Vencer a Tagarelice Mental.

Tudo que precisamos é vencer a tagarelice mental.
Estado inoportuno e inadequado da mente que leva ao engano e ao desespero.
As práticas de Meditação e Interiorização ajudam a transcender o Ego, a personalidade,
os "Eus" intermediários, o plano astral e a tudo que ter forma e identidade personalizada de Deus.

Sim, porque a identidade personalizada de Deus, muitas vezes é reflexo da condição humana, do estágio de desenvolvimento do humano dentro de um cultura.

Muitas vezes, uma projeção de seus vícios, apegos e neuroses.

O que pode levar a conflitos e guerras entre povos e nações.

Esse estado de unificação, também conhecido pelo Zen Budismo de Tao, o inominável,  é o estado de pura transcendência a tudo que é.

Lá nesse estado de Ser, não existem certo ou errado. O Céu ou o Inferno, a dualidade.
Existe apenas o que é.
Fonte de tudo que é.
Estado de plena unificação.
De um amor de ordem muito elevada.
(Se é que podemos chamar isso de amor...por isso...inominável)


Para isso precisamos de um desapego extraordinário aos Dramas, ao mundo intermediário.
Para mim que ouço e lido com muitas pessoas de distintos credos, opiniões, convicções religiosas e filosóficas, muitas vezes sedentas de novos adeptos, eu me adapto bem ao Universalismo.
Ou mesmo pessoas que estão perdidas dentro de sí mesmo, dentro de seu caos interior, que por não encontrarem o seu próprio centro de luz, pretendem exaurir o outro, sugando sua vitalidade.
O pior é aqueles que não querem ajuda, não querem encarar seu estado de desequilíbrio e por alguma razão acham que temos que doar o nosso sangue para que eles se sintam bem...
Quem não encontra sempre esse tipo de experiencia no meio do seu caminho?
Enfim, para mim, a minha paz está quando eu mergulho profundamente nesse estado de unificação e 
transcendo a mente e fico na paz do meu Ser.
Assim, encontro forças para mergulhar na matrix novamente e seguir com minha pequena tarefa.
Em uma ocasião que estava em treinamento com os Alemães, num curso de formação em constelação familiar, de um dia para outro, tive uma visão muito ampliada da humanidade, em todos os seus desequilíbrios, tinha acabado de acontecer aquela tragedia no Rio de Janeiro onde milhares de pessoas ficaram desabrigadas e muitas famílias morreram. Eu tinha assistido o depoimento de uma senhora que sobreviveu sozinha e perdeu toda sua família, quarenta membros. Eu estava num misto de perplexidade e outros sentimentos a mais.
Foi quando na aula no outro dia, eu me sentia uma formiga diante do caos da coletividade, um detalhe diante do todo. Foi quando eu disse para a Mestra:
-Como ter força no detalhe?
(De alguma forma estava comparando e julgando as experiências)
 Não perder a força, recolhendo grãos de areia no meio da ventania? 
Diante da visão tão ampla de tudo que está acontecendo no cenário mundial? 
Manter a conexão diante do detalhe?
 Isto é, lidar com profundo respeito a uma pessoas que lhe chega sofrendo por uma questão "aparentemente secundária" diante de pessoas que perderam tudo, que estão vivendo no meio do caos e da tragédia, que estão passando fome, sem roupas, sem casa, que veem suas vidas desabadas em instantes.
Foi quando ela disse:
Isso é humildade.
É isso ai, ser humilde é aceitar a sua tarefa, como ela lhe vem e fazê-la com todo amor e respeito.
Sem comparações, sem julgamento.
Cada um está exatamente onde deve estar.
Boa Semana!   

Cida Medeiros

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