Materia da Revista Vida Natural & Equilibrio

Caros leitores e amigos,

Segue a matéria publicada na revista Vida Natural & Equilibrio, onde falo sobre a Inveja. A revista traz um artigo muito interessante sobre a Linhaça, dentre outros. A edição é 29, desse mês. Vale a pena adquirir. Eu, claro, já estou com a minha!


A sombra da inveja

Ela está presente em todos nós e é encarada como algo ruim. Mas é possível tirar proveito desse sentimento para evoluir, e sem prejudicar ninguém.
por Patrícia Affonso

Uma das principais questões acerca da inveja é a competitividade. Apesar de esse conceito ser um velho conhecido dos seres humanos - antes ligado a questões importantes, como a sobrevivência - atualmente, sua atuação é muito mais intensa e abrange as mais diversas áreas. "A cultura moderna prega padrões profissionais, estéticos e até pessoais que levam as pessoas a competirem o tempo todo, sem nem sequer se dar conta disso. E competição leva à comparação. Esse é o ponto de partida para muitas situações em que a inveja figura", comenta Cida Medeiros.


O raciocínio é lógico: quando comparamos duas ou mais pessoas, alguém termina em posição de desvantagem. E é aí que, geralmente, pinta aquele incômodo persistente, quase que como uma voz que nos estimula a cobiçar o trunfo do outro. No início, a coisa é branda: a gente reconhece as qualidades dele e até lamenta por não ser daquele jeito. Existem casos, porém, em que a inveja toma proporções tão grandes que cria o desejo de destruir o ser invejado. Aí, aparecem aquelas situações típicas. Sabe aquele cara que vive caçando defeitos em você e espalha boatos maldosos por aí? Pois é, tudo pode ter começado em um momento no qual você se destacou. Por isso, um dos principais antído- tos contra a inveja mora dentro de cada um de nós. É a auto-estima. Afinal, quem se conhece bem consegue identificar suas virtudes e habilidades e não perde de vista seu valor. Sobra então, pouco espaço para o sentimento de inferioridade, grande fomentador da dor de cotovelo. "É importante lembrar que cada pessoa é única e, portanto, deve ser observada e admirada de forma particular", afirma a psicóloga clínica Priscila Araújo, de São Paulo.

A inveja pode funcionar como ferramenta para o crescimento
O incentivo que faltava

Pare por alguns instantes e reflita: quais são as coisas que mais despertam inveja em você?

Certamente, irá perceber que, no geral, a origem dessa emoção são as conquistas alheias: a sua amiga que foi promovida para um cargo bacana, o vizinho que comprou um carro novo, sua prima que arranjou um namorado incrível. Então, não dá para negar: a inveja vem tam bém da admiração, que, em determinado ponto, acaba envenenada por sentimentos negativos. Muita gente acredita, no entanto, que acertando a dose e sabendo direcioná-la é possível livrar a inveja do estigma de vilã. E mais do que isso, dá até para utilizá-la em favor próprio, sem prejudicar o outro. "A inveja pode funcionar como ferramenta para o crescimento. Isso ocorre quando as pessoas enxergam aquele que obteve sucesso como um exemplo e fazem disso um estímulo para buscar o que desejam ter ou ser", explica Priscila Araújo.

É o que chamamos de inveja boa e os especialistas de inveja criativa. Acontece que, muitas vezes, presenciar a vitória de outra pessoa nos desperta a vontade de vencer também. Aí, começamos uma série de atitudes benéficas: pensamos no que nos falta para chegar lá, planejamos, mudamos aquilo que não estava bom... É como um empurrãozinho, a força que faltava para irmos atrás de nossos objetivos. "Diante disso, fica claro que mesmo os sentimentos que rotulamos como negativos podem vir a serviço de algo, revelando-se, na verdade, transformadores. O segredo é acolher as emoções como parte de nós, refletir sobre elas e tudo o que sinalizam", finaliza Cida Medeiros.


Sentimento doloroso

Algumas emoções causam sofrimento, como todo mundo sabe. Um fato curioso sobre a inveja, porém, é o lugar em que ela é processada em nosso cérebro: na região do córtex singulado anterior, a mesma que é ativada em casos de dor física. O estudo, do Instituto Nacional de Ciência Radiológica, no Japão, não parou por aí. Outra descoberta foi que aquela satisfação com um toque de maldade que sentimos ao ver o ser invejado sendo prejudicado, ativa a mesma região em que são processados os sentimentos prazerosos, a do estriado ventral.

Fonte: Revista Vida Natural & Equilibrio Ed. 29

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