Meditação das doze noites santas



MEDITAÇÃO DAS DOZE NOITES SANTAS
texto de Edna Andrade

As Doze Noites Santas é o período que vai da noite de Natal até o dia dos Reis.

Ao longo deste período, através da luz espiritual que brilha das estrelas do Zodíaco, dádivas se derramam sobre todos aqueles que oram e vigiam.

Dos pés em direção à cabeça vivenciamos uma transformação de pessoas terrenas e materialistas em pessoas espiritualizadas que olham o mundo com uma visão espiritual.

Esta é uma tradição da sabedoria antiga. Quando se acendeu no céu a estrela há muito tempo esperada, os Reis Magos iniciaram a jornada até a criança que seria o novo Sol do Mundo. Após doze noites, consideradas a partir de então sagradas, eles puderam alcançá-la e ofertar em nome de toda a Humanidade, o incenso, a mirra e o ouro, acompanhados dos votos de que o espírito divino pudesse viver no pensar, sentir e querer humanos.
A cada Natal temos a chance de um novo nascimento. E a cada ano, a oportunidade de uma nova vida. Não podemos nos esquecer disto, pois precisamos urgentemente de forças espirituais, não apenas para cada um de nós individualmente, mas para o bem de todos.
Na meditação das noites santas, podemos colocar na alma as sementes da Esperança em relação aos doze meses de 2007. Dos pés em direção à cabeça podemos almejar a consolidação das forças do nosso ser e a transformação destas forças em qualidades verdadeiramente humanas.

DIA 25 DE DEZEMBRO:

Na madrugada ou ao amanhecer do dia 25, acenda uma vela. Deixe o silêncio e a devoção penetrarem na alma e a luz frágil da vela iluminar o seu espaço interno onde na vivência de seu próprio Eu, a verdadeira luz solar do Eu do Cristo se faça presente. Nesta noite, da região de Peixes, os sábios da humanidade derramam suas bênçãos de sabedoria sobre você. Eles formam um círculo protetor em sua volta emanando a força que você precisa para se firmar nos próprios pés e tomar seu destino nas próprias mãos. Abra os braços e as pernas formando com o próprio corpo uma estrela de cinco pontas e diga:

"Com firmeza eu ocupo meu lugar no mundo,
Com certeza eu caminho pela vida,
Com amor no íntimo do meu ser,
Com esperança em tudo que eu faço,
Com confiança no meu pensar,
Forças jorrem do meu coração."

Nas noites seguintes repita este passo. Aqueles que se sentem críticos e frágeis lembrem-se do estábulo de Belém onde em meio às condições mais adversas, de frio e penúria, nasceu a Criança divina.

DIA 26 DE DEZEMBRO:
Nesta noite pense no que você quer alcançar em 2006 e olhe também para o seu estado de saúde. Da região de Aquário, o Anjo que tem sido o seu guia espiritual através de suas sucessivas vidas, irá iluminar suas metas individuais para o ano que se inicia e fortalecer a qualidade pessoal através da qual você se tornará o agente de sua própria saúde.

DIA 27 DE DEZEMBRO:
Nesta noite anseie pelo bem de todos. Elevando a alma às alturas espirituais e unindo –se ao ser do Cristo, a visão do seu lugar no mundo e do que você precisa realizar se tornará mais clara. Da região de Capricórnio, os Arcanjos, espíritos das cosmovisões lhe trarão coragem para alcançar suas metas.

DIA 28 DE DEZEMBRO:
Nesta noite reavalie as suas qualidades pessoais. Da região de Sagitário, os Arqueus, espíritos da personalidade lhe trarão as forças da inteligência que lhe erguem, lhe sustentam e apontam a direção do futuro. Eles injetam clareza no seu pensar para que você perceba e assuma o compromisso com o que há de melhor de si.

DIA 29 DE DEZEMBRO:
Nesta noite procure ficar em paz consigo. Da região de Escorpião os Exusiai, espíritos da forma lhe trazem a capacidade de renascer das crises e de todos os processos de perda, impotência, dor e desespero.

