mais elevados deverão ser envolvidos na ação, o Aumakua irá cuidar dessa questão.

2. Pelo fato de que cada Aumakua no seu grupo de Aumakuas ama seu próprio
homem, mulher ou criança, sobre o qual permanece como um Anjo da Guarda (Não
importa quão mau uma pessoa pode ser), o grupo de Aumakuas correspondente ao seu
grupo no nível inferior deve ser considerado quando pedimos a nosso próprio Aumakua
para fazer mudanças no futuro para nós que terá efeito no outros do nosso grupo. Se
imagine parado na frente dos Eus Superiores unidos de seu grupo, e fazendo seus pedidos.

O que você veria em suas faces resplandecentes se você pedisse por alguma coisa que
prejudicaria um dos seres terrenos sob seus encargos e proteção? Estes Eus Superiores
amam cada criança terrena com um vasto e piedoso amor paternal. E, não se esqueça
disso, eles devem se manter sem dar auxílio e assistir seus terráqueos fazendo coisas que os colocarão em toda espécie de problemas. Esta é a LEI. O Aumakua deve se manter
afastado e deixar o Unihipili e Uhane (o homem) aprender pela experiência. Este é nosso presente dado por Deus, livre-arbítrio. Somente eventos de longo alcance em nossa vida devem ser preparados para nós. Todos os outros eventos e condições devem ser feitos dos materiais que enviamos aos Eus Superiores na forma de formas-pensamentos, e de atos cumulativos que realizamos. Se você deseja provocar a maior alegria possível no “céu”, você pode fazer de duas maneiras: primeiro, reconhecendo seu próprio Aumakua e solicitando que ele tome conta de sua vida (uma abertura de portas figurada para o auxílio do Aumakua), ou, segunda, por reconhecer a existência de outros Eus Superiores do grupo e pedindo a eles para ajudar você a ajudá-los em suas tarefas terrenas.

Na igreja muita ênfase é colocada em salvar almas. Na Huna a ênfase é colocada em
ajudar outros a ter conhecimento dos Eus Superiores, e evoluir da selvageria e voracidade animais do Unihipili ao ponto em que suas vidas podem ser ordenadas e suas portas abertas para a ajuda e guia e cura dos Eus Superiores. Esta é a verdadeira salvação – a única conhecida no Antigo Conhecimento Secreto. Para sermos digno do auxílio dos Aumakuas devemos nos tornar um pouco como eles são. Devemos ser amáveis, tolerantes e dispostos a ajudar nossos semelhantes sem esperar recompensas. Quanto mais alto evoluímos menos nos apegamos, e mais doamos.

W.R. Stewart descobriu que uma prece-ação feita somente para seu próprio bem,
obtinha resultados lentos em comparação a ações empreendidas pelo bem de outros como
para seu próprio bem. (Lembre-se do fato de que em Lourdes as pessoas que foram rezar
por outros são as mais frequentemente curadas.) Quando você ora pelo bem de outros
você chama a seu cuidado seus Eus Superiores.

Faça uma prece por dez e você terá Poder e Sabedoria incríveis te apoiando. Ore por ajuda para a humanidade e você terá toda a Companhia de Aumakuas te escutando. Até o menor dos atos feito com o fim de ajudar outro em nome do Aumakua que guarda esta pessoa, é abençoado em toda proporção do próprio ato. “Até mesmo se faz ao menor destes, o faz a mim” disse Jesus, e ele falou como um Aumakua. É por isso que o Serviço é tão grandemente exaltado em todos os ensinamentos. Este é o caminho no qual podemos servir aos Seres Superiores. Evolua você mesmo. Ajude outros a evoluir. W.R. Stewart viveu para servir. Depois de sua morte recebi um pequeno bilhete de sua velha arrumadeira. A nota terminava com “Ele foi um homem
tão bondoso”. Que epitáfio para ser gravado nas memórias que são seus únicos
monumentos! Ele serviu – SERVIU!

