O Corpo e o Meio Ambiente

Caros leitores,
Agora inspirada pela leitura de Jean-Yves Leloup no livro "O
corpo e seus símbolos" Uma Antropologia Essencial, senti uma vontade imensa de reproduzir o seguinte trecho sobre cuidar do corpo: "No ensinamento antigo dos Terapeutas de Alexandria, diz que cuidar do corpo é cuidar do Universo e cuidar do Universo e do meio ambiente é cuidar do nosso corpo. Porque o microcosmo e o macrocosmo não estão separados".

Essa reflexão leva-nos ao entendimento do todo. Começando por não agredir o corpo levamos ao entendimento da cadeia de ações em ressonância.

Aprender a Ficar Só

As pessoas que não sabem viver sozinhas estão o tempo todo
mendigando aprovação das outras.
É preciso aprender a viver só, aprender a fazer silêncio,
para poder conviver com o outro, porque dentro de cada um
mora uma grande solidão.
Há um lugar dentro da gente que ninguém vai, somente nós.
E nem nós mesmos sabemos como é esse lugar.
Então temos que aprender a respeitar a solidão do outro
e a nossa própria solidão...
Rubem Alves

ENCONTRO MENSAL DO CIT









UNIVERSIDADE INTERNACIONAL DA PAZ DE SÃO PAULO CAPITAL
e
CIT - Colégio Internacional de Terapeutas
convidam para o encontro do CIT em São Paulo que ocorrerá
na sexta-feira, dia 23 de OUTUBRO, das 16h30 às 18h00

TEMA
"PRAZER, FELICIDADE E AS BEM - AVENTURANÇAS"

Eliminação do Tempo Psicológico

"A Eliminação do Tempo Psicológico" Diálogos entre J. Krishnamurti/David Bohm

A eliminação do tempo psicológico é a transcrição de um debate em profundidade mantido entre dois mestres do pensamento moderno: J. Krishnamurti e David Bohm. 

Particularmente gostei muito desse trecho do livro, pois Krishnamurti, enriquece esse dialogo quebrando crenças e paradigmas a respeito do cérebro e da capacidade do mesmo em curar-se: Veja:

Se o cérebro humano permanece na ignorância auto-gerada, ele se desgasta com o conflito resultante.

Um cérebro assim poderá, acaso ser revitalizado? A deterioração das células cerebrais e a senilidade poderá ser evitada?

PROUT ou Teoria de Utilização Progressiva

Prabhat Rainjan Sarkar (1921-1990)

O primeiro contato com essa teoria sócio-econômica foi em uma palestra na Umapaz, vale a pena interar-se dessa matéria. Cida Medeiros


PROUT - Progressive Utilization Theory 

Teoria da Utilização Progressiva

Um novo mundo é possível?

É uma teoria sócio-econômica desenvolvida em 1959 pelo filósofo indiano Prabhat Rainjan Sarkar (1921-1990). PROUT é uma filosofia que sintetiza as dimensões físicas, mentais e espirituais da natureza humana. E descreve uma alternativa aos paradigmas sócio-econômicos do capitalismo e comunismo.

PROUT é uma proposta alternativa para os modelos sócios - econômicos decadentes do capitalismo e do comunismo. Nenhum destes sistemas conseguiu promover o desenvolvimento físico, mental e espiritual da humanidade. PROUT procura o equilíbrio entre crescimento econômico, desenvolvimento social e preservação do meio ambiente, considerando tanto os interesses individuais como coletivo.
Combinando sabedoria espiritual, visão universalista e esforço pela emancipação econômica de populações pobres, os proutistas (seguidores de PROUT) sedimentam uma nova proposta social e plantam as sementes de uma nova forma de viver.

Ufologia Psíquica



Uma boa orientação sobre as realidades paralelas. Laércio fala sobre os Centros Operacionais liderados por seres Extra-Planetários. Muito interessante! Vale a pena ver esse vídeo. Cida Medeiros


Um pouco mais...

O médium Luiz Antonio Gasparetto entrevista o Prof. Laércio Fonseca no programa Sexto Sentido, apresentado na TV Gazeta, São Paulo, SP, em 1989, sobre contato com extraterrestres no plano astral.