DIA 30 DE DEZEMBRO:
Nesta noite reconheça quais os pontos de equilíbrio de sua vida. Da região de Libra, os Dynamis, espíritos do movimento lhe trazem a capacidade para equilibrar na alma as forças de dispersão e ter uma vida coerente e harmoniosa.

DIA 31 DE DEZEMBRO:
Nesta noite concentre-se, como o faz a semente, na essência do que você quer realizar. Da região da Virgem, os Kyriotetes, espíritos da sabedoria lhe trazem a capacidade de encontrar forças a partir do seu próprio interior para fazer desabrochar a sua vida.

DIA 1 DE JANEIRO:
Nesta noite, abandone o medo dos desafios que você tem pela frente. Da região de Leão, os Tronos, espíritos da vontade lhe trazem poderosas forças para vencer as provas que as suas escolhas lhe trazem.

DIA 2 DE JANEIRO:
Nesta noite deixe de lado a apreensão pelo que está em transição na sua vida. Da região de Câncer , os Querubins, espíritos da harmonia lhe trazem a força de se harmonizar com o novo e criar aconchego para os momentos de transição.

DIA 3 DE JANEIRO:
Nesta noite abra o seu coração, reconheça o bem em si e nos outros. Da região de Gêmeos, os Serafins, espíritos do amor lhe trazem impulsos para vencer a barreira do individualismo e da solidão e encontrar sentido na união e na fraternidade.

DIA 4 DE JANEIRO:
Nesta noite deixe seu olhar buscar novos horizontes para a sua vida. Da região de Touro, o Espírito Santo lhe traz a força da persistência que leva ao progresso.

DIA 5 DE JANEIRO:
Nesta noite pense em uma graça que você quer alcançar. Da Região de Áries, o Cristo, o próprio Filho de Deus, lhe traz a liberdade de ser você mesmo.

Amigos e irmãos,
que este Natal seja a celebração interna e externa no nascimento de Jesus, o Cristo, no coração, na consciência e na experiência diária de cada um de nós!
Luz e Paz,
Cida Medeiros




Visite minha pagina.

http://br.geocities.com/cidhamed/index.html

Dia 03 de janeiro de 2007 no Programa Conexão Xamanica estarei dando uma entrevista. Conto contigo! Quarta feira

www.tvespiritualista.com.br

Horário 10:30, 18:30 e reprise as 2:30.

O sucesso é construído




"Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio.
Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa."
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. "
Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo, pois ao contrário, acabará perdendo seu grande amor.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batata frita.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação.
Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica.
Mas toda mágica é ilusão. A ilusão não tira ninguém de onde está.
Ilusão é combustível de perdedores.
Roberto Shinyashiki



A Origem do Amor

 Cupido

 
Só quem já levou uma flechada de cupido pode entender o que é a ansiedade de depender da presença de outra pessoa para ser feliz.
E o pior é tentar entender por que isso acontece.


Vamos agora a revelação de mais um enigma.
Por que os seres humanos se apaixonam?


Se você está na condição de apaixonado, e principalmente se está nesta condição e não entende por que a pessoa de seu maior interesse não lhe dá a menor atenção, não se preocupe. Muitos já tentaram desvendar este mistério e não conseguiram...

Androginia - A totalidade do Ser

Uma nova abordagem sobre a Sexualidade

Taoismo

Ying - Feminino
Yang - Masculino
Tao - Androgenia

A totalidade do Ser, envolve aspectos masculinos e femininos que bem integrados dentro da Psique, levam ao androginato da Alma.

Uma visão nova a respeito do terceiro sexo. Trazendo dignidade e respeito para a incluir os seres que já atingiram essa maturidade interna.

Devemos observar que esse casamento interior, entre as forças primordiais masculinas e femininas levam a um nova teoria a respeito da sexualidade. Um tema muito discutido pela autora June Singer no seu livro "Androginia" - Rumo a uma nova Teoria da Sexualidade. 

Ela mesmo diz: Androginia é um estado de amor ativo que podemos sentir pelas nossas dualidades psíquicas: atividade/passividade, competição/cooperação, independência/dependência, lógica/intuição, e muitas outras. Porém, dentre elas, há uma que parece ser a geradora de todas, a saber, a dualidade: masculino/feminino.