O 1º passo é decidir o que você deseja ser ou fazer. O 2º passo é fazer uma clara e
duradoura imagem na sua mente (formas-pensamentos) do que você quer que aconteça.
Cada dia, por alguns minutos, ponha de lado as condições presentes e se imagine vivendo como você visualizou a si mesmo no futuro. Adentre no seu futuro imaginado mais completamente cada dia até que você consiga esquecer as indesejáveis coisas do presente – esqueça-as por alguns minutos. Imagine sua casa nova, o emprego novo e a vida nova.

Para saúde, imagine-se em algum dia antigo quando você estava pleno de saúde. Esqueça
a doença do presente, a qual já está de retirada, e que não é real no futuro que está sendo construído por você em resposta a suas preces.

Ore para ter seu quadro mental materializado. Ore tanto quanto você se lembrar, e
sempre apresente sua imagem como o coração de sua prece. Não espere por uma resposta
total para a prece, mas comece com pequenas ações de serviço ao mesmo tempo. Faça
tudo que você pode neste nível inferior e confie que o Aumakua faz a parte dele em seu nível superior. Não determine COMO as coisas devem ser manifestadas. Deixe isto para os Eus Superiores. Se você tem fé e perseverar, o Unihipili compartilhará desta fé na hora certa e entregará (telepaticamente) suas preces à medida que você as formula.

Se livre de seus ódios ou você odiará um Aumakua e não obterá progressos. Um grande Kahuna disse uma vez “Faça o bem para aqueles que maliciosamente se aproveitaram de você.” Se você pode superar este obstáculo, seu caminho adiante será simples, amplo e tranqüilo.
M.F.L.

O que é Huna?

HUNA

Quer dizer: Segredo!

Mas os ocidentais que moravam nas ilhas do Havaí, chamavam de Magia.
Para outros estudiosos Huna significa descobrir um sentido mais profundo na nossa existência. Conhecimento oculto ou realidade secreta é a realidade mais difícil de ser vista.

Também significa princípio feminino, mais princípio masculino, o que corresponde à manifestação da VIDA.

Leinani Melville diz que HUNA é “profundidade”.

Serge King define HUNA como “o que é oculto ou o que não é óbvio”; “nome dado ao conhecimento dos kahunas, filosofia de realização, utilizada em qualquer contexto, pessoal, social, científico, religioso”.

E Max Freedom Long assevera que “qualquer associado da Huna não deve desistir de sua fé tradicional, pois, HUNA é uma ferramenta que pode ser usada por todos, a qualquer hora, em qualquer contexto”.

Para mim Huna é um conjunto de ações e práticas que possibilitam o entendimento da vida. Podemos utilizar Huna como filosofia de vida, fazendo uso e entendendo os seus princípios fundamentais.

Praticar o Ho'oponopono.

Respirar para acumular Mana, que é energia.

Compreender o mecanismo dos Tres Eus. O Eu Superior que é chamado de Aumakua, o Eu Médio que é chamado de Uhane, e o Eu Básico chamado de Unihipili.

Entender e praticar um principio fundamental da filosofia Huna que é não ferir intencionalmente ninguém, nem a si mesmo, não causar sofrimento, nem a si mesmo e nem aos outros e tão pouco a Natureza.

E Você pode aprofundar sua relação com o Eu Superior, entendendo o Divino que habita em toda a criação e reverenciar o sagrado presente em tudo e em todos.

Compreender o principio da Totalidade através de "Poe Aumakua", a reunião de todos os Eus Superiores, unidos, através da Consciência Divina em Ação e evocando a presença curativa para desbloquear o caminho.

Reverenciar os Antepassados, dando um lugar a todos eles no coração.

Você pode ir mais longe, estudando o mecanismo da Magia, os complexos, e a importância das cerimônias, rituais e preces.

Indo mais longe, compreender como os Kahunas conseguiam andar sobre brasas sem se queimar, consolidar ossos instantâneamente, sobre a oração da morte, como conseguiam controlar a natureza, alterar o futuro e muito mais.

Nas próximas postagens, falaremos mais sobre os princípios e definições e muito mais.

Cida Medeiros

Origem do Huna

1. Origem e definição.

Como todo conhecimento antigo, a origem da Psicofilosofia Huna é controvertida, e é vista de forma diferente por vários autores, como:



1.Max Freedom Long: Diz que se originou de um povo que partiu do Egito através do Mar Vermelho, e que, em canoas chegou ao Havaí, por meio de várias viagens.

