Reflexões sobre as escolhas

Será que a gente escolhe o que quer na vida ou a vida escolhe o que quer de nós?

Podemos ter a intenção de tecer horizontes, podemos ter todas as intenções possíveis e até as mais impossíveis.

Mas existe algo muito além, as vezes até incompreensível, que nos dá uma certa permissão para alcançar planos, objetivos e realizações.

A vida tem limites das quais temos que aceitar.



Podemos nos esforçar o máximo para ir além dos nossos limites e dificuldades pessoais para atingir uma meta maior de realização.

Ter um absoluto domínio sobre sí mesmo é tarefa de mestres e sábios.

Mas embora um Mestre que atingiu a auto-realização possa ter domínio sobre seus sentidos internos e até criar um campo de muita harmonia em seu meio, mesmo assim ele está vulnerável a forças externas.

Vulnerável a ignorância de outros povos, está sujeito as condições climáticas, e fatores que estão além de sua compreensão e que pode afetar sua vida e dos demais.

Ninguém é todo poderoso, invencível, imbátivel, ou invulnerável.

Podemos tudo, mais ao mesmo tempo, podemos nada.

Por isso, temos que caminhar com uma certa atitude interna de reverencia ao que está alem de nossa compreensão e que é uma força sagrada, independente do nome que iremos dar, com essa consciência.

Com humildade e gratidão.

Ser gratos, pelo milagre da vida, e por ainda estarmos em condição de dirigir num certo sentido a embarcação da vida.

Pois eu posso pensar que estou no leme da minha vida, mais que certeza podemos ter?

Nenhuma.

Talvez a fé e a confiança numa proteção Divina possa aliviar a angustia da incerteza da vida, e isso possa ajudar a dar esperanças de um futuro melhor, ou coisa parecida.

É um conjunto de interdependências.

Por isso eu agradeço toda dia por tudo o que eu tenho. Lanço um olhar nas pequenas coisas que sinto serem de grande valor e tantas outras.

Por que eu tenho consciência da minha pequenez.

E eu aceito a vida como ela é e como tem sido para mim.

Assim é.

Cida Medeiros

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