Nesse livro a autora insiste em que devemos explorar a nossa psique, que examinemos os elementos que lutam entre sí, e que busquemos nossa própria cura, que tornemos integros, que nos tornemos andróginos.

Sabemos que essa dualidade já vem causando transtorno nas mentes humanas que não conseguem ter a coragem de olhar para dentro de sí e dialogar com seus aspectos conflitantes. 

Essa nova abordagem visa retirar as pessoas do obscurantismo de suas proprias mentes,escravas da tirania da convençao, prisioneiros do medo, que passam a depositar em algum individuo fora de sí toda a sua maldade. 

O individuo que não lida bem com seus aspectos femininos e masculinos, e não lida bem com sua própria sexualidade tende a transferir para o outro suas bagagens de "ódio incontido", de vergonha, do preconceito, da culpa, e toda a podridão reprimida em seu inconsciente e jogado para o outro como uma carga.

A visão do casamento entre opostos procura contribuir como uma nova visão a respeito das posturas rígidas adotadas pela sociedade face a sexualidade entre iguais.

O amor é uma energia impossível de se conter em formas pre-estabelecidas, em normas e em convenções, é uma força que transcende os limites, que quebra regras, moralismos, dogmatismos e rigidez. 

Porém aquele que é prisioneiro de sí mesmo, sofre as conseqüências de estar condenado.

Essa é uma discussão muito importante, para trazer a publico um pouco mais de informação, e permitir as pessoas poderem falar e colocarem sua opinião e até aprofundarem o tema no livro que já foi citado. 

É imperativo que os incomodados revejam suas posturas egoístas e se pacifiquem internamente.

O dialogo permite uma maior aceitação dos outros grupos e uma maior inclusão social.

Outros comentários:

"A Dr. Singer prestou um serviço inestimável ao escrever "Androginia" Stanley Krippner, Ph.D.
June Singer, Ph.D, é psicanalista formada pelo instituto C.G. Jung de Zurique.
Androginia - Rumo a uma nova teoria da Sexualidade - Ed. Cultrix.

Texto elaborado por Cida Medeiros.


O Ódio - Segundo Bert Hellinger

Casa das Rosas
"O espirito nos une e o Ego nos separa." 
Cida Medeiros

Ódio é amor decepcionado.

É, sobretudo, um sentimento infantil, contudo, não resulta sempre de uma decepção pessoal.

Com freqüência, o ódio aparece quando alguém assume, inconscientemente, a decepção de um outro membro de sua família.

Por exemplo, odiamos em nome da nossa mãe quando queremos vingar uma injustiça cometida contra ela. 

O ódio que se manifesta, às vezes, em atos cegos de vingança é, em sua desmedida, um sentimento infantil.

Porém ele é brandido como luta por uma causa justa, por exemplo, em nome do grupo ou do povo ao qual se pertence. 

Leva pessoas a empenhar e sacrificar a própria vida a serviço dessa vingança.

Que imagem interna nutre e atiça esse ódio? 

- É a imagem da mãe, a quem nossa criança diz:

"Por ti farei qualquer coisa".

Como podemos lidar com essas pessoas raivosas? 

Como chegar a elas e levá-las à reflexão? 

- Amando a mãe delas e amando a imagem que elas fazem da mãe. 
Não precisamos dizer isso a elas. 

Não devemos tratá-las como crianças, embora em seu intimo, o sejam, mas guardamos em nós essa imagem e a respeitamos.

Com isso, já não oferecemos ao seu ódio uma face agressiva. 

Abstendo-nos de tomar partido, apenas reconciliando internamente ambos os lados, com respeito.

O que acontece então? 

- A imagem da mãe, pela qual seus filhos combatem tão furiosamente, olha amigavelmente para nós e, por nosso intermédio, também olha amigavelmente para seu filhos.

Dessa maneira o ódio mostra a sua outra face - uma face amorosa.

