Empatia


Foi ao Ar nesta quinta feira dia 15/02/07 o  Programa Alquimia Interior, apresentado e dirigido por Cida Medeiros, Psicoterapeuta Holística com enfoque Transpessoal.

Falando sobre a empatia, mais algumas considerações à respeito do assunto em questão:

Empatia – Do grego (emphateia) – Tendência de para sentir o que se sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa.

Hoffman (1981), empatia é a resposta afetiva vicária a outras pessoas, ou seja, uma resposta afetiva apropriada à situação de outra pessoa, e não à própria situação.

Pesquisas indicam que a empatia tem uma resposta humana universal, comprovada fisiologicamente. Dessa forma a empatia pode ser tomada como causa do comportamento altruísta, uma vez que predispõe o indivíduo a tomar atitudes altruístas.

Mac Lean apud Hoffman,  sugere que o sistema límbico, uma das partes mais antigas do nosso cérebro, e suas conexões com o córtex pré-frontal estariam envolvidas na empatia, proporcionando aos homens a capacidade de se colocar no lugar dos outros e "sentir o que eles podem estar sentindo".

Dessa forma, uma empatia primitiva estaria presente desde cedo na evolução humana. Empatia uma forma de cognição, de tal forma que pôde ser experienciada em conjunto com uma consciência social mais desenvolvida.

Estudos de neuro-imagem sugerem que regiões associadas com emoções específicas podem ser ativadas pela visão da expressão facial da mesma emoção, fenômeno descrito como contágio emocional.

Essas experiências mostraram ativação em áreas relacionadas com a percepção e produção de expressões faciais de emoção comprovaram que, de fato, a experiência empática tem bases neuronais, através de uso imagens da atividade cerebral (obtidas por ressonância magnética) em experiências nas quais voluntárias recebiam uma estimulação de dor na mão e da comparação desses resultados com aqueles obtidos nas mesmas voluntárias quando seus esposos recebiam o estímulo doloroso, no mesmo aposento.

Estudos mostram o choro reflexo do recém-nascido como um precursor possivelmente inato de ativação empática.

A resposta empática de aflição contribui para o comportamento de ajuda.

Foi observado que quanto maiores os sinais de dores de uma vítima, aumenta também o nível de ativação empática e a velocidade com que o observador presta ajuda
Hoffman observou que crianças menores de 1 ano, que não têm consciência de individualidade, confundem a dor do outro com a sua própria, agindo como se ela mesma estivesse sentindo dor.

Já as crianças entre 1 e 2 anos, que não têm noção de que as pessoas têm pensamentos e sentimentos, tentam ajudar fazendo algo que agradaria a elas mesmas – um exemplo é da criança que traz sua mãe para consolar um amigo que chora, mesmo estando a mãe do garoto angustiado tão disponível quanto a mãe do garoto que oferece ajuda.

Crianças de 3 e 4 anos manifestavam preocupação e apresentam comportamento de ajuda. O ajustamento inclusivo pode ser um fator determinante do altruísmo.

Garotas de 6 e 7 anos mostram maior empatia ao assistirem a slides com outras meninas em situações que demonstram entre outras sensações, alegria e tristeza do que garotos assistindo a slides com outros garotos nas mesmas situações.

Klein aplicou um teste semelhante, mas separou as garotas negras e brancas. As meninas que participaram da experiência verbalizaram empaticamente com garotas de sua própria etnia.

A super-ativação empática ocorre quando a ativação empática é tão intensa que o observador volta a atenção para si mesmo em vez de voltá-la para a vítima.

Auto-recompensa


Quando a vítima exibe sinais de alívio ou alegria após ter sido ajudada, a pessoa que ajudou pode sentir alegria empática. Uma vez tendo experenciado alegria empática, a pessoa pode sentir-se motivada a ajudar novamente de modo a sentir a alegria empática outra vez. Essa auto-recompensa inerente na empatia não é um processo consciente e pode ter sido um fator adaptativo.

Continuem assistindo e participando do programa Alquimia Interior, com Cida Medeiros.

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