O Desejo de Permanência por Krishnamurti

O DESEJO DE PERMANÊNCIA
Krishnamurti

Entre as circunstâncias mutantes da vida existe algo permanente? Existe alguma relação entre nós próprios e a constante mutação ao nosso redor? Se admitíssemos que tudo é mutável, inclusive nós próprios, então jamais existiria a idéia de permanência. Se nos imaginássemos num estado de continuo movimento, então não haveria conflito entre as circunstâncias mutantes da vida e aquilo que agora supomos ser permanente.

Existe em nós uma profunda e radicada esperança ou certeza de que existe algo permanente no meio da contínua mutação e isto cria o conflito. Vemos que a mutação existe ao redor de nós. Vemos tudo decaindo, fenecendo. Vemos cataclismos, guerras, fome, morte, insegurança, desilusão. Tudo que nos cerca está em constante mutação vindo-a-ser e decaindo. Todas as coisas se gastam pelo uso. Nada há e permanente ao redor de nós. Em nossas instituições, em nossas morais, nossas teorias de governo, de economia, de relações sociais – em todas as coisas existe fluxo, existe mudança.

E entretanto, no meio dessa impermanência, sentimos que existe permanência; estando insatisfeitos com essa impermanência, criamos um estado de permanência, gerando, por esse modo, conflito entre o que se supõe ser permanente e o que é mutante, o transitório. Mas se percebêssemos que tudo, inclusive nós mesmos, o “eu” é transitório, e também o são as coisas ambientes da vida, certamente não haveria então esse irônico conflito.

O que é que exige permanência, segurança, que anseia pela continuidade? É nessa exigência que se baseiam todas as nossas relações sociais e morais.

Se vocês realmente acreditassem ou sentissem profundamente, por vocês mesmos, a incessante mutação da vida, então jamais existiria ansiedade pela segurança, pela permanência. Mas porque existe uma profunda ansiedade pela permanência, nós criamos uma parede estanque contra o movimento da vida.

Portanto, o conflito existe entre os valores mutantes da vida e o desejo que está procurando permanência. Se sentíssemos e compreendêssemos profundamente a impermanência de nós próprios e das coisas deste mundo, então haveria o cessar do amargo conflito, das dores e temores. Então não haveria apego, de onde surge a luta social e individual.

O que é pois essa coisa que se atribui permanência e está sempre procurando uma continuidade ulterior? Não podemos investigar isto inteligentemente se não analisarmos e compreendermos a capacidade critica em si mesma.

A nossa capacidade critica brota dos preconceitos, das crenças, das teorias, das esperanças, etc., ou do que denominamos experiência. A experiência baseia-se na tradição, nas memórias acumuladas. A nossa experiência está sempre matizada pelo passado. Se vocês acreditam em Deus, talvez possam ter o que chamam de uma experiência divina. Certamente esta não é uma experiência verdadeira. Tem sido gravado em nossas mentes, através dos séculos, que existe Deus, e de acordo com esse condicionamento nós temos uma experiência. Esta não é uma experiência de primeira mão, verdadeira.

A mente condicionada atuando de um modo condicionado não pode experimentar completamente. Tal mente é incapaz de plenamente experimentar a realidade ou a não-realidade e Deus. Do mesmo modo, a mente que já está preconcebida pelo desejo consciente ou inconsciente do permanente não pode compreender a realidade como plenitude. Toda pesquisa de tal mente preconcebida é apenas um novo fortalecimento desse preconceito.

A busca e a ânsia pela imortalidade são o incitamento das memórias acumuladas da consciência individual, o “eu”, com seus temores e esperanças, amores e ódios. Esse “eu” fraciona-se em várias partes em conflito: o superior e o inferior, o permanente e o transitório, e assim por diante. Esse “eu”em seu desejo de perpetuar-se, procura e utiliza outros modos e meios de se entrincheirar.

Talvez alguns de vocês possam dizer a si mesmos: “Certamente, com o desaparecimento dessas ansiedades, deve haver realidade”. O próprio desejo de saber se existe algo além da consciência em conflito da existência é uma indicação de que a mente está procurando uma segurança, uma certeza, uma recompensa para seus esforços.