Do livro "Pensamento a Caminho" de Bert Hellinger


Dez passos para se amar

Dez passos para se amar
Por Louise Hay
1 - Parem com toda a crítica - A crítica nunca muda coisa alguma. Recusem criticar-se. Aceitem-se exatamente como vocês são. Todos mudam. Quando vocês se criticam, suas mudanças são negativas. Quando se aprovam, suas mudanças são positivas.
2 - Não se alarmem - Parem de se aterrorizar com seus pensamentos. Encontrem uma imagem mental que lhes dê prazer e imediatamente desviem os seus pensamentos para algo agradável.
3 - Sejam gentis, bondosos e pacientes - tratem-se com paciência, gentileza e bondade. Tratem-se como fariam com alguém a quem amassem.
4 - Sejam gentis com sua mente. Odiar-se é somente odiar os seus próprios pensamentos. Mudem gentilmente os seus pensamentos para pensamentos mais amorosos.
5 - Elogiem-se. A autocrítica deprime o espírito interior. A exaltação o edifica. Afirmem a vocês mesmos como é apropriado o que estão fazendo com tudo.
6 - Apoiem-se. Aproximem-se dos amigos e permitam com que eles os ajudem. Ser forte é pedir por ajuda quando mais precisam.
7 - Sejam amorosos com seus pontos negativos - Reconheçam que os criaram para satisfazer uma necessidade. Agora estão encontrando novas maneiras positivas de preencherem estas necessidades. Liberem os velhos padrões.
8 - Cuidem do seu corpo - Aprendam sobre nutrição. O que o seu corpo necessita para ter a energia e a vitalidade ideal ? Aprendam sobre exercícios. Estimem o templo em que vocês vivem.
9 - Trabalho do Espelho - Olhem dentro dos seus olhos freqüentemente. Expressem o sentido crescente do amor que sentem por vocês mesmos. Perdoem-se por tudo, enquanto se fitam no espelho. Uma vez ao dia digam, "Eu amo você" para vocês mesmos no espelho.
10- Façam-no Agora - Não esperem até que vocês fiquem bem, percam peso ou recebam um novo emprego. Comecem agora, façam o melhor que puderem.
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Totalidade



Uma forma de sentir a totalidade e estar na presença, vejam a visão de Osho.
Interessante. Cida Medeiros

A cada momento há a possibilidade de se ser total.
Seja o que for que você esteja fazendo, fique tão
completamente absorto, de modo que a mente não pense
em nada, esteja simplesmente ali, seja apenas uma
presença. E mais e mais a totalidade virá para você e
o sabor da totalidade o tornará cada vez mais e mais
capaz de ser total. Procure perceber quando você não
está sendo total. Esses são os momentos que precisarão
ir sendo abandonados pouco a pouco. Quando você não é
total...Sempre que você estiver na cabeça, pensando,
refletindo, fazendo cálculos, sendo astuto, achando
soluções engenhosas, você não é total. Pouco a pouco,
vá se descartando desses momentos. Trata-se apenas de
um velho hábito. Hábitos são difíceis de se abandonar.
Mas eles morrem certamente, se a pessoa persiste, eles
morrem. (Osho)
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O Caminho de Devoção

O que segue, foi obtido do Livro: Ensinamentos de Sai Baba
Sinto que colocar esse olhar do Divino em todas as nossas ações, pode realmente conduzir-nos a bem aventurança. É um agir reto, comprometido, independente de qualquer coisa, é uma oferta ao mundo, agir com amor, por amor, por todas as criaturas, vendo cada Ser Humano, um Ser Divino em ação.

Não julgar, apenas exercitar essa presença, fazer acontecer, deixar fluir, permear todas as ações, com essa intenção consciente, fazer a nossa parte.
Cida Medeiros

O Caminho da Devoção
Deus está além do físico, do sutil e do causal. Mas, como Soberano, Ele governa todos estes. Ele é o Senhor do tempo: passado, presente e futuro. Aos seres humanos foram dadas capacidades limitadas, assim, é muito difícil entender o princípio divino.
Nesse caso, o caminho mais fácil a seguir é o caminho da devoção. Esse foi o quê Krishna ensinou a Arjuna. Krishna descreveu o caminho devocional em três etapas.
A primeira e mais importante é:

Trabalhe para Deus !