Laércio Benedito Fonseca nasceu em 30 de julho de 1955, em Limeira, interior de São Paulo. Desde muito jovem organizava e participava de palestras referentes aos temas espiritualismo, ufologia e filosofias orientais em sua cidade.

Laércio é físico, formado pela Unicamp em 1980, com especialização em Astrofísica e Cosmologia. Lecionou em cursos pré-vestibulares por mais de 10 anos, tais como o Anglo Vestibulares e o Universitário, nas cidades de Campinas e Ribeirão Preto. Ministrou aulas de Astronomia e Física em colégios de alto nível.

FORMAÇÃO EM ARTES MARCIAIS, FILOSOFIAS ORIENTAIS E ESPIRITUALISMO.

Dirige há mais de 37 anos a escola de treinamento interior, Academia WU SAN DJI TAO e o Espaço Caminho da Luz.

Atualmente o prof. Laércio ministra aulas em várias cidades pelo Brasil e em sua escola, no qual desenvolve seus trabalhos nas áreas científica e espiritual estabelecendo uma ponte sólida e consistente entre ciência e religião, isso através do seu mais recente trabalho sobre Física Quântica e Espiritualidade. É autor de nove livros.

Site de Laércio Fonseca

Perspectiva do Universo - o Ponto da Imobilidade


Uma nova teoria a respeito dos buracos negros. Segudo Hermes Trismegistro, assim como é acima é embaixo.
Em toda Galáxia existe no centro um ponto, onde existe a imobilidade e com isso a singularidade. Cada um de nós vê a mesma coisa sobre uma visão absolutamete singular.
É possivel uma grande reflexão à respeito
Vale a pena assistir esse video.
Cida Medeiros
Cida Medeiros

Meditação pela Paz


Já dizia, Torkom Saraydarian (1917-1997), que a meditação cria verdadeiras estações de paz.

A meditação eleva a vibração do ambiente, transmite enlevo, conecta com dimensões espirituais de infinita beleza e faz irradiar em seu meio o bem estar. Promove o equilibro interno e desperta um sentido espiritual da vida.

Esse evento promovido pela Fundação Arte de Viver é um momento muito especial para reunião de milhares de pessoas meditando e criando um grande Campo de Paz.

Vamos juntos? Meditar pela Paz?

Como diria na Unipaz: "A paz não se fala, a Paz se faz".

Cida Medeiros

AMÉRICA MEDITA . Porque a Paz é Contagiante

A Fundação Arte de Viver organiza no próximo dia 12 de outubro o AMÉRICA MEDITA. Milhares de pessoas nas principais cidades do continente americano se reunirão, no mesmo horário, para uma meditação pela paz mundial.

Vivência: Ecologia Humana Por Constelações Sistêmicas

Minha amiga Maristela, uma pessoa muito séria e que tem um comprometimento muito grande com a prática responsavel do trabalho em Constelação Familiar, Vale a pena.


Vivência: Ecologia Humana Por Constelações Sistêmicas

A Umapaz oferece pela primeira vez no dia 07 de outubro uma vivência de ECOLOGIA HUMANA POR CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS visando ampliar a autoconsciência e estimular ações de cada participante numa perspectiva sistêmica quanto aos seus comportamentos, crenças e valores.
O participante propõe questões que o mobilizam afetivamente e as examina, em grupo, como observador de si mesmo, enquanto membro das "constelações" das quais faz parte: a família, a sociedade, a etnia, o meio ambiente, a natureza. Como exemplos, são citadas possíveis questões: "meu consumismo compulsivo", "meu desrespeito aos animais", "minha apatia perante o lixo das ruas", "minha irritação crônica com os ruídos de edifícios em construção", "minha compulsão em brigar no trânsito", "minha intolerância diante de pessoas muito diferentes de mim".
A metodologia utilizada será a de Constelações Sistêmicas Familiares e Organizacionais, criada por Bert Hellinger e desenvolvida também por outros terapeutas e consultores internacionais. Cada vivência contribuirá para todos os participantes, no acesso à lucidez, na orientação de soluções, no resgate da esperança em superar influências dos fatores familiares e de fatores sociais que restringem a visão, a assertividade perante problemas e a autonomia em atuar em sintonia com os anseios de nosso "ser".  O fruto que a UMAPAZ aspira, com o evento, é concorrer para a Ecologia Humana, estimular uma convivência social saudável, o respeito, o zelo e a integração individual e coletiva com a Natureza.
 
