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Amaury Jr. Entrevista Bert e Sophie Hellinger





Assistam daqui a instantes no Programa Amaury Jr, a entrevista com Bert hellinger e Sophie em seu Programa nessa madrugada de quinta-feira as 00:30 pela Rede TV

http://www.amauryjr.com.br/

Meu encontro com Bert e Sophie Hellinger, em São Paulo Julho de 2013


Esse ano, eu tive a honra de estar mais uma vez com Bert e Sophie Hellinger ao vivo e São Paulo, no Seminário de altíssimo nível.


Para mim, foi uma experiencia especial, visto que estava passando pela recente perda de minha mãe.

Aliás, confesso que participar desse Seminário tão especial fez a grande diferença para seguir com força os próximos passos.



Sim, pois minha mãe, partiu de forma muito violenta para todos nós, num inesperado acidente de transito, no dia 17 de julho e o seminário aconteceu 10 dias depois...

Ainda em choque, pude participar desse evento, e sair profundamente nutrida. Com uma confiança plena e absoluta que tudo está a serviço da Grande Alma (o Divino).

E aprendi...que tudo que nos escapa...e uma imensa oportunidade de entrarmos em contato com nossa pequenez e sentir a verdeira humildade.

Diante do insondável mistério da vida, existe o Destino que é está muito alem de nossa compreensão e entendimento.

Eu tinha que fazer uma escolha:

Escolher a vida ou escolher a morte.

A vida é o amor, a aceitação plena e absoluta da vontade de Deus.

Reconhecer a nossa nulidade diante do todo.

A morte é dizer não a tudo isso...não aceitar...

Eu escolhi a vida, entreguei-me ao fluxo, com a confiança profunda nos desígnios Divino.

Isto é, aceitei a vida, aceitei o destino, aceitei a vontade de Deus, aceitei a perda e a dor da perda, e por um mistério inexorável, aquele vazio, aquela lacuna, foi preenchido por amor.

Comecei a sentir minha mãe viva dentro do meu coração. Não sentia mais separação. Sentia-me conectada.

Sentia um preenchimento interno e muita força, e ainda sinto.

Recebi muito apoio de muita gente, especialmente do Movimento da Unidade, dos Servidores da Luz, dos famíliares e tantos outros.

E reconheço que no todo, todos fazem partem e possuem seu toque único e especial.

O que nos conduz com força para o próximo passo.

Sou profundamente grata por ter participado desse seminário.

De ser parte do Hellinger Sciencia.

De facilitar as Constelações Sistêmicas.

Nessa hora, essa formação, estar em sintonia com esse Campo de Conhecimento, de ser parte do Hellinger Science, permitiram um compreensão das Ordens do Amor de forma a ser muito útil num momento tão difícil como esse. Somou positivamente.

Mãe, mil vezes irei lhe dizer: - Te Amo.

Bert e Sophie, minha eterna gratidão e honra.

Mãe, que minhas palavras caminhem por entre os espaços vazios do éter e chegue aonde quer que a senhora possa estar nesse momento.

Dentro ou fora...

Fora ou dentro...

Em cima ou ao lado.

Mais profundamente dentro do meu coração!

Você foi, e foi comprida uma ordem natural do amor, dentro de um destino que estava reservado a todos nós, eu fico.

Em sua homenagem, farei algo de bom com minha vida.

Farei algo de bom à vida.

Ao Ser Humano.

Gratidão por tudo, recebi muito de você e passo adiante.

Assim como recebi muito de Bert, através do seu conhecimento e sabedoria.

E agora, também de Sophie Hellinger, com seu espetacular talento e sabedoria.

Estive bem pertinho de ambos, olho no olho, sentindo a grandeza daquele encontro, na reunião do Hellinger Science.

Em pensar que por muito tempo estive em conexão apenas através do estudo de suas obras, dos artigos que gostava de escrever, dos Mestres que estiveram diretamente com seu trabalho e que foi um longo percurso até chegar e estar tão perto, tão ao vivo, tão dentro, tão em sintonia!!!!

Gratidão Infinita!

Teria muitas coisas a mais pra falar sobre esse evento maravilhoso, do encontro com tanta gente querida, tantos colegas de jornada, tantos aprendizados, tantas curas, saímos de lá, plenamente preenchidos e isso não tem preço.

 Por isso mais uma vez, minha gratidão à tudo que me conduziu a esse momento.

Com Amor

Cida Medeiros

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Constelação Familiar chega aos Tribunais


Olá queridos leitores, essa matéria é muito importante, mostra avanços em setores importantes da sociedade, uma experiencia que está tendo resultados importantes para essas famílias, através do método de Constelação Familiar, cada vez mais avançamos na contribuição de resoluções de conflitos e de amparo aos problemas Familiares, Parabéns ao colega, pela coragem e inovação!
Cida Medeiros

TÉCNICA DAS CONSTELAÇÕES
Psicoterapia ajuda a resolver ações de família na Bahia
Por Victor Vieira

Longe dos divãs, casais em separação ou filhos de pais divorciados têm encontrado técnicas de terapia nos tribunais. Os juízes não foram substituídos por psicólogos, mas o Judiciário decidiu importar alternativas dessa área para resolver litígios de família. Um dos exemplos é o da Comarca de Castro Alves (BA), que usa o método das constelações sistêmicas familiares, inspirado no trabalho do filósofo, teólogo e terapeuta alemão Bert Hellinger. A prática, que envolve dinâmicas, discussões em grupo e depoimentos de crianças com brinquedos, de modo lúdico, leva à conciliação em quase 90% dos processos.