- Você pode não se dar conta, mas cada pequena parte de seu trabalho seu já é feita para Deus. Ele é o supremo Senhor deste mundo, e tudo aqui pertence a Ele. Sabendo disso, conscientemente, faça de cada ação que você executa uma oferta a Deus. Devote todos os seus trabalhos a Ele, lembrando-se sempre de
que Deus não está fora de você.
A segunda etapa é:

Por Deus e nada mais !

- Até esta etapa, você só pensou em si mesmo. Mas, quem é você ? Quem é esse "eu" que você usa para se
referir a si mesmo ? Krishna disse: "Sou Eu quem resplandece em você." Este "eu" emana do ser supremo, do ser imortal, o atma. Este "eu" não deveria ser igualado ao corpo, ou à mente, ou à faculdade intuitiva, ou a
qualquer outro aspecto do indivíduo. Ele transcende o pequeno ‘eu’ particular do indivíduo. Este "eu" se relaciona apenas ao ilimitado, ao ser impessoal, ao ser divino, que é o verdadeiro ser de cada um.
O limitado ser pessoal, chamando a si mesmo de "eu", associou-se ao universal. Mas o ser pessoal não é o ser real. Trata-se apenas de um reflexo do ser divino uno e imortal. Tudo que você tem feito tem sido
para a satisfação do ser divino somente. Não percebendo esta sagrada verdade, você tem sido pegado e arrastado pela ilusão. Krishna disse a Arjuna: "O que quer que você faça, faça para satisfazer a Mim; faça por
Mim. Faça tudo para Mim. Execute todas as suas ações em Meu benefício. Aja como Meu agente." Esse "Mim", "Meu" ou "Eu" que Krishna fala, não se refere a Deus fora de você. Refere-se ao atma, seu ser
divino. Faça tudo, seja lá o que for, por Deus e mais nada, que não é outro senão o seu ser mais elevado.
A terceira etapa é:

Devote-se apenas a Deus !

- Entenda o segredo interno desta diretiva.
Devoção é a expressão do amor; e a emoção chamada amor emana de Deus, seu ser superior. O amor vem de Deus e é dirigido a Deus. O amor não tem relação alguma com sentimentos mundanos ou coisas profanas.
Amor, que é apenas outra palavra para devoção, é o verdadeiro nome de seu ser mais elevado. Este princípio do amor, emanando do âmago de seu coração, deve saturar cada ação, palavra e pensamento. Isto
acontecerá quando você considerar que tudo o quê faz, diz ou pensa é para a satisfação de Deus e mais nada.

Seu Ser Superior é Deus

Pensamento de Sai Baba

  
PENSAMENTO PARA O DIA
A Bhagavad Gita declara: 'Deus é onipresente. Com mãos, pés, olhos, cabeças, bocas e ouvidos permeando todos lugares, Ele impregna o universo inteiro'. Nada escapa à Sua atenção. Portanto, nós deveríamos manter nossas mentes sempre preenchidas com pensamentos bons, já que Deus está constantemente pronunciando a bênção da realização, dizendo: "Então, assim seja!". Quando está submetido ao sofrimento, você culpa Deus e não percebe que sua angústia é a conseqüência de seus próprios pensamentos. Por essa razão, você deveria ter sempre pensamentos bons e procurar boa companhia.
SATHYA SAI BABA

Arquétipos pela Visão Critica de Ken Wilber

OS ARQUÉTIPOS DE JUNG
COMENTÁRIOS DE KEN WILBER

Tradução de Ari Raynsford (ari@interair.com.br)

1) Excertos da entrevista de Ken Wilber à jornalista alemã Edith Zundel (do livro Grace and Grit – Graça e Determinação)

EZ: Eu, Rolf e nossos leitores estamos particularmente interessados na interface entre psicoterapia e religião.

KW: E o que significa para você a palavra religião? Fundamentalismo? Misticismo? Exoterismo? Esoterismo?

EZ: Bem, este é um bom ponto para começarmos. Se não me engano, em Um Deus Social você apresentou onze diferentes definições para religião ou onze diferentes maneiras como é usada a palavra religião.