FACILITADORA: MARISTELA DE ANDRÉ, pós-graduada em psicologia transpessoal (ALUBRAT-CESBLU), formada em psico-sóciodrama pela Escola Role Playing (S. Paulo), em terapias psico-corporais pelas escolas Dinâmica Energética do Psiquismo (S. Paulo), Instituto ÁGORA (S. Paulo), Instituto Rio Abierto Internacional (Buenos Aires) e membro do Instituto. Formada no Brasil, por professores internacionais, em "Constelações Sistêmicas Familiares" segundo B. Hellinger e em "Constelações Sistêmicas Organizacionais e Coaching Sistêmico". Mestre e graduada em áreas de ciências exatas (economia e engenharia, respectivamente).

Publico focalizado: adultos e adolescentes, em geral
Coordenação: Shirley Dayse Pellicciari - docente da UMAPAZ
Data: 07 de outubro de 2009 (quarta-feira)
Horário: das 14h às 16h30
Local: UMAPAZ - Av. IV Centenário, 1268, portão 7-A - Parque Ibirapuera
Número de vagas: 50 (serão contemplados para a vivência os primeiros inscritos)
Inscrições: enviar ficha de inscrição abaixo para o e-mail: inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br


Ecologia Profunda, o que é?


No livro, "A Vida Secreta da Natureza" de Carlos Cardoso Aveline, o autor fala que a Natureza evolui eternamente e que independente da utilidade econômica que se faça dela, a Natureza possui um valor em si mesma.

A idéia central do que chamamos de Ecologia Profunda, diz que o homem é parte inseparável, física, psicológica e espiritualmente do ambiente em que vive.

A Ecologia Profunda é um chamado para despertar um nível mais profundo de consciência, onde a relação do Ser Humano com o Meio Ambiente é vista com um olhar mais ampliado, considerando a Natureza como um elemento Vivo, um habitat que possui vida, nas mais diversas formas, e que podemos entrar em comunhão com a mesma , de maneira a desenvolver uma relação mais proxima e de maior interação, cuidado e amor, presenvando seus recursos, sua Fauna e Flora, e tudo que nela viva, de forma a considerá-la como uma parte de nós mesmos. Com atitude consciente, vendo o todo.

A questão é desmistificar a maneira como a Natureza é vista e resgatar a importância e o valor da mesma, até pensando nas civilizações futuras e nas formas de preservá-las, como integrar o convívio com a mesma, como uma meio de manter o bem estar físico e psicológico do Ser Humano.

O filósofo norueguês, Arne Naess, na década de 1970, criou a expressão Ecologia Profunda, em contrapartida a "ecologia superficial", que é a visão convencional que o ser humano tem da natureza, onde a mesma só tem valor por causa da importância que possui em atender o Ser Humano. E aí temos as questões de ordem econômica, a exploração dos recursos naturais e a falta de cuidado com a prevenção e a preservação da mesma.

O Ser humano vê a natureza e só se preocupar em preservá-la para satisfazer seu bem estar. Então, como a pessoa olha para os rios, cachoeiras, florestas, oceanos e o solo, e vê apenas os seus interesses envolvidos, coloca-se acima da natureza e dono dela.

Na visão superficial a pessoa vê a madeira, como um recurso para sua satisfação pessoal, como produção de bens de consumo e para atender uma vasta possibilidade econômica, mas não encherga a Arvore, o seu meio, a vida que há nela, a importância e o valor que existe por si mesma.

E assim, cada parte da natureza é vista sobre os olhares de exploração, obtenção de lucros, para satisfação de desejos e para atender o mercado de consumo, sem preucupar-se em replantar, cuidar e de manter a mesma.

A expressão ecologia profunda foi criada durante a década de 1970 pelo filósofo norueguês Arne Naess, em oposição ao que ele chama de "ecologia superficial" - isto é, a visão convencional segundo a qual o meio ambiente deve ser preservado apenas por causa da sua importância para o ser humano.

