Outras Visões sobre o Despertar

Os Toltecas originários do Sul do México eram conhecidos como Sábios. Cientistas e Artistas formavam uma sociedade para explorar e conservar a sabedoria espiritual e as práticas dos povos antigos.
Nagual é o termo utilizado para referir-se ao Mestre, um Xamã ou Curandeiro , por carregar a sabedoria ancestral.
Toda essa sabedoria era passada e foi transmitida através de gerações de diferentes linhagens de nagual.
Toda tradição esotérica espalhada pelo mundo a fora, honra os princípios de respeito por todos os mestres espirituais espalhados pelo mundo todo e de todas as épocas. Embora os toltecas seguia a mesma tradição, eles não se caracterizam por ser uma religião.

Conta a história que havia uma pessoa que estava se preparando para ser um Xamã. Um dia ao dormir, sonhou que viu o seu próprio corpo dormindo, Saiu da caverna numa noite de Lua nova e o céu estava repleto de estrelas. Então algo aconteceu dentro dele mesmo que mudou completamente sua vida. Olhou para seu corpo e escutou sua própria voz dizendo: "Sou feito de Luz; sou feito de estrelas".

Ele se viu como um Ser feito de Luz e de Estrelas. Percebeu ao olhar novamente para o céu que não eram as estrelas que criavam a luz, mas que a luz vinha antes e que as criava. É que tudo era feito de Luz. É que luz é a mensageira da vida e por ser viva contém todas as informações.

Refletindo sobre sua descoberta, percebeu ao contemplar o universo, que embora ele fosse feito de estrelas, ele não era uma estrela. E sim o que existia entre. E assim chamou as estrelas de tonal e a luz entre as estrelas de nagual, soube que, o que criava harmonia entre os dois é a Vida ou a intenção. Sem a Vida, o tonal e o nagual não poderiam existir.

A Vida é a força do absoluto, do supremo, do Criador que cria tudo.

E esse Xamã, então descobriu que tudo o que existe é uma manifestação de DEUS. Tudo é Deus.

E ele chegou à conclusão de que a percepção humana é apenas a luz que percebe a luz.

E viu que a matéria é um espelho, tudo é um espelho que reflete a luz, e cria imagens dessa luz, que é o mundo da ilusão, o sonho é apenas fumaça que não permite que enxerguemos o que realmente somos.

O verdadeiro nós é puro amor, pura luz.

Com essa compreensão passou a ver que tudo o que existe é expressão de vida através de tonal e nagual, em formas diferentes e que por isso era possivel criar bilhões de manifestações da Vida.

E com isso esse homem, que era aprendiz de Xamã, obtendo tamanha revelação, não pode mais ser o mesmo, ele via o mundo com outros olhos, não julgava mais as pessoas, e não era mais como os outros. Algo dentro dele havia entrada em comunhão com a sabedoria do universo e ele já poderia ler, direto da luz que é mensageira da vida e pulsa a vida, em todas as formas. Ele então era um Xamã.

Ele entendia muito bem as pessoas, porém, ninguém conseguia entendê-lo.

Percebeu que era um espelho para as outras pessoas, um espelho no qual podia observar a si mesmo. Mas, no entanto, apesar de ver a si mesmo em todos, ninguém o viu como eles mesmos. Por isso, pode entender que todos estavam sonhando, mas sem consciência, sem saber o que realmente eram e nem o que se passava com eles mesmos.

As pessoas não podiam enxergar como eles mesmos, porque havia uma parede de nevoeiro entre os espelhos. E essa parede era construída pela interpretação das imagens de luz – O sonho dos seres humanos.

Ele sabia que poderia esquecer todas as visões e ensinamentos que obtivera em sua viagem, então, resolveu chamar a si mesmo de Espelho Enevoado, para que sempre lembrasse que a matéria e espelho e que a névoa do meio é o que impede de saber quem somos.

Ele dizia, Sou o Espelho Enevoado, porque estou vendo a mim mesmo em todos vocês, mas nós não reconhecemos um ao outro por causa do nevoeiro entre nós.

E assim nascia a compreensão da ilusão, os que os Toltecas chamam de mitote e os Indianos de maya.

Este texto foi inspirado na leitura do livro “Os quatro compromissos” de Don Miguel Ruiz, um Nagual da linhagem do Cavaleiro da Águia.

Vivemos identificados pelo nevoeiro que pousa entre nós.

Despertar em si, significa sair da identificação de maya ou de mitote, e ver a luz, e reconhecer a luz, saber que somos feito de tonal e de nagual que combinados e harmonizados entre si, pulsam a vida em sua expressão.

Que a Luz é mensageira da Vida, que contém em sí todas as informações, e que todos nós podemos ouvir a luz, direto da fonte.

Ver o outro como a si mesmo, como espelho de si mesmo, sem o nevoeiro, é a expressão da luz e luz é amor, ela une, partilha, compartilha e cria pontes entre pessoas.

Ver o outro como espelho de si mesmo, tendo incorporado dentro de si a compreensão de ser feito de estrelas e do que existe entre as estrelas e que a luz propaga e transmite a vida e conectar-se ao outro a partir da mesma compreensão é viver em paz. É estar a serviço do todo e da vida humana.

E em comunhão com a sabedoria dos ancestrais é estar de bem com a vida.

Compreender os limites de cada um.

Ver cada um como expressão de Luz e igual a sí mesmo, nos conecta com outra dimensão da experiência humana.

E então, estaremos falando do Despertar, do Ser, da Essência.

Pela compreensão de que somos luz e luz é informação, portanto Vida.

Esse texto está de certo modo em sintonia com os ensinamentos da DEP, que também, inspira-se nos grandes mestres de todas as tradições do mundo e propõe um caminho iniciático para Despertar o Ser Essencial e viver a partir da sintonia com o Ser.

Assim também, como os ensinamentos do “Velho Sábio”, que há em mim, que despertou a Jornada de Auto-Conhecimento e da Sabedoria dos Povos Antigos e me fez correr o mundo e estar em contato com outros grandes Xamãs.

Por Cida Medeiros

Todos os direitos reservados. Pode-se reproduzir o texto desde que citado a fonte.

Um comentário:

  1. Anônimo1:19 PM

    Oi Cida!
    Parabens pelo Blog! Layout bonito e conteudo ídem.
    Legal mesmo!
    Vai fundo garota..
    bjs

    Graça

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