KW: Sim, e minha opinião é que não podemos falar de ciência e religião, ou de psicoterapia e religião, ou de filosofia e religião antes de definir o que entendemos pela palavra religião. E visando ao nosso objetivo, no momento, penso que devemos distinguir pelo menos entre o que é conhecido por religião exotérica e religião esotérica. A religião exotérica ou “exterior” é religião mítica, religião que é terrivelmente concreta e literal, que realmente acredita, por exemplo, que Moisés abriu o Mar Vermelho, que Cristo nasceu de uma virgem, que o mundo foi criado em seis dias, que, um dia, literalmente choveu maná do céu, e assim por diante. Em todo o mundo, religiões exotéricas consistem desses tipos de crenças. Os hindus acreditam que a Terra deve estar apoiada em algo; assim, crêem encontrar-se sobre um elefante que, também necessitando de suporte, está sobre uma tartaruga; esta, por sua vez, encontra-se sobre uma serpente. E quando surge a pergunta “Em que a serpente está apoiada?”, a resposta dada é “Mudemos de assunto”. Lao Tsé nasceu com novecentos anos, Krishna acasalou-se com quatro mil vacas, Brahma nasceu da quebra de um ovo cósmico etc. Isto é religião exotérica, uma série de estruturas de crenças que tentam explicar os mistérios do mundo em termos míticos ao invés de termos testemunhais ou de experiência direta.

O que é o ego? (Jerry Jampolsky)


O que é o ego?
(Jerry Jampolsky)

Eu emprego o termo ego de um modo diferente da maioria dos psicanalistas. Eu visualizo o ego como uma falsa imagem, uma forma que está associada ao corpo e ao eu físico. É um sonho que rejeita a nossa verdadeira identidade do eu espiritual, um eu que não apresenta forma física.

O ego por si só desafia a definição, mas seus efeitos em nossa vida são facilmente discutíveis. A principal mensagem do ego é o medo – medo de estarmos completamente sozinhos em um mundo de privações e de termos de buscar (mas jamais encontrar) aquilo que estamos procurando. Ele desconhece o significado do amor e considera a paz sua inimiga. Encara o mundo como um local de separação, de corpos separados em mentes separadas. Não acredita na totalidade ou na unicidade. Faz com que acreditemos que o nosso mundo está muito mais fundamentado no medo e na agressão do que no amor. Rejeita a existência do eu espiritual e nos diz que a realidade é o que percebemos através dos nossos sentidos físicos. Este livro descreve a minha luta contra o ego e as minhas tentativas para despertar o eu espiritual – o eu que não está limitado ao corpo, ao tempo ou ao espaço.

Minha batalha com Deus baseava-se na insistência do meu ego em fazer-me acreditar mais no medo do que em Deus; seguir suas regras em vez de deixar Deus ser o meu diretor e o meu guia. Desfazendo-me do medo, tentei contar – com muito pouco sucesso – com o meu próprio planejamento, meu próprio intelecto, minha própria vontade, meus próprios julgamentos e minhas próprias experiências passadas. Isso, é óbvio, é exatamente o que o ego quer que nós todos façamos.

Lutei com Deus todas as vezes que me permiti bloquear a lembrança de Deus. Logo, sempre que eu acusava outra pessoa ou me condenava, fazia um julgamento ou ficava muito irritado, em algum nível da minha consciência, eu estava lutando com Deus.

Agora, estou consciente de ter passado a maior parte da minha vida tentando me proteger daquilo que o meu ego percebia como agressões de outras pessoas. Eu usava muitos disfarces para ocultar meus temores e sentimentos verdadeiros pelos outros, assim como por mim mesmo.

Eu usava a rejeição e a repressão para esconder a verdade de mim mesmo. Meu ego conservava essas coisas ocultas em quartos separados na minha mente, fechava cada quarto com portas de aço, de forma que não pudesse haver comunicação entre eles. E mesmo quando eu estava gritando aterrorizado em um desses quartos, ninguém podia ouvir meus gritos.

Meu ego caótico mantinha a adrenalina elevada, uma condição que me fazia ver o mundo sempre de um modo ofensivo, sempre na posição de ataque.