A natureza é vista como um meio de obter lucros, gerar riquezas, extrair recursos, por isso, a necessidade de uma boa legislação que preserve o meio ambiente e que possa punir os infratores que abusam da mesma, fazendo caça ilegais, extraindo sem critérios seus recurso, sem preservar a vida que há nela. Sem nenhum cuidado amoroso com a fonte que provem tanta subsistência a inúmeros reinos que nela habita.

A Consciência Ecologica é importante para trazer a reflexão e o questionamento do comportamento econômico e sua conseqüências.

Hoje, no Brasil, a multa, a repressão, a aplicação da legislação ambiental e a fiscalização visam sanar um problema muito antigo e são instrumentos muito úteis a curto prazo.

Hoje as empresas, na figura de seus executivos já estão mais conscientes da importância de preservar e administrar melhor os recursos naturais, o progresso econômico já inclui algumas medidas que levam em consideração o impacto que terão no meio ambiente.

Na ecologia profunda é mister que se tenha a compreensão que o verdadeiro progresso econômico deve ser socialmente justo e ecologicamente sustentável.

As medidas convencionais e de curto prazo para a preservação ambiental combatem os efeitos da devastação e pressionam pela gradual adaptação das atividades econômicas às leis da natureza. Mas a ecologia profunda dá um sentido maior às estratégias convencionais de preservação. Atacando as causas ocultas da devastação, projeta e estimula o surgimento de uma nova civilização culturalmente solidária, politicamente participativa e ecologicamente consciente.

A destruição ambiental é reflexo de uma mente infantil, individualista, sem visão do futuro, sem respeito a vida, tomados por um materialismo desenfreado e uma cobiça material com efeitos devastadores para as gerações futuras. É com o sentimento de total separatividade, onde o mesmo faz a natureza e não percebe que a mesma produz efeitos com conseqüências que irá prejudicar à todos, nesse caso a pessoa se vê separado da natureza e pensa que pode agir sem sofrer as conseqüências do que faz. Mas a Natureza age e reage a sua própria maneira, mostrando sua força e trazendo efeitos com prejuízos a toda a humanidade.

Falamos de políticas publicas no Brasil, aplicadas por meio de órgãos do governo, mas sabemos que isso é um problema Mundial.

Enquanto o Ser Humano em qualquer lugar do planeta que more, não tiver desenvolvido essa consciência da Ecologia Profunda e ver cada pedaço de terra como parte de si mesmo, teremos problemas graves de sobrevivência da espécie humana. Muitas espécies já foram extintas e outras estão em fase de extinção.

A agua é um problema mundial, o alimento, o Ar, as mudanças climáticas, e diversos outros fatores que são conseqüências da visão imediatista do Ser humano.

O sentimento de comunhão a Natureza é uma maneira de desenvolver uma consciência afetiva que ira preservar seus recursos e garantir a sobrevivência da vida nesse planeta.

É algo fundamente e de importância extrema.

Vários pensadores como Warwick Fox, Henryk Skolimowski e Edward Goldsmith, além do próprio Arne Naess - trouxeram a tona essa preocupação com a natureza e começaram a trabalhar em direção desse novo despertar da consciencia.

Cada ser humano tem níveis e níveis de consciencis que vão sendo despertados dentro de sí, até chegar amadurecer a percepção de sí mesmo em realação ao seu meio, e incorporando novos valores, uma nova etica a partir do Ser onde a Natureza passa a ser considerada e vista como parte fundamental de sí mesmo.

A nova física e a nova biologia, com Fritjof Capra, Gregory Bateson, Rupert Sheldrake, David Bohm, e também os trabalhos científicos de James Lovelock e Humberto Maturana, entre outros, deram legitimidade científica à ecologia profunda. Seres que já foram tocados por essa percepção de sí mesmo, diante do Holos, diante do todo, diante da percepção do movimento maior da vida.

Assim temos São Franscisco de Assis, que é o padroeiro da ecologia em sua vertente religiosa, e esta corrente de pensamento tem ampla base de apoio na tradição mística de todas as grandes religiões da humanidade. is,, está longe de ser um movimento isolado.

O meio ambiente faz, realmente, parte de nós mesmos. São dele o ar que respiramos e a água que bebemos, que banhamos que fazemos o alimento, e do solo que obtemos os maiores recursos que geram alimento e produzem milhares de artigos que irão para em nossas mãos a fim de atender nossas necessidades de sobrevivencia.