Define Huna como o Conhecimento Secreto dos antigos havaianos.


2.Serge King: Diz que se originou de estelares, os quais vieram da Constelação da Plêiades, tendo um dos grupos se estabelecido na Terra, num continente no Oceano Pacifico, o qual era denominado de Mu e seus habitantes de Povo de Mu. Este continente submergiu e formou-se a Polinésia. Criaram uma língua que é falada em toda Polinésia, com diferentes dialetos.

Define Huna como Conhecimento Oculto, não no sentido de querer se ocultar algo, mas no de se adquirir uma compreensão para percebê-lo.


3. Leinane Melville em seu livro “Children of the Rainbow”, diz que “os nativos contavam que seus ancestrais tinham originariamente descido do céu. Os havaianos primitivos eram do Havai’i. Eles haviam nascido no Havai’i no princípio da era humana. De acordo com os antigos cânticos da criação, foram a primeira raça humana a ocupar essa terra.

O povo de Mu era definido pelos tāhuna (tahuna é plural de tahuna em língua polinésia) como predecessores, pessoas pequenas, que formaram a primeira civilização do mundo; pessoas silenciosas que se moviam quietamente e trabalhavam sem barulho, pessoas reservadas que preservaram o seu conhecimento em silêncio. Referem-se a eles como uma raça de pessoas lendárias, que viveram no Havaí, há muito tempo.

Os homens sábios do antigo Havaí, que criaram o nome Teave, esconderam dentro da sua Huna (abismos profundos) o simbolismo esotérico do seu significado.

Baseado em pesquisas e traduções de cânticos antigos fica claro que a denominação foi criada no continente perdido de Mu, hoje conhecido pelo nome científico de Lemúria..

Eles foram os antepassados dos havaianos de hoje e deram origem à civilização mais antiga do mundo e à sua estrutura religiosa” (trecho do livro Children of the Rainbow de Leinani Melville).

Define Huna como “abismo profundo”, isto é, a sabedoria de que eram possuidores os sábios do Antigo Havai’i.


4. James Churchward em seu livro “Continente Perdido de Mu” fala sobre um antigo continente no Oceano Pacífico que era habitado por um povo com uma civilização mais evoluída do que a atual e que submergiu devido a grandes cataclismos por volta de treze mil e quinhentos atrás.

Baseou seus estudos na tradução de escritas em tabuinhas feitas de argila, que encontrou num mosteiro na Índia. A escrita era em uma língua praticamente desconhecida. O monge responsável pela guarda desse segredo ensinou-lhe a língua e traduziram juntos todas elas.

Posteriormente encontrou em mais de duas mil pedras, escritas na mesma língua e descobertas no México por Nínive, a mesma história das encontradas na Índia. Deu a esse continente o nome de “Continente de Mu” e a seus habitantes o nome de “Povo de Mu”. Não fala especificamente sobre a Huna, mas do conhecimento de um povo muito antigo e evoluído que viveu no Continente de Mu, até sua catástrofe.

A nosso ver, a teoria de Churchward e Leinani Melville são as que mais se aproximam das lendas havaianas narradas no Tumuripo – O Cântico da Criação -, deixado pelos mestres kahunas. Se bem que, Serge King também fala da origem desse povo como estelares.

Max Freedom Long

(1890/1971) foi Psicólogo, graduado em 1917, foi para o Havaí, e aceitou o emprego de lecionar, com a intenção de ficar próMax Freedom Long ximo do vulcão Kileauea, que estava em atividade naquele tempo, e poder visitá-lo, muitas vezes.




Com isso, Max, convivendo num vale solitário, com poucos havaianos, tinha sob sua direção dois professores havaianos, e aos poucos, ficou sabendo sobre a história dos nativos. Seus feitos, sua magia. E como eram chamados: "Kahunas", que significa "Guardiães do Segredo".




Para desvendar parte do antigo e secreto sistema de magia prática, Max, levou muitos anos.