Não é de admirar que minha postura diante da vida tenha se tornado uma constante defesa.
Como um deus autogerado, vivi como se tivesse sido colocado no mundo para julgar, modificar, controlar e manipular os outros. Procurei adaptá-los aos moldes do meu próprio modelo e, da forma mais arrogante, decidi quem merecia e quem não merecia a minha atenção.

Quase todos os dias da minha vida foram preenchidos com os temores criados pelo meu ego, alertando-me de todas as coisas terríveis que podiam acontecer comigo. Eu estava preocupado com a dor que eu poderia sofrer no futuro. Minhas decisões eram egoístas e se baseavam naquilo que eu pensava que me daria mais prazer e menos dor e, sem percebê-lo freqüentemente, eu acabava confundindo as duas coisas.

Estava convencido de que o meu passado infeliz era a previsão de um horrendo futuro e, é claro, continuei atuando das maneiras que davam certo para mim. Sempre achava difícil tomar decisões. Estava obcecado pela idéia de que sempre faria a escolha errada. O resultado era que eu carregava um enorme fardo de culpa sobre os ombros. Não é nenhuma novidade, portanto, que a maior parte da vida eu tenha sido incomodado com dores nas costas.

Pensei, erroneamente, que qualquer afeto que recebesse seria condicional, proporcional à maneira com que me conduzia ou ao quanto eu produzia. Além do mais, acreditei que o meu sucesso pudesse ser medido pela quantidade e qualidade das posses materiais adquiridas. Ainda tinha de aprender que jamais poderia ser verdadeiramente feliz se estivesse vazio espiritualmente, mais voltado para conquistar do que para doar.

Houve momentos em que achei que a vida nada mais era do que apenas provações e fiz o melhor que podia para agüentar com toda a garra. Estava convencido de que tinha de "fazer tudo isso completamente sozinho".

Descobri pelo caminho mais difícil que as decisões baseadas na satisfação do ego não trazem felicidade, paz, amor, ou realização. Pelo contrário, trazem tristeza, desapontamento, cegueira, conflito e vazio.
Em 1973, meu casamento de 20 anos – um casamento que tinha gerado dois filhos – acabou em divórcio. Tornei-me amargo e deprimido. Minha culpa era devastadora. Eu me senti como se estivesse em um elevador precipitando-se descontroladamente para o térreo. A vida não mais parecia ser válida. Voltei-me mais e mais para o álcool, inescrupuloso com a minha própria destruição.

Tentei todos os tipos de terapia, convencionais e não convencionais. Nada ajudou. Fui detido por dirigir alcoolizado mais de uma vez e estive a ponto de perder tanto a minha licença médica quanto a de motorista.

Estava exausto de medo e infelicidade. A última coisa no mundo que me interessava era Deus.
Então ocorreu um milagre. Até esse momento a palavra milagre nem sequer constava no meu vocabulário. Em maio de 1975, Judy Skutch Whitson, uma amiga próxima e querida, telefonou-me da cidade de Nova Iorque. Ela estava muito entusiasmada por causa de um livro que acabara de ler e achou que ele podia mudar minha vida. "E sobre Deus e transformação espiritual", ela disse. Eu não estava nem um pouquinho interessado.

Poucos dias depois, Judy trouxe o livro para minha casa na Califórnia. Seu título era A COURSE IN MIRACLES. Eu nem mesmo gostei do nome. Judy insistiu, obrigando-me a examinar o escrito. Respondi de um modo condescendente, "Tudo bem, vou ler uma página, mas isso é tudo".
O que ocorreu a seguir foi uma experiência que jamais serei capaz de compartilhar totalmente, apesar de ter tentado fazê-lo, literalmente, milhares de vezes. Depois de ler aquela única página, comecei a chorar. Bem dentro de mim uma voz pequenina disse, "Médico, cure a si mesmo. Esse é o seu caminho de volta para casa".

Só consigo fazer alusões ao que se passou depois disso. Senti que o universo se tornava acessível para mim, e tornei-me parte de tudo que existia. Não havia nenhuma separação e senti clareza na crença de que a essência do meu ser era o amor. Experimentei uma sensação de paz e alegria que estava além de qualquer coisa que eu havia sentido anteriormente.