Vemos como é criada uma resistência contra outra, e essa resistência, através das memórias acumulativas, através da experiência, é cada vez mais fortalecida, tornando-se cada vez mais consciente de si mesma.

Assim, existe a vossa resistência e a do vosso próximo, da sociedade. O ajustamento entre duas ou mais resistências é chamado relações mútuas, sobre que é construída a moralidade.

Onde há amor, não há a consciência das relações mútuas. É só num estado de resistência que pode haver esta consciência, que é apenas um ajustamento entre conflitos em oposição.

O conflito não existe somente entre várias resistências, mas também dentro de si mesmo, dentro da qualidade permanente e impermanente da própria resistência.

Existe algo permanente nessa resistência? Vemos que a resistência pode perpetuar-se por meio da aquisição, da ignorância, por meio da consciente ou inconsciente ansiedade da experiência. Mas certamente essa continuação não é eterna; ela é apenas a perpetuação do conflito.

O que chamamos permanente na resistência é apenas parte da própria resistência, e, portanto, parte do conflito. Assim, em si mesma, não é o eterno, o permanente.

Onde existe falta de plenitude, não-preenchimento, existe a ansiedade de continuação que cria a resistência, e esta resistência dá a si mesma a qualidade de permanência.

Aquilo a que a mente se agarra como sendo permanente é em sua própria essência o transitório. É o produto da ignorância, do medo e da ansiedade.

Se entendemos isto, então vemos que o problema não é de uma resistência em conflito com outra, mas como esta resistência vem a ser e como pode ser dissolvida. Quando defrontamos este problema profundamente, existe um novo despertar, um estado que pode ser chamado amor.

Krishnamurti – Holanda 1937

Amar e Ser Amado


É importante notar que se a pessoa não se sente preparada para receber e nem
dar afeto e tão pouco se sente a vontade com o toque amoroso e aproximação física que não esteja condicionada a uma relação amorosa de natureza intima e sexual, pode estar com dificuldades de se expressar mais plenamente em seus relacionamentos próximos e de estabelecer vínculos saudáveis e mais plenos em qualidade afetiva.

Casais, que não conseguem realizar trocas afetivas que possam ir além da intimidade sexual, podem sofrer de uma carência crônica de afeto e criar distorções na intimidade e na relação.

Poderíamos chamar isso de economia de afeto, produzindo miséria afetiva.

Cida Medeiros reflete sobre o Saber dizer Não.

Quer desrespeito maior que você ouvir a todos e quando chega a sua vez de falar as pessoas não te ouvem?

Refletir sobre a postura unilateral, como uma forma de perceber a realidade e decidir sobre a mesma.

Precisamos dizer não para coisas que não nos fazem bem e a pessoas que nos desrespeitaram e nos descriminam.

Devemos falar sim à relações saudáveis, baseadas na honestidade e na verdade.

E sobretudo, desenvolver a capacidade de sermos amigos, primeiramente, cuidando do "Ser" que habita em nossa casa interior e reservando tempo para que o amor possa fluir em nossa vida.

Fazer escolhas saudáveis.

Estar a serviço da coletividade e dos pequenos gestos que podem enriquecer o dia de todas as pessoas com as quais nos encontramos.

"A Grande Obra e o Auto-conhecimento."


A Pedra Filosofal

O Alquimista em busca da Pedra Filosofal. Uma metáfora para os buscadores espirituais que através do auto-conhecimento transformam sua natureza inferior em consciência, ganhando mais saúde, felicidade e longevidade.

Pois, corpo sã, mente sã.

Segue abaixo, o relato sobre a "Grande Obra", Alquimia e a Pedra Filosofal.

Cida Medeiros


Quem já não ouviu falar acerca dos respeitáveis filósofos, médicos, químicos e
intelectuais que passaram boa parte da sua vida diante de seu laboratório alquímico
tentando decifrar o enigma da pedra filosofal, tão comentada nos círculos iniciáticos da Idade Média?

