Adeus às Armas



A paz realmente começa dentro...dentro de sí, dentro do lar, e depois manifesta-se na grande conjuntura da vida, vejam que belo ensinamento esse...


“Adeus às armas”

Estava num café outro dia e ouvi uma conversa de um pai com seu filho.
O filho, que parecia estar visitando a casa de férias da universidade, perguntou ao pai:
“Você acha que haverá paz no Oriente Médio?”
O pai largou seu jornal e disse:
“Você não consegue se entender com sua mãe, como pode esperar que os palestinos e os israelenses se entendam?”
Depois de dar uma boa risada, comecei a pensar o quanto esta afirmação simples era sábia e profunda.
É fácil apoiar uma causa ou uma posição política ou um movimento, mas pode ser que causas e posições políticas e movimentos sejam mais efetivos se apoiarmos a causa mais importante de todas – criar paz entre eu e todas as pessoas na minha vida.
A solução dos cabalistas para a paz no mundo é abordar a causa raiz da fragmentação e da separação no mundo: Nosso próprio comportamento intolerante uns com os outros.
Imagine o seguinte: você acorda de mau humor.
Em vez de ser o marido, mãe ou pai carinhoso que costuma ser, está um pouco irritado.
Quando alguém lhe pede para passar a manteiga, você a joga.
Produtos laticínios, quando mal-cuidados, podem facilmente estragar o dia de uma pessoa.
Quando você finalmente sai de casa e enfrenta o trânsito, está um pouco agressivo.
Dar uma fechada em alguém na rua pode facilmente estragar o dia de uma pessoa.
Você chega ao escritório, está numa reunião, e um colega mais novo fica insistindo com uma proposta que vai contra a sua.
Você cala a boca dele com uma virada de olhos e uma observação sarcástica.
Diminuir a auto-estima de alguém pode facilmente estragar o dia de uma pessoa.
Eu poderia continuar, mas acho que já deu para pegar a idéia.
É matemática simples:
Uma pessoa zangada + uma pessoa feliz = duas pessoas zangadas.

Se você vai ser intolerante ou crítico ou cáustico ou sarcástico (raiva reprimida mal-direcionada) não pode perguntar “por que eu?” quando outras pessoas lhe tratarem da mesma maneira, ou quando o mundo em geral estiver fora de órbita.
Esta semana, acho que cabe a cada um de nós examinar o próprio comportamento e decidir banir as armas que usamos em nossas vidas diárias. Estas armas são nossas palavras e comportamentos negativos.
Quando todos nós pudermos olhar para nossas vidas diárias e ver que estamos dando grandes passos na direção de aceitar as crenças, opiniões e comportamentos dos outros, só então podemos esperar ver as tribos e nações tratando uma a outra com tolerância e dignidade humana.

Por: Yehuda Berg

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