“É uma experiência piloto que iniciamos em outubro de 2012 e nossa meta é aplicá-la em todos os processos de família que temos”, anuncia o juiz da Vara Cível da Comarca da cidade, Sami Storch.

Além de encerrar a disputa judicial, segundo ele, o método permite o reconhecimento mútuo dos problemas e diminuição das mágoas. Inicialmente, o recurso psicoterápico era usado somente em audiências, mas depois foram promovidas palestras coletivas. “As pessoas ficam sensibilizadas, até chegam às lágrimas durante os encontros”, conta o juiz, que aprendeu sobre as constelações familiares quando era advogado.

Segundo os dados da comarca, o índice de conciliações é de 88% nos processos em que uma das partes vivenciou a prática e de 69% nos outros. Em questionários respondidos por 60 pessoas após uma audiência de conciliação, mais da metade reconheceu a importância da palestra para chegar a um acordo. A iniciativa, para Sami Storch, também tem mudado a mentalidade de servidores e advogados sobre os litígios de família. Na segunda (27/5) e na terça-feira (28/5), haverá mais duas palestras com as constelações familiares. Entre 17 e 18 de junho, haverá um mutirão de conciliação na Comarca de Castro Alves.

Segunda chance

Outra iniciativa no mesmo sentido ganhou força em 2012, com a incorporação, pelo Conselho Nacional de Justiça, das chamadas oficinas de parentalidade, apoiadas pelo conselheiro José Roberto Neves Amorim. A ideia dessas atividades é fornecer aos casais ferramentas que evitem a separação conjugal e tentem a conciliação ou mediação, sem tratar o divórcio como vingança. As primeiras experiências foram na Bahia, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. Hoje o procedimento já é adotado em cerca de 50 comarcas no país e o CNJ decidiu treinar os juízes para dar as palestras.

“O material sempre foi muito pedagógico, fácil de ser replicado”, conta o juiz André Gomma Azevedo, da Bahia, membro da Comissão do Movimento Pró-Conciliação do CNJ e um dos responsáveis por difundir as oficinas. Segundo ele, os promotores e juízes aprovaram a ideia porque evidencia a tendência do Judiciário de resolver a questão além dos processos. “É importante lembrar que não se trata de um trabalho para substituir a psicoterapia. Queremos apenas mudar a dinâmica nos tribunais”, ressalta.

Desde março, a 2ª Vara da Família e Sucessões de São Vicente (SP) tem adotado uma versão adaptada, as oficinas de pais e filhos, baseadas em experiências do Brasil, dos Estados Unidos e do Canadá. A cada semana, envolvidos em litígios se reúnem por quatro horas para discutir os problemas familiares  Eles são divididos em três grupos, de dez a 15 pessoas: um dos adultos, outro dos adolescentes (12 a 17 anos) e outro das crianças (6 a 11 anos). Os casais são separados em turmas diferentes para evitar desentendimentos durante a atividade. Duas cartilhas também ajudam na condução das oficinas.

"É um programa multidisciplinar, que funciona como uma etapa preparatória para a mediação. Além de mostrar boas práticas parentais e os efeitos nocivos das brigas às crianças, trazemos questões jurídicas, como a diferença de guarda alternada ou compartilhada", explica Vanessa Aufiero da Rocha, juíza da 2ª Vara da Família e Sucessões de São Vicente. No estado de São Paulo, 17 comarcas já estão interessadas no trabalho, inclusive a da capital. Em agosto, o CNJ lançará o mesmo projeto para todos os tribunais de país.

União delicada

A relação entre operadores do Direito e da Saúde tem sido cada vez mais comum, mas é acompanhada de ressalvas. A psicanalista e diretora do Instituto Brasileiro de Direito de Família,Giselle Groeninga, defende o foco na resolução da disputa judicial. O fim do conflito, para ela, envolve um processo mais complexo, que fica além da competência do Judiciário. “Não podemos ter a ilusão de que algumas horas de palestras possam mudar substancialmente as relações”, alerta a especialista, que destaca a importância de formação específica na área.
Embora a meta seja aliviar o número de ações de família que chegam às cortes, não deve ser adotada a política da conciliação a todo custo. “Tais iniciativas podem agravar a situação”, adverte a especialista. Para ela, a grande quantidade de acordos vista na Comarca de Castro Alves pode ter mais ligação com a nova postura dos juízes do que com a Psicoterapia. “Será que um tratamento mais humanizado e respeitoso, um sistema que funcione, cartórios eficientes, juízes menos sobrecarregados, equipes multi e interdisciplinares e varas especializadas não surtiriam melhor e mais seguro efeito?”, questiona.

Victor Vieira é repórter da revista Consultor Jurídico.
Revista Consultor Jurídico, 26 de maio de 2013