Mas Max em sua juventude foi Batista, freqüentou a igreja católica, estudou a ciência cristã, teosofia e fez um exame de todas as religiões possíveis para sua época.




Max é autor de vários livros, você pode adquirir no seguinte endereço eletrônico:




Centro Aloha




Milagres da Ciência Secreta de Max Freedom Long. O autor relata suas incríveis descobertas das práticas secretas do antigo Havaí. Conta como os Kahunas controlavam os ventos, o tempo e os tubarões. E pacificavam a vida social. Descreve a caminhada sobre o fogo - uma demonstração dos poderes latentes em toda pessoa - e as curas "milagrosas" através do Eu Superior. Casa Editorial Schimidt, São Paulo, 467 pg, R$ 30.




A Ciência Secreta em Ação de Max Freedom Long traz uma exposição detalhada dos elementos que constituem a técnica de realização de pedidos. Explica como conhecer seu eu básico (subconsciente), como con-tatar o próprio Eu Superior (Superconsciente) e efetuar os pedidos. Há métodos para livrar-se de bloqueios e fixações e o que fazer em caso de pedidos não atendidos. FEEU, Porto Alegre (ed. esgotada), xerox encadernado, 312 pg R$ 30.




O Código Huna nas Religiões de Max Freedom Long.Em 1953 foi descoberto na Bíblia a presença do Código Huna. Estudos posteriores revelaram informações codificadas nas religiões dos antigos egípcios, israelitas, budistas, na literatura gnóstica e nos praticantes de yoga. Baseado na língua polinésia, o autor de Milagres da Ciência Secreta e A Ciência Secreta em Ação pesquisou a doutrina secreta dessas religiões:tradicionais crenças foram interpretadas sob novos aspectos. Do original inglês, Ivan Bernardes Dias acaba de traduzir essa obra esclarecedora tanto do ideário e do transfundo histórico das religiões como dos secretos da saber Huna. Revisão Jens Weskott, 181pg R$35.




Relação de Obras de Max Freedom Long em Ingles:




* The Secret Science Behind Miracles, 1948 (ISBN:0875160476)


* Mana or Vital Force, 1949


* Secret Science at Work, 1953 (ISBN:0875160468)


* Growing into Light, 1955 (ISBN:0875160433)


* Self-Suggestion and The New Huna Theory of Mesmerism and Hypnosis, 1958


* Huna Code in Religions, 1965 (ISBN:0875164951)


* Short Talks on Huna, 1978 (ISBN:0910764026)


* Recovering the Ancient Magic, 1978 (ISBN:0910764018)


* What Jesus Taught in Secret, 1983 (ISBN:0875165109)


* Tarot Card Symbology, 1983 (ISBN:0910764077)


* Psychometric Analysis

Conceito Básico da Huna

2. Conceitos Básicos da Huna.

O princípio básico da Psicofilosofia Huna é não ferir, isto é, não causar sofrimento a si mesmo, aos outros e à natureza.

Podemos evitar isso não nos omitindo nas situações que exigem de nós atitudes coerentes, que promovam o nosso equilíbrio e do meio em que vivemos. Não devemos nos exceder nas ocasiões em que depende de nós um bom senso para que tudo transcorra serenamente. Não podemos permitir que sejamos usados para ações que causem prejuízos por exacerbação das mesmas. Qualquer ação que pratiquemos depende de uma intenção; assim, é a intenção a mãe de todos os problemas e virtudes que acontecem. Concluímos então, que é na intenção que está tudo que praticamos na vida e é nela que devemos focalizar toda nossa atenção para que não caiamos na omissão e no excesso que nos conduzem ao desequilíbrio físico e mental, quando praticamos ações que provocam sofrimento e danos a nós mesmos e em geral.

Assim sendo, é a intenção o alvo do “orai e vigiai” para que possamos crescer e evoluir na constante busca da felicidade. A Huna tem princípios e ensinamentos que nos ajudam nessa busca de uma maneira mais suave e simples, deixando de ser o sofrimento o paradigma de crescimento e evolução.

Para conseguirmos exercer esse princípio básico, se faz necessário o conhecimento dos elementos da psicofilosofia Huna.