Esse texto foi inspirado a partir de várias leituras, citadas e combinados com uma consciência que já vem sendo em mim despertada, por percepções e pelo desejo de tratar sobre esse tema aqui no meu Blog.

Cida Medeiros

Mediação de Conflitos

Eu queria aproveitar e contar pra você, querido leitor, que hoje foi o primeiro dia do Curso Introdutório de Mediação de Conflitos na UMAPAZ.

Facilitadores: Fábio Lisboa e Sandra Ignez Baraglio GranjaCoordenação: Rose Marie Inojosa

Local: UMAPAZ - Universidade Livre do Meio Ambiente e da Cultura de Paz

Hoje, quem conduziu o trabalho foi Fábio Lisboa, eu já o conhecia da UNIPAZ, nos encontros do CIT, Colégio Internacional de Terapeutas. A especialidade de Fábio Lisboa é contar estórias. E o faz muito bem. Para quem pensa que vai chegar e ser entupido por uma avalanche de teorias e conceitos, acaba se surpreendendo com a simplicidade, com a prática e inter-atividade o tempo todo, o que desperta em cada um o interesse em contribuir, participar e desenvolver a partir de si suas próprias habilidades e a praticar o tema proposto com os recursos intuitivos que cada um possui.

Que ao meu ver, já foi fazendo parte da introdução prática do exercício de novos valores, do desenvolvimento criativo, do respeito, do exercício de ouvir, da empatia e da criatividade, que pelo que eu pude entender, são habilidades internas, fundamentais para o papel do "Mediador de Conflitos". Adorei essa abordagem.

Fábio Lisboa, começou com uma dança sagrada, iniciando assim com o lúdico, permitindo e convidando à todos a experimentar o novo, através da dança.

Um grupo bem heterogêneo que acabou sendo muito bem integrado através das praticas propostas.

Também teve estórias, histórias e parábolas, e com isso, foi sendo transmitida de forma criativa e leve mensagens que levam a uma reflexão mas abrangente. Um aprendizado descontraido, criativo e prazeroso.

Quando se conta uma estória, se tem três níveis de alcance:

1) Entretenimento, 2) Simbolismo, 3) Espiritualidade.

A estória como forma de passar uma mensagem através de uma narrativa que produz um efeito.

Porque as Narrativas? A atividade do Mediador é não julgar, não ter intenções, diz Fábio.

Um conflito não é necessariamente algo ruim, mobiliza o crescimento.

A partir do momento que cada um sai de sua zona de conforto e vai buscar desvendar outros horizontes ele depara com outras pessoas, outros grupos, e nessa interação é possível a negociação, a troca, o aprendizado e o crescimento de ambas as pessoas envolvidas ou não e com isso podem surgir conflitos e esses, levar a confrontos e até guerras, é o que vemos na história.

Mas é importante estar aberto a novas idéias. De nada adianta obter um novo instrumento de uma nova cultura, civilização ou grupo social qualquer e continuar com os mesmos pensamentos, os mesmo condicionamentos mentais, usando um instrumento diferente para se fazer as mesmas coisas. É necessário a escuta efetiva sobre todas as possibilidades daquele objeto e o seu alcance para adequar-se ao seu próprio meio, obtendo ai resultados efetivos. Dai temos o desenvolvimento.

E através dos contos e das narrativas, foi se clareando temas como linguagem, troca, direitos e deveres, como nascem os conflitos, possibilidades de solução e o papel do mediador. A questão das diferenças, das linguagens de cada grupo e principalmente o que fica muito claro para mim o que cada palavra significa, pois podemos ter vários significados para cada palavra em contextos diferentes, ou simplesmente não conhecermos certos conceitos e definições e o quanto isso atrapalha no entendimento entre partes, se não for levado em consideração.

Quantos de nós, já não se viram em discussões sem fim, e no final, depois de muito tempo, alguém diz, "Acho que estamos falando a mesma coisa só que de formas diferentes." isso é muito comum acontecer. Eu já presenciei inúmeras vezes.