Seres de Andrômeda

Auto-retrato de um ser de Andrômeda

Andrômeda é uma galáxia lumínica cujos seres seriam percebidos por nós como pontos de luz

Andrômeda é uma galáxia próxima à Via Láctea, a 2,9 mil anos-luz de distância da Terra. Na vastidão de mundos habitados dessa parte do Universo, existem seres que já transmutaram toda a matéria densa e seriam percebidos por nós apenas como pontos de luz - como Anfaten, o ser que se apresenta por meio da canalização transcrita a seguir e conta um pouco como é sua galáxia.

Somos apenas emissores de energia, contidos em feixes lumínicos, advindos de Andrômeda. Nos apresentamos aqui, em nome de Metatron, um Ser de Luz dos Universos e dos Céus Superiores.

Para vocês, somos seres sem formas definidas. Estamos alcançando este canal por meio de flashes energéticos, ondas que viajam nos espaços interdimensionais.

Estamos utilizando a expansão de seus duplos etéricos (periespírito) para nos comunicar, mesmo através de feixes de luz. Por ser o nosso contato muito potente, temos necessidade da rede dos perispíritos, porque uma emissão de luz diretamente através do chacra coronário queimaria todos os seus neurônios. Então, precisamos mandar um feixe que se abre e agasalha toda a malha periespiritual, envolvendo-a como uma ameba. Esta rede se expande e por ela penetram milhares de pontos para evitar um único flash, o que iria ser irremediável e mortal.

A função de Andrômeda no processo universal é ser um Portal de Luz. Servimos como um quartzo, passando as informações cristalizadas para trilhões de planetas habitados. Nossa função não é a interferência física, mas, sim, de troca de conhecimentos e aceleramento dos processos.

Nós já transmutamos toda a matéria densa. Nossa civilização seria de difícil compreensão para vocês. A luz é o nosso objetivo principal. Estamos localizados na luz e existem intensidades diversas na luz, também.

Anfaten seria o mais próximo do que vocês poderiam reconhecer como um nome individual para o seu mundo físico. Eu sou como uma pequena estrela, num pequeno foco de luz, no meio de uma galáxia lumínica que é Andrômeda. Não existe em nosso sistema nada similar à sua vida física. Somos como pontos de luz mergulhados na enormidade e esplendor da Luz Divina de Andrômeda.

Não possuimos naves, mas, no conceito empregado por vocês, utilizamos veículos de luz quando necessário. O processo não é em nada similar ao que vocês possuem aqui. Não sou um ser da maneira como vocês percebem, mas se formos por esse caminho, faremos um livro e este não é o objetivo de nossos contatos, voltaremos a falar detalhadamente sobre Andrômeda em outra ocasião.

Há cerca de três mil seres de Andrômeda encarnando na Terra nesta fase de transição planetária. Eles vêm com a missão de auxiliar nossa humanidade a elevar a vibração do planeta e a romper os padrões mentais que nos prendem à Terceira Dimensão.

Fonte: http://www.vialuz.com/linkArticles.do?id=449&typeId=1

Autor: sem
Canal: Heloísa Fagundes
Data: 20/11/2006 - 20:57:42

Krishnamurti - O que e a mente

Interessante, vale a pena ler.
Cida Medeiros


                KRISHNAMURTI  - SAANEN  - IX

O que é a mente?


            Penso que já falamos suficientemente sobre a questão do medo; entretanto, naturalmente poderíamos entrar em mais pormenores, explora-la mais minuciosamente, mas, se já não a compreendemos, continuaríamos com o mesmo problema inicial – o medo. O mero interesse nas particularidades do medo não indica necessariamente, a meu ver, uma mente séria, por mais sérios que nos mostremos acerca dessas particularidades. Muito mais importante é estarmos sérios em relação ao processo total do medo e, também, ao que existe alem do medo; inquirirmos se há possibilidade de nos livrarmos, de nos libertarmos completamente do medo. Tal inquirição poderá parecer um tanto fútil, porque a maioria de nós está ainda às voltas com o medo; entretanto, uma vez que do assunto já tratamos em várias reuniões, aqui, penso que será melhor prosseguirmos, em vez de ficarmos a bater só nesta tecla.