Para enumerar esses elementos conceituaremos a Huna em três partes:

Uma teórica, uma prática e uma mitológica.



1. Na parte teórica nos diz que o ser humano é formado de três espíritos ou aspectos independentes entre si, mas interligados nas ações, quando um depende do outro para se desenvolver e de um corpo físico quando reencarnados.

Existe uma energia que chamamos de “mana” que é o elemento de coesão entre os três, tendo cada um sua própria mana. O corpo é uma imagem manifestada dessa coesão por meio de uma substância, a substância aka.

É a substância básica que permeia todo o universo físico e dela é formada toda manifestação material. Significa luminosa, transparente, sombra, reflexo, espelho e essência. É espelho quando reflete padrões de pensamento nos níveis psíquico e físico. Em relação ao pensamento puro é uma simples sombra. Age como um continente para mana quando formada ou moldada pelo pensamento consciente ou subconsciente.

Com as características refletivas dessa matéria capacitam o xamã havaiano a mudar condições, mudando os pensamentos e as memórias.

Essa substância de origem divina em consonância com a energia mana, torna possível as manifestações. Para que isso ocorra, cada espírito possui um corpo-aka que lhe é peculiar e tem funções determinadas. Sendo a Huna uma teoria de transformações, costumamos denominar cada um desses elementos pelos seus nomes em Língua Havaiana.

Podemos sintetizá-los da seguinte maneira:

Unihipili ou eu básico corresponde ao subconsciente da Psicologia ocidental, mas é diferente. Possui um corpo etérico - kino-aka - e uma energia vital – mana. Sua função principal é a memória e a motivação é o prazer.

Uhane ou eu médio corresponde ao consciente ou ego da psicologia, mas não é semelhante. Possui um corpo etérico - kino-aka – e uma energia vital – mana-mana. Sua função principal é a de tomar decisões e sua motivação é a ordem.

Aumakua ou Eu Superior, corresponde ao superconsciente, fazendo-se uma analogia com a psicologia ocidental. Possui um corpo etérico - kino-aka – e uma energia vital – Mana-loa. Sua função principal é a criatividade e sua motivação é a harmonia. É o único que está ligado ao corpo físico, mas não faz parte dele.

Quando reencarnado o ser humano possui o corpo físico – kino -.

Esses conceitos chegaram até nós por intermédio dos estudos de Max Freedom Long.

Essa conceituação se sintetiza na prática, no que chamamos de “Prece-Ação”.

Serge King e outros também buscaram na antiga tradição havaiana os elementos teóricos de seus estudos.

Como todo sistema é arbitrário e relativo por ser interpretativo, a Huna também o é. Isso nos dá a liberdade de sermos ou não adeptos dela, conforme a interpretação que damos a esses conhecimentos e ensinamentos.



2. Na parte prática, temos entre outros elementos, a Prece-Ação já citada acima, com a qual obtemos bons resultados. É usada principalmente, para curas e alívio de qualquer tipo de sofrimento, podendo, no entanto, ser feita para se obter qualquer coisa desejada. Obtém-se resultados eficazes, pelo fato de trazer um enfoque diferente de como se deve fazer uma prece. Isso só se torna possível depois de conhecermos os conceitos da Huna.

A leitura atenta e livre dos Evangelhos nos mostra que esses princípios da Huna não passaram despercebidos por Jesus.

A parte prática da Huna está essencialmente centrada no xamanismo. O xamanismo ensinado pela Huna refere-se ao Xamanismo Havaiano. Tudo começou quando se reuniram grandes mestres kahunas para sintetizarem os ensinamentos em alguns princípios que pudessem traduzir o pensamento e as atitudes que deveriam ter aqueles que se dedicassem a usar a Huna como uma prática de vida.

O termo xamã deriva da Língua Tungue falada na Sibéria e hoje está mundialmente difundido como significando curandeiro.

Em havaiano, segundo Serge King a palavra para xamã é kupua e define xamã como um curandeiro de relacionamentos entre a mente e o corpo, entre pessoas e o ambiente, entre seres humanos e a natureza e entre a substância e o espírito. É um co-criador.

Essa material é colaboração de Sebastião de Melo
http://br.geocities.com/huna_estudos