Temas bem delicados e contextos bem complexos foram abordados numa sala totalmente eclética, com pessoas das mas variadas e dos mais diversos setores. Foi curioso ver a pratica de um dialogo entre pessoas envolvendo questões regionais e ao mesmo tempo o meio ambiente, foi riquíssimo. Como cada um defende seus interesses e o papel do mediador para possibilitar uma solução que deve sair das próprias pessoas envolvidas.

O que ficou bem claro para mim é que o Mediador não é um Juiz, ele não está para fazer julgamentos, dar vereditos ou aconselhar, ele está ali para refletir junto, conduzindo habialmente o dialogo entre partes a fim de amolecer as defesas e possibilitar uma negociação ou solução que vai nascer das próprias pessoas envolvidas. Um pouco da linguagem e do entendimento do que se trata se faz necessário. Mas habilidades criativas, uma boa escuta e a empatia podem ser decisivas no papel de mediação de conflitos.

O que a gente percebe é que o Ser Humano quer ser amado, aceito, considerado, ouvido em sua necessidade e atendido em seu desejo. E isso é algo fundamental e inerente a condição da natureza do ser humano é o que todos buscam na essência de suas ações. É o conflito nasce no momento que não somos atendidos em nossos intentos. Por isso um conflito não é necessariamente negativo, pois através do impedimento, podem nascer novas possibilidades, novas visões, uma amadurecimento interno, uma visão mais ampla de tudo que esta envolvido, enfim, pode originar um crescimento, como também, nos leva a reflexão de que dependendo do apego por uma determinada solução ou objetivo, isso pode levar a um confronto e uma possivel rebelião, guerras e destruições que podem atingir grandes proporções.

E hoje pude entrar em contato com o lado prático, do dia a dia de muita gente que vive conflitos complexos, que podem levar a confrontos graves, e como é difícil lidar com esses problemas que envolvem individuos, familias e sua relação com o que ocorre em seu meio, levando em consideração as condições em que vivem, ou a falta de condições mínimas, obrigando a esses indivíduos a buscar soluções imediatas e com isso geram conflitos com outros meios, outros indivíduos e dando conseqüências negativas a toda sociedade.

Contextos maiores como comunidades, vivem situações bem mais difíceis em termos de conflitos, pois existem os conflitos internos, do individuo, que estende-se aos seus relacionamentos mas próximos e que vão se ampliando em conflitos entre tribos, grupos, comunidades, cidades e países. E tudo nasce no individuo e vai se propagando em seu meio. E exigem a integração de diversos fatores. Leis, Políticas Publicas, Ações Sociais, Urbanização, Fiscalização, Atendimento das necessidades básicas de sobrevivência, educação, marginalização, a má distribuição de renda e tanto outros fatores.

Por isso o papel relevante das lideranças, pois são pessoas chaves que podem dar uma nova direção e ai a importância de saber lidar com conflitos para desenvolver efetivamente uma cultura de paz e ajuda que o Mediador de conflitos pode trazer como inter-mediador de possíveis soluções.

Quem quiser pode acessar o Blog do Fabio

Quem quiser saber mas sobre a Universidade do Meio Ambiente entre na Umapaz

Cida Medeiros

Cultura da Paz

Para se haver uma Cultura de Paz, precisamos desenvolver e difundir os seguintes valores:

- Respeito
- Amor
- Amizade
- Espírito de coletividade
- Cooperação.

Esses são os princípios fundamentais para um sociedade pacifica.

Mesmo pequenos grupos representam a célula do Grande Corpo da Vida Humana, devemos desenvolver esses princípios que são fundamentais para a Construção de uma Cultura de Paz.

Cida Medeiros

Amor - Dar e Receber

O amor apenas existe dentro de uma certa ordem.

O amor que dá certo existe apenas dentro de uma ordem.

Se o amor se render a essa ordem, alcança o seu objetivo.

Algumas Ordens do Amor:

- Reconhecer igualdade e ver no outro alguém do mesmo valor.

- Dar e receber na mesma proporções. Um amor humilde que dá sem se colocar acima do outro.

- Reconhecer o amor que se dá e que se recebe.

- Ver o outro.

- Ouvir o outro

- Diálogo

- Ouvir a sí mesmo.

- Ter objetivos em comum, algum projeto, planos, filhos, coisas em comum.

- Expressar sentimentos.

- Respeitar limites.