No fundo da minha alma eu também possuía sentimentos de ternura, gentileza, segurança e um conhecimento interior de que eu estava na presença de Deus. Tudo isso estava envolto em eternidade. Senti que, daquele momento em diante, minha vida seria modificada. Eu ia viver uma vida devotada a Deus. Naquele único instante, de algum jeito eu sabia que a minha vida seria dedicada a dar.

Jamais compreendera o que era uma experiência mística, mas percebi que era aquilo que eu estava vivenciando. Em meu coração, senti que um mapa de vida estava sendo dado para mim e que a vontade de Deus e a minha passariam a ser uma só.

Olhando para trás, tornou-se evidente que até aquele instante eu estivera fazendo um grande esforço para definir qual roteiro eu seguiria em minha vida - o de Deus ou o do meu ego. Também tornou-se evidente que a minha batalha fora solitária o tempo todo, pois Deus jamais estivera comprometido com ela. Eu estivera travando uma batalha sozinho comigo mesmo.

Olhando para trás, tornou-se evidente que até aquele instante eu estivera fazendo um grande esforço para definir qual roteiro eu seguiria em minha vida - o de Deus ou o do meu ego. Também tornou-se evidente que a minha batalha fora solitária o tempo todo, pois Deus jamais estivera comprometido com ela. Eu estivera travando uma batalha sozinho comigo mesmo. Agora percebo que Deus estava pacientemente esperando que eu me desligasse das minhas falsas convicções e retomasse para a Fonte de toda Vida, que na realidade eu jamais abandonara.

Ao longo do estudo de A COURSE IN MIRACLES comecei a perceber que só existiam duas maneiras de se tomar decisões. A primeira já me era familiar: minha velha maneira de ouvir o ego, uma voz baseada no medo e na separação. A segunda era a que eu acabara de começar a aprender, que era ouvir a voz de Deus, uma voz baseada no amor e na associação.

Antes dessa época, se qualquer pessoa tivesse me dito que era possível tomar decisões deixando Deus dirigi-las, deixando que a minha vontade e a de Deus fossem uma só, eu a teria considerado louca.
Agora percebo que estivera buscando, a minha vida inteira, mas não sabia verdadeiramente o que estava procurando. Além disso, agora percebo que toda a humanidade se constitui de seres que buscam a verdade. Estamos todos procurando descobrir o eterno, e preencher a lacuna vazia da separação e da solidão que criamos falsamente para nós mesmos.

Nada havia saciado a sede dos meus desejos no plano físico. Nunca me ocorrera que eu estava procurando o alvo errado, ou que eu estava buscando nos locais errados. Como o ego é brilhante em esconder a verdade de nossa consciência! A complexidade do meu medo me conservara nas trevas e me cegara para a simplicidade da resposta final - que tudo que eu tinha de fazer era desprender-me das minhas ligações com o mundo exterior e confiar na interiorização.

JERRY JAMPOLSKY

A Plenitude do Ser


Roberto Crema em seu livro "Saúde e Plenitude: Um Caminho para o Ser". Editora Summus. Dentre todas as riquezas e perolas de conhecimento, algo que gostaria de enfatizar:

As tarefas que o peregrino precisa desenvolver para chegar ao Ser.

Vou citar uma frase:

"Cultive-se - Só aceitamos o que conhecemos, só amamos o que aceitamos, só conhecemos o que amamos".  Roberto Crema pag. 103.

Uma verdade plena no caminho do Ser em ação.

Só podemos mesmo aceitar algo quando nos colocamos na escuta, primeiro observamos os fatos como eles  são.

Então paramos para olhar para isso, dar um lugar em nossa consciência, acolher, ver e ouvir aquilo que se passa diante dos nossos olhos.

Depois trazer para dentro, em um processo de interiorização e de reflexão imparcial, sem julgamentos.

Acolher os aspectos sombrios que estão por trás.

Dialogar com essa parte.

Ouvi-la, sem julgamento.

 Assim que conhecemos esse aspecto de nós mesmos, exercitamos a arte do acolhimento.

Assim o amor ter mais chances de acontecer dentro de nós e irradiar para fora, manifestando assim, a conexão com o Ser.

Que é plena plenitude!

Cida Medeiros