Terapeutas do Deserto


Segundo Yves Leloup, a arvore de sabedoria que descende os Terapeutas do Deserto, foi a transcultural Alexandria, espaço onde podia-se fecundar pensamentos e ideias desse encontro entre o Ocidente e o Oriente.

Hoje vivemos uma Nova Alexandria, onde o diálogo entre diferentes ramos do conhecimento humano podem abrir um intercomunicação entre as multiplas visões e culturas nessa nossa imensa aldeia global, onde tudo pode assumir uma proporção planetária, onde redes de conexões facilitam o intercambio de muitos modos de pensar e agir no mundo.

A Carta da Terra, diz que somos uma Familia Humana, que somos simultaneamente fortes e fragies, independentes e interdependentes, vuneráveis em nossa condição humana, diante de uma infinidade de culturas, em modos de agir distintos, dentro de uma grande comunidade terrestre cujo o destino é comum à todos.

Quando pensamos que a Terra é o nosso Lar, pensamos que somos responsáveis por retirar as ervas daninas do Jardim de Nossa casa, e preparar a hospitalidade para receber todos que nela transitam com o mesmo sentido de irmandade e amor.

Perceber que a situação global, de devastação da natureza é resultado de um pensamento egoista e desprovido de uma visão mais abragente e amorosa.

E voltando para os Terapeutas do Deserto, desde o inicio da Era Cristã, já concebia uma Antropologia não dual, não separativista, considerando o Ser Humano em sua totalidade, corpo, alma e espirito.

Segundo Yves Leloup a única dor insuportável é aquela distituída de qualquer sentido, da qual não somos capazes de interpretar.

A Tarefa fundamental para os Terapeutas do Deserto que seguem a sabedoria da tradição de Alexandria é Cuidar, com a clara consciência de quem cura é a Natureza. Cuidar do que é saudável em nós, de despertar o Sopro, o cuidar do corpo, que é morada sagrada do Espirito, cuidar do desejo, reorientá-lo para o que é essencial, cuidar das imagens arquetipicas que estruturam nossa consciência, cuidar do outro, estar a serviço da comunidade, com o comprometimento interno de aperfeiçoar-se na escuta cuidadosa e silenciosa de sí mesmo. Voltar para dentro. Meditar. Buscar o Ser, viver o florescimento do Ser Humano, integral, inserido numa visão global, compremetido com o bem estar do organismo planetário.

Inspirar-se numa abordagem Transdiciplinar e Holistica buscando a saúde integral.

Cida Medeiros

Biografia:

Terapeutas do Deserto - Yves Leloup
Cuidar do Ser - Yves Leloup
Rumo a Nova Transdiciplinariedade - Roberto Crema
Carta da Terra - Documento Global resultado de uma decada de diálogos interculturais.
Normose - Pierre Weil

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